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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

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“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

O mês das cartas!

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Para mim o mês das cartas e dos postais é Outubro. Também já participei num destes desafios mas em Abril. Contudo, quando recebi o e-mail do Postcrossing com o desafio para Fevereiro… decidi participar! Até porque é mais uma oportunidade de pôr a escrita em dia.

 

Em que consiste o desafio? Durante o mês de Fevereiro escrever uma carta ou postal por dia e enviar a alguém. Eu já comecei a fazer a lista de pessoas a quem vou enviar a minha correspondência. Alguns postais de Natal ficaram por enviar, também tenho um projeto meio em curso com uma amiga (enviarmos uma carta por mês à outra) e um primo com quem combinei começar a corresponder-me para ele aperfeiçoar o português, algumas pessoas que quero surpreender, uns correspondentes do Postcrossing à espera de novidades na caixa do correio e pelo meio também uns agradecimentos. É importante referir que faz parte do desafio responder às cartas que recebermos!

 

Já comecei a juntar os materiais necessários para cumprir esta missão! Selos, envelopes, postais, papel de carta, canetas (porque nem todas são boas para escrever em todos os papéis). Também podemos enviar recortes de jornais e/ou revistas, pensamentos do dia, flores que secámos num livro, na loucura, até podemos enviar um livro, um cd, um presente, ou até um pacote de açúcar com uma mensagem engraçada. É só pôr a imaginação a trabalhar!

 

E por falar em agradecimentos… recorda o Postcrossing que dia 4 de Fevereiro é o dia dos carteiros – por isso, cartão de agradecimento ao Carteiro na próxima segunda-feira! Não custa nada e vai de certeza melhorar o dia dele! Ou dela!

 

Fevereiro parece ser o mês dos desafios. Quem aceita este?

 

 

Sapato não entra

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Uma das minhas amigas viveu uns tempos no Japão, onde sapato não entra em casa. Outras duas amigas foram visitá-la e desde então que na casa de uma delas os sapatos ficam à porta. Numa visita a casa de uns amigos na Holanda e outra na Alemanha, fui convidada a deixar os meus sapatos numa espécie de hall de entrada para o efeito. E quem se lembra quando num dos episódios do Sexo e a Cidade, a Carrie foi a casa de uma amiga, que tinha a mesma regra, e ficou sem os sapatos? Quem acompanhou a série sabe o que os sapatos significavam para ela e também sabe o quanto representavam na sua conta bancária. Mas na casa da minha amiga H. isso nunca aconteceu.

 

Um dia destes dizia ela que sentia grandes diferenças desde o dia em que implementou essa regra lá em casa. E ninguém discute. Quando chegamos temos à nossa espera chinelos daqueles de hotel. Deixamos os sapatos à porta e ficamos logo muito mais confortáveis.

 

Eu por regra troco o sapato pela pantufa, ou chinelo, quando chego a casa, mas ainda não instituí a prática de o fazer logo à entrada da porta. Os sapatos acabam por entrar, e por vezes ficam calçados durante mais tempo. Por isso ainda não sinto todos os benefícios deste hábito.

 

Há quem estranhe, mas se pensarmos no conforto que sentimos quando nos descalçamos… e já para não falar no que não deixamos que nos entre em casa. E mais, se a isso associarmos a ideia de todas as coisas que deixamos do lado de fora da porta, e neste caso não estou a falar do lixo que vem agarrado ao sapato, esse hábito pode ser ainda mais salutar. O meu desmaquilhante tem um nome engraçado "take the day off", e neste caso podemos associar a mesma ideia ao calçado. Descalçamo-nos e deixamos à porta o trabalho, o stress, o trânsito e todo um conjunto de coisas menos confortáveis.

 

Esta é uma das mudanças que vou tentar pôr em prática já a partir de Fevereiro. As pantufas ficam à entrada, assim como uns chinelos para quem me visitar. Ontem já fiz um teste. Não deixar para amanhã uma coisa que podemos começar já hoje. Vamos ver como corre!

 

 

PODCAST - How to be Awesome

via

 

No fim de semana dediquei-me a um conjunto de tarefas que me permitem pôr a audição de podcasts em dia – e isso é um dos lados bons das tarefas domésticas! De todos os episódios que ouvi, este foi talvez o que gostei mais. Fala sobre o efeito positivo da positividade e dá umas quantas dicas sobre como pequenas alterações no nosso comportamento, ou linguagem, podem ter efeitos tão benéficos nos nossos dias e na nossa vida, e como o mesmo pode ter uma influência nos outros – quer os que vêem o copo meio cheio, como os que o vêem meio vazio.

 

Há quem olhe para as pessoas positivas como alguém que está alheado da realidade. Muitas vezes os “positivos” (vamos chamar assim as pessoas que preferem viver desse lado da vida) são até rotulados de meio loucos porque, numa situação grave, tendem a procurar a alternativa menos grave. Diz a entrevistada neste podcast que esta é uma estratégia para treinar o cérebro a identificar as coisas positivas e portanto a “aliviar” as situações difíceis. Ou seja, os “positivos” não são alheados, nem loucos, são pessoas que têm uma visão realista das situações mas optam por trabalhar no lado das soluções e não dos problemas.

 

Um outro exemplo está intimamente ligado com aquela pergunta típica, que tipicamente tem a resposta “vai-se andando…”: o “Como estás?”. Michelle Gielan, a entrevistada, diz que a forma como respondemos a essa pergunta marca o tom do resto da conversa com essa pessoa. E não é que, se formos a pensar um bocadinho nisso, ela tem mesmo razão? Sugestão – da próxima vez que nos perguntarem como estamos, responder de forma positiva, mesmo que depois apresentemos um problema pelo qual estamos a passar. Basta começar a conversa com um “Estou bem!” e depois partilhar com essa pessoa uma ou outra preocupação que tenhamos.

 

Ainda relacionado com esta questão dos diálogos, sugere que, quando nos cruzamos com uma pessoa negativa (na rua, no trabalho, etc), quando ela nos apresenta os seus desabafos negativos, lhe façamos perguntas que “condicionem” o seu discurso para a positiva, ou seja, e usando um exemplo dela, quando alguém nos diz mal do trabalho, ou do chefe, pedir para nos indicar uma coisa que essa pessoa faça bem, ou que tenha corrido bem no trabalho. E quem diz no trabalho, diz noutras áreas da vida.

 

E ainda no que diz respeito a perguntas… para mim esta foi a dica que me parece que pode ter mais impacto no nosso dia-a-dia. Sugere ela que em vez de perguntarmos “como correu o dia?” quando chegamos a casa, que regra geral leva ao habitual “normal”, façamos as perguntas de outra forma. No caso de quem tem filhos, por exemplo, perguntar o que fizeram de mais divertido na escola, mas de uma forma geral, perguntar qual foi a melhor parte do dia, o que fizemos de diferente, ou divertido, o que aprendemos nesse dia, etc, são tudo perguntas que podem levar a outra pessoa a pensar um bocadinho mais e partilhar algo mais do que o “normal”.

 

O podcast termina com um nota sobre o impacto que as nossas ações podem ter nas outras pessoas. Por vezes nem nos apercebemos como um pequeno gesto, uma atenção, um sorriso têm um impacto enorme no dia do outro. E por acaso é verdade. Quem nunca sentiu o efeito do gesto positivo de outra pessoa?

 

Deixei para o fim uma ideia que achei o máximo! Sugere-nos o seguinte desafio: durante 21 dias seguidos, enviar um email a pessoas diferentes, logo de manhã, a agradecer por alguma coisa ou a elogiar algo que tenham feito. Diz que são dois minutos que terão um impacto muito positivo em quem envia, e eu acredito que também o fará em quem o recebe. Lá está, marcará o tom do dia dessa pessoa. Desafio aceite?

 

Ouvir: “Improved happinness, Improved performance” (41 minutos)

 

 

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