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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Nunca mais é Outubro

Bem sei que sou apologista do mês de Setembro. Gosto do que ele representa. Mas desta vez o mês de Setembro resolveu tramar-me como um Janeiro chuvoso e frio. São muitas solicitações, muitos acontecimentos, muitos requisitos. Alguns deles são coisas boas, é verdade. Bem, para ser mesmo correta, a maioria são coisas boas. A questão é que são muitas coisas ao mesmo tempo. Muitas ideias, muitas mudanças, muitos esforços, tudo ao mesmo tempo. E quando assim é os alicerces começam a ceder. Mais ou menos como as casas construídas pelos Três Porquinhos.  

 

O dia de ontem foi muito difícil. Muito difícil mesmo. Nada de grave e sem solução, mas difícil. Deitei-me com a vontade de o deixar ficar exatamente nesse tempo de ontem, que não passasse através dos sonhos para o dia de hoje. E consegui! A maioria das chatices ficaram lá, no ontem. Mas um bocadinho quis, porque quis vir passear até hoje de manhã. 

 

Hoje, já nem sei a que horas, falei com uma amiga que me perguntou onde andava a minha positividade. Ela andava por aqui, mas andava escondida. Conhecem o Murphy, aquele que aparece sempre e quando menos o queremos receber? Pois bem, hoje de manhã andou por aqui a bater à porta. E quando o Murphy aparece.... mas desta vez consegui fechar-lhe a porta na cara e continuar! E correu tudo bem, dentro dos possíveis! 

 

Enviei uma mensagem à minha amiga a contar tudo o que tinha conseguido fazer! Pequenos sucessos é verdade, mas foram sucessos! E agradeci a força que me deu. A maioria das vezes desvalorizamos as coisas que conseguimos concretizar, as metas que superamos, os itens que riscamos da lista só porque são poucos, pequenos ou quase sem impacto. E isso não pode ser! Um é melhor que nenhum e feito é melhor que perfeito! 

 

Para a reta final deste dia, para ganhar forças para conseguir dar mais uns passos, fui procurar a música que deixo aqui abaixo. É muito bonita e ao contrário da do outro dia, que era triste, esta é daquelas que dá força. Mais um esforço, mais uma tarefa, mais uma coisa riscada da lista. Nem sempre é fácil, mas quando conseguimos dar mais um passo em frente... é uma vitória e sabe bem! 

 

 

Lembram-se de ter perguntado por quem disse que o violoncelo era uma seca? Esta música ficou desse concerto. A outra que também ficou gravada na minha memória, e que esta semana é super atual, foi a versão do With or Without you dos U2. 

Uma tarde no corte e cola

O que leva uma pessoa adulta a passar uma tarde de Agosto a fazer colagens?!  Em primeiro lugar… o gosto por fazer coisas fora da caixa, só pode. Em segundo lugar… saudades da infância?! Agora que me pergunto isto… não sei bem o que me levou a inscrever no workshop da Margarida Girão… mas acho que foi mais próximo do primeiro motivo. Até me considero uma pessoa criativa, ou pelo menos, criativa q.b., mas sinto que me falta alguma coisa. Talvez alguma dose de loucura, daquela saudável, que faz com que consigamos transformar um prego numa obra de arte. Não pertenço a esse clube. O que às vezes é pena!

 

Fazer coisas fora do nosso normal faz aumentar a elasticidade desta nossa massa, que pode ser cinzenta ou de outra cor qualquer, e obriga-nos a ver as coisas noutras perspetivas. E acho que foi esse mesmo o motivo que me levou a passar uma tarde de Agosto no atelier onde trabalha a Margarida a rasgar e cortar pedaços de papel que no final fizeram uma obra de arte.

 

Durante muito tempo estive “assombrada” pela questão da página em branco. E se quando chegasse a hora eu não conseguisse fazer nada de jeito? E se apenas conseguisse pensar e recriar o óbvio? E se, quando terminasse, visse que o que tinha feito era praticamente igual a outras imagens que já tinha visto antes? E se, e se, sempre os ses.

 

 

O que é certo é que chegou o dia. E não havia como fazer preparação prévia. Não era como estudar para um exame e depois debitar informação. Tudo era novo. Os materiais são comuns e conhecidos: papel, recortes de revistas, tesoura, cola, fitas coloridas, tecidos, pom-pons, marcadores, envelopes… mas… fomos à sorte e dentro de um envelope estavam os recortes que falariam connosco e que nos iriam encaminhar nesse processo criativo.

 

 

Logo no início a Margarida deu “A” dica: pegar na folha que nos fizer borboletas na barriga! Penso nisso tantas vezes e uso essa técnica com tantas coisas na vida… facilitou o meu processo, é verdade! As imagens que falaram comigo ficaram, as outras… seguiram os seus caminhos.

 

E se pensam que fazer recortes e colagens é um processo fácil e que qualquer criança de 5 anos faz isso, desafio-vos a fazê-lo. Fazer colagens numa folha branca A4 e no final contar a história dessa colagem. Porque toda a obra de arte tem a sua história!

 

 

 

 

Planos para o mês de Setembro

via

 

O mês de Setembro ainda mal começou e já está cheio de atividades, coisas novas, encontros e reencontros. Ainda não completei a minha planificação mensal mas há coisas que já estão agendadas e que, em princípio, serão os grandes marcos deste mês. Essas e as pequenas coisas que vão acontecendo paralelamente. Vejamos: 

 

  • Festas de aniversário
  • Riscar uma das coisas da minha lista e da lista que o meu pai vai fazer para celebrar o seu aniversário
  • Recomeçar as aulas de natação (finalmente! Já tenho saudades!)
  • Fim de semana numa terra que é como se fosse a minha
  • Jantar de antigos alunos da Universidade - vamos ver como corre :)
  • Ir ao cinema ver "o que de verdade importa
  • Regressar às rotinas boas

E vamos ver que mais nos espera neste mês de regressos e recomeços!