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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

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“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Uma carta de cada vez

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É conhecido o meu gosto pelas cartas e postais. Gosto de as escrever e adoro o momento em que abro a caixa do correio e um pedaço de papel me surpreende. Para mim é magia! Um destes dias recebi numa newsletter uma sugestão de um novo podcast. A Arianna Huffington sugeria uma meditação através de histórias. Alguém conta uma história, ou melhor, uma parte da sua história e ao longo da mesma somos levados a meditar sobre alguns temas da nossa própria vida.

Claro que quando há no meio de uma série de episódios um que se chama “One envelope at a time”, qual é que acham que eu ouvi?!

A história partilhada está carregada de momentos dolorosos. Mas por outro lado, fala do poder que uma carta pode ter. Do poder que escrever uma carta à mão pode ter. Para quem a recebe e para quem a escreve. Do poder que uma carta tem na criação e fortalecimento de laços.

All these technological rhythms are embedded in my day and yet what do they prove? They're not tangible. I can’t hold the texts I send close to my chest and trace them for a scent. The digital footprint, as mammoth as it may be, isn’t proof that you and I were here. That we lived. That we loved. That we danced in the kitchen to no music at all, or that we held someone’s hand or made them a cup of herbal tea when their world came crashing down around them. - diz Hannah Brencher na sua história.

Na Flow deste mês falam de uma escritora de viagens que tem por hábito escrever-se cartas ou emails enquanto anda a viajar. Tenho um hábito semelhante, envio-me sempre um postal. E também com esse, que eu sei que vai chegar, consigo sentir a magia no momento de abrir a caixa do correio. Não sei porque a Kassondra Cloos o faz, na verdade… também não sei muito bem explicar o porquê de eu o fazer… mas recomendo!

Ontem, enquanto aproveitava uns momentos entre o rebuliço da cidade sentada na mesa de um café, reparei num senhor que se sentou ao meu lado com um chá, um caderno, o mais normal possível, e uma caneta. Eu também tinha um caderno pequeno e uma caneta, o mais normal possível. Escreveu a data no topo da folha, por extenso, e continuou a escrever. Certamente que escrevia uma carta a si mesmo. Que será um diário mais do que um conjunto de cartas que nunca nos enviamos pelo correio? Olhei para ele e pensei “este senhor serei eu nos próximos dias”.

 

P.S.: Amanhã mostro-vos aqui a história de uma outra carta, numa história contada por uma outra pessoa. Uma história gira que me contaram e que quero partilhar!

 

Aos meus terroristas favoritos - os meus primos!


É estranho que nada disto abra um telejornal, mas os terroristas invadiram as praias. Habitualmente, não actuam através de células. Não dispõem de apoio logístico. Agem de forma solitária. E movimentam-se com tamanho à-vontade que se torna impossível detectar movimentos suspeitos que eles protagonizem e que nos permita antecipar um novo ataque, por exemplo. Tudo leva a crer, nenhum deles consta nas listas de "mais procurados", referenciados pelos serviços secretos. E, de forma surpreendente, são de baixa estatura, actuam como se fossem banhistas e, nos casos mais desconcertantes, fazem-se acompanhar duma bola de Berlim. Seja como for, pela forma como os pais, ou algum dos seus familiares, lhe chama tão prontamente "terrorista", haverá neles características que os tornam, aos olhos de quem os conhece, facilmente identificáveis.

Estes pequenos "terroristas" não pertencem a uma associação criminosa. Nem são uma ameaça a pessoas e bens. Ou à própria segurança nacional. Não exigem medidas de excepção nem grupos de operações especiais. E, regra geral, alguns deles, são nossos filhos!

Quando muito, "terrorista" está associado a um estar, todo ele muito amigo do bicho-carpinteiro, que implica saltar ondas. Fazer castelos de areia. Tomar banho até ficar engelhado de frio. Ficar-se muito próximo dum "croquete". Parecer que não se pára de comer. Jogar à bola, procurar umas raquetes e saltar, saltar, saltar. Fazer várias rondas perguntando a cada um dos familiares: "Queres brincar comigo?". E viver com uma excitação fora do vulgar uma situação toda ela fora do vulgar como aquela que representa ter a mãe e o pai juntos, disponíveis para brincar. E mais uns quantos familiares que, habitualmente, se vêem, ao longo do ano, unicamente, por videochamada.

Por mais que não pareça, "terrorista" acaba por ser uma forma terna dos pais dizerem que uma criança cansa só de a verem movida por um entusiasmo infatigável. Sobretudo, quando querem "trabalhar para o bronze" ou anseiam por se deliciar com uma leitura, sem “ondas”. Ou desejam muito estar centrados nos seus pensamentos. Ou, simplesmente, estar ao sol, quietos e calados. Por 5 minutos! Vendo por aqui, é claro que os pais sentem que o seu descanso é "sabotado" a cada minuto que passa. E aqueles furacões de 3, de 4 ou de 5 anos "aterrorizam" quaisquer férias a pensar no descanso.

 


Banda sonora para o dia de hoje

As redes sociais têm muitas coisas menos positivas, mas também têm outras extremamente positivas. Conheci os Pomplamoose através de uma publicação do Francisco Baptista no Instagram. Desde ontem que tenho estado a ouvi-los e recomendo. Foi difícil escolher o vídeo para vos deixar... por isso deixo dois! :) Oiçam e depois digam-me se não fazem boa companhia?!

E já agora, se gostam de coisas relacionadas com o Marketing, "oiçam" o que o Francisco tem para dizer. E Francisco, se por acaso leres isto... desculpa, mas eu gosto de terminar as frases com pontos finais. :)