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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

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Julho - o mês sem plástico

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Quando falei aqui da questão dos plásticos e do Plastic Free July o Pedro sugeriu que fizesse um post sobre essa iniciativa. Aqui está ele.

A Plastic Free July é uma iniciativa internacional, criada por uma associação Australiana preocupada com a quantidade de desperdícios plásticos que começaram a surgir nos oceanos. Criaram este movimento em 2011 para incentivar a redução do consumo de plásticos de utilização única, por parte dos Australianos, mas rapidamente foi acolhido por pessoas de outros 150 países.

 

A ideia é durante o mês de Julho estarmos atentos a este tipo de plásticos e optar por recusá-los ou escolher opções alternativas. E de que estamos a falar quando dizemos “plásticos de utilização única”? Estamos a falar de:

 

  • Sacos
  • Garrafas
  • Palhinhas
  • Tampas
  • Copos de sumos, cervejas e café
  • Embalagens de takeaway
  • Loiça descartável
  • Talheres descartáveis

 

 

Os organizadores desta iniciativa acreditam que através destas pequenas ações as pessoas ficarão mais atentas ao seu próprio desperdício e farão o possível por reduzi-lo de forma a deixar o mundo um pouco melhor para as gerações futuras.

 

Mas o sucesso destas ações depende maioritariamente da mudança dos nossos comportamentos. E isso é o que o transforma num desafio mais desafiante, ou seja, durante o mês de Julho devemos reduzir o nosso consumo destes materiais, optar por soluções alternativas, recusar sempre que possível qualquer um destes elementos. Parece simples mas acreditem que não é! Contudo, não é impossível! E como dizia no outro dia a uma pessoa com quem falava sobre este assunto, se recusarmos uma palhinha que seja ou se conseguirmos VER o plástico que anda à nossa volta, e por isso ficarmos sensibilizados para esta causa, já é um passo e já valeu a pena. E vão ver que isto é mais ou menos como quando decidimos comprar um carro e de repente toda a gente tem um carro como o nosso, não tem, só que parece que ele salta à vista. Se estiverem atentos vão começar a reparar na presença das garrafas, dos copos, das tampas dos copos, dos sacos e saquinhos.

 

Há ainda uma última coisa que gostava de vos dizer. É incontornável a presença do plástico nas nossas vidas. Mas a ideia não é erradicar o plástico do mundo é sim controlar o seu consumo irresponsável e com consequências elevadas. Reciclar não chega. É um princípio, mas não chega. E volto a dizer que também sei que o facto de eu recusar uma palhinha, um copo ou um saco de plástico não vai, só por si, acabar com o problema mas… juntos somos muitos!

 

 

 

 

Missão destralhar: frascos, frasquinhos e pacotinhos de amostras

via

 

No outro dia uma das minhas amigas chegava a uma conclusão à qual eu já cheguei há muito tempo, e da qual até já falei aqui. Dizia ela, mais ou menos, que eu tinha um armazém de produtos de higiene. E é verdade. Entre cremes, sabonetes, champôs, pastas de dentes… não preciso de comprar nada!

 

Já ando nisto de não comprar nenhum destes produtos há algum tempo (disso irei falar daqui a uns dias) e vou continuar. Até porque há sempre um presente que recebemos, uma oferta num evento, uma estadia num hotel, enfim, acabamos sempre por voltar a repor o stock.

 

E hoje, numa situação que nada tinha que ver com este tipo de produtos, tive uma ideia! Ou melhor, não tem a ver com os produtos em si mas sim com a minha missão destralhar. Faltam atualmente 277 coisas para cumprir o objetivo das 496 e reparei que muitas das coisas que posso reduzir são, lá está, frascos, frasquinhos e pacotinhos de amostras de champô, máscaras e cremes. Por isso, a juntar ao facto de estar a usar essas amostrinhas na piscina, decidi tomar outra medida!

 

Com o aproximar das férias, altura em que lavo o cabelo mais vezes que o normal, vou juntar todas essas amostras, tamanhos de viagem, máscara de cabelo que não gosto tanto, e afins e colocar numa bolsa que irá comigo nas férias. Assim irei reduzir uma quantidade substancial de coisas numa velocidade muito maior do que a do costume.

 

Depois disto há outras medidas a manter e reforçar: não aceitar amostras de produtos que sei que não vou usar e continuar na saga de usar tudo até acabar! Já vejo resultados por isso é manter!

 

Ainda não tive oportunidade de ler, com a atenção devida, a revista deste mês da National Geographic, a que tem uma capa dedicada ao “mar de plástico”, mas já li que nalguns países estes pacotinhos de amostras estão ao nível da “praga” porque são a única coisa que essas pessoas podem comprar. E isso fez-me pensar ainda mais. Para nós estas amostras são gratuitas e muitas vezes acabam por ir parar ao lixo, para elas… e por respeito a essas pessoas, até mais do que pelo ambiente – admito – vou equacionar as amostras que peço e que aceito. E já sei que sozinha não mudo o mundo e que elas não vão passar a poder comprar frascos de champô só por isso mas…  

 

 

A Missão Destralhar volta a atacar!

via

 

Nesta coisa da vontade de mudar voltei a ter vontade de começar uma missão destralhar novamente. No ano passado fiz o desafio em Fevereiro por ter menos dias e por isso ser “mais” fácil. A meio deste mês decidi que estava na altura de fazer um novo desafio mas com um twist.

 

O objetivo é o mesmo de sempre: reduzir a quantidade de coisas que tenho em casa! Mas em vez de fazer dia 1 – 1 coisa, dia 16 – 16 coisas, porque nem sempre a vida corre como nós planeamos, decidi somar todos os dias, ver qual é o resultado e assim definir o meu objetivo.

 

Não vou tirar X coisas só porque é o dia X, vou sim escolher coisas e descontar nesse somatório. E o número pode parecer um bocadinho assustador… ou motivador. Mais uma vez depende como vemos o copo. São 496 coisas!

 

Eu acho motivador. Se calhar porque como sinto este bichinho da mudança… e tenho de o aproveitar! Já comecei esta missão na semana passada e entre roupa, canetas, produtos de higiene, e bugigangas… o meu número já reduziu bastante! Faltam-me apenas 387 coisas!!!

 

Fazer isto desta forma dá mais liberdade para podermos decidir quando nos dá mais jeito tratar do assunto. Imaginem que num sábado vos dá uma imensa vontade de pegar nas coisas e começar a destralhar sem parar, não é melhor tratar logo do assunto do que esperar pelos dias e continar a ver as coisas por ali? Ou então, no final de um dia de trabalho chegam a casa e decidem dedicar 5 minutos a essa causa. Será feito ao ritmo de cada um. Pode demorar um mês ou apenas 5 dias. Cada um verá o que é melhor para si. O que importa é fazer!

 

Ouvi num podcast uma sugestão para arrumações rápidas que se pode aplicar perfeitamente a este tipo de missão: pegar num cesto, ir passando pelas divisões da casa e ver o que não está no sítio, colocar no cesto e no final arrumar tudo. No caso da missão destralhar pode muito bem ser: pegar num cesto (eu tenho um saco daqueles do supermercado), ir passando pelas divisões da casa, abrir uma e outra gaveta e ver o que já não faz sentido ter em casa, colocar no cesto/saco e depois dar o seguimento que escolhemos para essas coisas. Também ajuda ter um saco para colocar lixo, porque apercebemo-nos que algumas coisas não passam disso.

 

No final é tirar as coisas de casa e pronto! E se tiverem ainda aquele receio de que podem precisar ou podem arrepender-se… normalmente as pessoas que fazem este tipo de destralhanço têm uma coisa em comum: há eventualmente uma coisa da qual se lembram passado algum tempo, mas de uma forma geral… essas coisas que são destralhadas não deixam saudades.