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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Ser melhor do que no dia anterior

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Comecei a escrever este post ao som de “when you’re smiling” do Louis Armstrong. Embora aparentemente não tenha nada a ver como o tema… nadar é coisa que me faz sorrir, mesmo nos dias em que estou mais cansada! Estando esta música no grupo das “músicas bem dispostas” pareceu-me uma boa introdução.

O mês passado tinha em mente superar os 2000m de nado. E superei! Um dia cheguei aos 2400! Verdade que foi numa aula mais longa, mas o importante, neste caso, era superar a distância.

Nunca gostei que me dissessem “não consegues” isto ou aquilo. O simples facto de me dizerem essa frase dá-me logo vontade de fazer só para mostrar que consigo (embora seja fundamental que tal desafio me faça sentido). Outra das minhas características é que prefiro ter de me esforçar mais, ser a pior nalguma coisa para poder melhorar, do que sentir que não há desafio ou espaço para melhorias. Muitas vezes é duro, mas acho muito mais motivador.

Aconteceu isto quando andava no espanhol, por exemplo. Nalguns temas precisava de me dedicar mais que os meus colegas, porque eles começaram desde o b-a-bá e eu decidi entrar no nível mais acima que podia. Acontece isto agora na piscina. Não sou a melhor da minha turma, mas quero melhorar, e por isso esforço-me sempre por conseguir resistir mais um bocadinho no final de cada aula, fazer mais um esforço para fazer este ou aquele exercício (excepto mergulhar), nadar mais uns metros, superar-me sempre em todos os treinos.

E isso levou-me a participar numas aulas onde sou claramente o elo mais fraco! Custa! No primeiro dia… nem vos digo… foi desafiante física e psicologicamente. Mas como em tudo… queria conseguir e consegui! E mais: vou repetir!

Ter objetivos é mais ou menos como ter um mapa: ajuda-nos a decidir o caminho a seguir! Sabemos o que fazer, ou não fazer, e sabemos para onde querermos ir! Hoje saiu um artigo no Observador sobre porque é que as empresas devem contratar atletas. Estou longe de ser atleta olímpica. Nunca fui e nunca vou ser. Mas concordo muito com o que o Diogo aqui escreve, quando procuramos ser melhor do que no dia anterior, todos ganham! E, voltando ao início deste texto… quando fazemos o que gostamos, quando nos superamos, quando conseguimos alcançar um objetivo… sorrimos!

 

 

Regras Boas

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Por acaso não acho que ter regras seja uma coisa negativa e, por isso, talvez o título deste post merecesse outra escolha de palavras. Mas quando decidi chamar-lhe regras boas era como quem diz “regras do bem”. O que também não é bem, bem a escolha mais acertada. Parece que há outro conjunto de regras maléficas.

 

O que eu quero dizer com “regras boas” ou “regras do bem” é que há algumas, umas mais que outras, que apesar de terem aquele cunho de obrigação associado à palavra “regra” têm também o cognome de amigas. Regras amigas! Se calhar seria um título mais interessante… mas agora, dois parágrafos depois, já não vou mudar isso.

 

Continuando! Há algumas ações que podem ser incorporadas nas nossas vidinhas, nas nossas rotinas e que nos ajudam a ter um dia melhor, a sentirmo-nos melhor, mais giros, mais fortes, mais alegres, tudo em bom! Conseguimos fazer tudo e incorporar todas estas medidas? Não. Eu pelo menos, não! Conseguimos ir adquirindo alguns hábitos e associar algumas destas dicas ao nosso dia-a-dia? Sim. Eu pelo menos consigo! E acreditem… se eu consigo… vocês também!

 

Depois de todo este latim, aqui ficam as “Regras boas”, “Regras do Bem” ou “Regras Amigas”. Podemos chamar-lhe o que quisermos! Bom, bom é conseguirmos ir acrescentando uma ou outra que nos ajude a sentir como dizia acima, ou por outras palavras, sentirmo-nos: na nossa melhor versão!

 

  • Beber 2l água por dia
  • Fazer uma esfoliação 1x por semana
  • Hidratar o cabelo com uma máscara 1x por semana
  • Limpar, tonificar e hidratar 2x ao dia
  • Fazer exercício físico
  • Usar protetor solar
  • Unhas sempre limpas e cuidadas (manicure será opção individual)
  • Ler
  • Tomar vitaminas
  • Reduzir o stress
  • Dormir cedo e sempre à mesma hora
  • Beber chá
  • Nunca dormir com maquilhagem
  • Ter a casa “desatafulhada”
  • Usufruir do Silêncio

 

 

E nós, o que podemos fazer?

A exposição do Tadashi Kawamata no MAAT estava na minha lista. Fiz mal as contas e essa já ficou por completar… Queria saber como me sentia “submersa” num mar de plástico. Os resíduos usados na exposição foram recolhidos na nossa costa e isso pode ter ainda mais impacto. Não é uma ilha do outro lado do mundo, num outro continente, é já aqui, mesmo ao nosso lado.

 

É interessante que comecei a despertar para esta situação dos plásticos através de uns podcasts australianos. Talvez o facto dessas tais ilhas de plástico estarem mais próximas os tenha feito acordar primeiro. Lembro-me de ter feito caminhadas na praia e ir apanhando o lixo que encontrava e de ver os “mirones” a olharem-me de lado de cada vez que me baixava para apanhar qualquer coisa (o mais estranho foram uns calções de banho – o que o mar leva, o mar trás). Também me lembro de ter comprado a National Geographic sobre o tema e de ter ouvido o meu pai dizer que estava “obcecada” com o assunto. Não estava, só queria ter noção! E o que é certo é que este assunto chegou à Europa.

 

Ontem cruzei-me o vídeo de duas nadadoras de natação sincronizada que fizeram o seu esquema/rotina (não sei se é assim que se chama…) numa piscina cheia de plásticos. Elas conseguiram, efetivamente, ter uma experiência muito mais aproximada da realidade. Um nível muito acima do que eu esperava ter na exposição do MAAT. A sua performance estava integrada num evento para jovens cientistas e tinha como objetivo aumentar a consciência dos mais novos quanto ao impacto da poluição dos oceanos, sobretudo a provocada pelo plástico. Acho que conseguiram. Aos mais novos e aos mais velhos.

 

 

Também ontem li um artigo da minha revista favorita, a Flow, no qual davam ideias do que podemos fazer para nos mantermos otimistas, mesmo em dias cinzentos, ou mesmo quando as coisas parecem estar a entrar numa espiral decrescente. São ideias simples, que nos podem deixar melhor e que estão alinhadas com aquela ideia de que “juntos somos mais fortes” ou "muitas pequenas ações dão grandes resultados". Ficam aqui de forma resumida: procurar o lado bom nas coisas menos boas (tive alguma dificuldade... mas o vídeo das nadadoras é uma coisa boa!), procurar informação sobre o tema que nos preocupa, ver o que podemos fazer junto da nossa comunidade, identificar o que podemos fazer para fazer a diferença (pequenos gestos individuais), falar de forma positiva sobre os temas em vez de “espalhar veneno”, apreciar as pequenas coisas, como sempre.

 

Se juntarmos tudo (e sobretudo se nos juntarmos todos) vai ser possível mudar mentalidades e ajudar cada um de nós a deixar o mundo melhor do que o encontrámos. Vamos a isso?

 

Neste post fiz um apanhado dos posts onde falei sobre o plástico, fica o link: O plástico provoca-lhe azia (vão ver que há um link com o mesmo título - o post não é repetido, só o título).