Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

São as férias...

via

 

Podia dizer que a culpa é das férias, mas não há aqui necessidade de culpar nada nem ninguém. O blog tem estado "meio" parado porque eu tenho andado "meio" ocupada a aproveitar dias de férias. 

 

O primeiro período de férias passou a correr. Não consegui fazer praticamente nada do que gostava de ter feito. Mas foi uma opção. Bastante consciente. Entre andar pressionada pelas expectativas e deixar-me levar pelo ritmo da realidade, optei pela segunda. Praticamente não li, não dormi sestas, não ouvi música. Foi literalmente "go with the flow". Depois vieram dias em família alargada e mais uma vez os dias passaram a correr. Quando é bom sabe sempre a pouco, não é?

 

E o blog foi ficando para trás... mas aos poucos vamos voltar ao ritmo. Em casa, no trabalho e no blog. Hoje ainda estou em modo de precisar de férias das férias... arriscava até a dizer que não estou sozinha... estou certa ou estou errada?

 

 

Sobre os amigos

via

 

Uma das publicações que registei esta semana foi da Magda Gomes Dias, a.k.a. Mum´s the Boss. Fez-me lembrar uma amiga que está sempre a dizer que "as misérias dos outros são uma fonte inesgotável de alegria para nós!". É importante referir que por misérias entendemos não as coisas realmente más que nos acontecem na vida, nem os maus momentos pelos que passamos. Misérias para nós é, por exemplo, escorregar em plena Baixa Pombalina, em hora de ponta, e bater com o rabiote no chão, é dizer coisas nos momentos menos apropriados, é ter um ataque de riso num momento solene, entre outras. Eu tenho tantas misérias dessas que agora nem me lembro de mais exemplos (mas todas as que referi são pessoais...).

 

Eu tenho a sorte de me rever nas palavras escritas pela Magda. Tenho amigos de todos os tipos que ela refere e acho que também é essa diversidade que faz com que eu seja a pessoa que sou. Também há amigos que são como família e por isso o seu papel fica reforçado. 

 

Deixo aqui este texto para todos os meus amigos e para os familiares também ;) Penso que cada um deles se irá identificar em determinada palavra ou "categoria". E espero que também eles me reconheçam nesses papéis: mais próxima, mais afastada, silenciosa ou a fazer grande barulheira, da risota ou dos momentos sérios, da brincadeira ou quando é preciso "puxar uma orelha", das secas, das coisas giras, das viagens na maionese e seguramente, das misérias, boas e menos boas. Tudo isto e sempre amiga.

 

Sugiro que depois de lerem este texto o partilhem com os vossos amigos ou então peguem no telefone e liguem, mandem mensagem, escrevam um postal, enviem um pombo correio, marquem um jantar ou um café ao final da tarde. Qualquer coisa! Ou então, pura e simplesmente, da próxima vez que estiverem juntos, lhes dêem um abraço daqueles bons! 

 

"Este é o Martin Seligman e aquele que é considerado o pai da Psicologia Positiva. E hoje dizem que é o dia internacional do amigo. E o Martin diz que são os amigos o factor que maior felicidade nos traz na vida. Será?

⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Diz ele que não é o dinheiro (que ajuda, claro!), não é o status social, nem mesmo a saúde ou a família. São os amigos. Os bons amigos, os que nos deixam ser e os que respeitam quem somos. Os que estão lá para celebrarem os nossos sucessos e também aqueles que estão lá nos momentos mais difíceis. Aqueles que nos acompanham e fazem o caminho connosco, de mãos dadas e em silêncio, se for preciso. Tudo se torna menos difícil quando podemos caminhar acompanhados, nem que essa companhia seja uma sombra que está discretamente presente.

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
E, como tudo, os amigos podem também ser motivos de problemas e de discórdia. Valham-nos os bons amigos para nos ajudarem a equilibrar esses momentos mais difíceis. 

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Há amigos para tudo - para as brincadeiras e saídas divertidas. Para as conversas boas e sérias. Para falar de projectos. Os amigos das corridas, dos copos e das leituras. Os amigos do trabalho e os pais dos amigos dos nossos filhos. Ou os amigos dos nossos pais. E há aqueles amigos que estão lá longe mas que parece que sempre estiveram perto, mesmo quando já não os vemos ou falámos há 7 anos. ⠀

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
E para ti, o que é a amizade? Estás de acordo com o Martin?"

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

⠀⠀⠀

Encontrar o que nos faz feliz

 

Uma amiga partilhou ontem esta publicação comigo. Conhece-me. E sabe as coisas que me deixam de sorriso na cara. Não consigo colocar aqui a fotografia do senhor que disse estas frases mas se clicarem no link abaixo vão conseguir vê-lo. Para quem ainda não conhece este projeto - Humans of New York - acho que vale a pena ir dar uma vista de olhos. Nem sempre as conversas são bonitas, por vezes são mesmo muito duras, mas em poucas linhas conseguem deixar-nos sempre uma mensagem. E mais uma vez, no caso desta, mostra que nem sempre precisamos de coisas muito complexas, basta encontrar o que nos faz feliz e repetir essa receita.

 

“I love walking around the city. I catch the Metro North train at 11:40 every morning. I go to the same gym that I’ve been going to for forty years. Then I just start walking. If you take big strides it really stretches you out. And there are millions of other people walking around. You never feel alone. People smile at you. On weekends I’ll bring my granddaughters with me and we’ll tour different neighborhoods. We’ve seen ten or twelve so far. Sometimes I get to borrow them for the whole afternoon. But they’re at sleep away camp right now so I’m missing them a lot. And that’s about it. I do a little shopping at the thrift store. I stop and read the paper. I eat at outdoor restaurants. It’s simple but I found what makes me happy and I’m doing it. And when I’m heading home at night, sometimes I think: ‘I just had the best day of my life.’”

 

Humans of NY