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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Os clássicos nunca passam de moda

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Entre outras coisas, as férias permitem-nos pensar. Damo-nos a esse luxo de, durante vários minutos seguidos, dedicarmos o nosso tempo a pensar no que queremos, ou não queremos, no que gostamos, ou não gostamos, e de como essas "coisas" têm feito parte dos nossos dias. Ou não.

Os dias de férias voltaram a fazer-me pensar no blog. Talvez porque tenha visto no Instagram alguém a perguntar se os blogs ainda faziam sentido. 

Há muitos anos atrás, quando a internet era ainda uma criança, fiz um trabalho sobre o futuro da imprensa escrita e dos jornais e revistas em papel. A minha opinião na altura era que não iriam acabar. A minha opinião agora, mantém-se. Podem ter de se "reinventar" mas não acabam. Talvez esta opinião se deva ao facto de eu ser totalmente "team papel"... ou talvez não. 

Quanto aos blogs... Penso o mesmo. Podem ter de se reinventar, mas não acabam. 

Os blogs são assim como as peças "vintage". Nem todos apreciam, nem todos os dias os queremos usar, podem nem sempre fazer sentido. Mas estão lá. E como os clássicos, nunca passam de moda.

Hoje decidi pôr em prática uma das coisas que pensei durante as férias, entre um episódio de uma série e uma sesta bem dormida. Voltar a escrever aqui. Tive uma ideia do que quero fazer e já estou a pensar como vou passar à ação. Lá está, uma espécie de reinvenção. Acho que vai funcionar, mas depois, com o tempo, logo vemos!

E como dizia a Mariana Sabido "Setembro é como Janeiro - podemos sempre começar de novo".

 

A bolha!

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Já partilhei o conceito de bolha mas nunca é demais lembrar: a bolha é aquele lugar onde podemos estar e onde praticamente nada nos consegue atingir, afetar ou incomodar. É uma capa protetora, quase como o Manto da Invisibilidade do Harry Potter. Pois a minha bolha foi uma das melhores coisas que descobri!

Para descobrir a bolha temos de estar num determinado estado de espírito. Não, nem sempre é fácil de descobrir… ou melhor, às vezes estamos de tal maneira embrulhados no dia a dia que não conseguimos ver essa bolinha de sabão que, mesmo que frágil, podemos criar à nossa volta. Frágil, mas poderosa!

A minha bolha reapareceu depois de uns dias de imersão numa realidade totalmente diferente da minha, dias de distanciamento e crescimento. Dias de descanso! E essa bolinha de sabão ficou mais espessa e passou ao formato bolha!

A minha bolha permite-me passear pelas ruas em vez de correr pelas ruas, permite-me ver em vez de olhar, mostra-me o que muitas vezes me passava ao lado, ajuda-me a respirar fundo e relativizar. Resumidamente, a minha bolha faz-me mais feliz!

Há quem ainda não tenha encontrado a sua… Também há quem não conheça o conceito… E há, como sempre, aqueles que se sentem impelidos a rebentar as bolinhas de sabão em vez de observar a sua beleza. O que estes últimos não sabem é que quem tem uma bolha… pode sempre criar uma nova, mesmo quando insistem em rebentá-la. Quem descobre a sua bolha, descobre que tem poderes mágicos.

As corridas, as músicas e os amigos

Uma pessoa que leia dois posts seguidos em que eu falo de corrida… pode não acreditar quando digo que não é o meu desporto favorito. Mas acreditem, não é! Contudo… é algo que me faz superar os meus limites e me “obriga” a desafiar-me, metro após metro. Também pode pensar que me farto de correr, o que também não corresponde à verdade. Nem sempre apetece correr e nunca consegui fazer um percurso completo em corrida. Nunca, como quem diz até hoje. Amanhã não sabemos.

Descobri, nas saídas que fazia para “correminhar”, que o último programa da Inês Menezes na Radar tinha os ritmos certos para me acompanhar e por isso, durante esses momentos de liberdade e esforço físico, ouvi-o repetidamente.

Hoje quando oiço essas músicas consigo visualizar alguns dos momentos em que as ouvi na altura. Nalguns casos passaram a representar partes do percurso, noutras passaram a representar sensações. Todas passaram a ter um papel importante.

Se há uns dias falava da música dos Muse, que fica para sempre associada à corrida de São Silvestre de 2019 (sim, porque quem já participou numa… pode participar em mais), hoje falo de uma dos Arcade Fire. Chama-se No Cars Go e era o mote para começar a correr.

Durante 5 minutos e 43 segundos eu passava por uma horta urbana, via papoilas, enchia-me de força e acreditava que era capaz de tudo, depois começava uma das partes da música que eu mais gosto e também começava o Tico a dizer ao Teco que não aguentava mais. Nessa altura, normalmente numa zona a subir, o Teco tinha que dizer ao Tico que era tudo da cabeça dele e que ele conseguia! Dizia-lhe para ouvir a música e continuar! Para se deixar “embalar” pelo ritmo e lembrar-se como se sentia quando chegasse ao final daquela reta enorme, numa zona onde os carros não podiam passar, e os dois, o Tico e o Teco, se iam sentir os maiores porque tinham conseguido.

Falava no outro dia com um amigo sobre a capacidade que as músicas têm de nos levar a memórias muito antigas, a momentos muito felizes, assim como a momentos muito tristes. A música faz-nos companhia. É como aquele amigo que nos ajuda a superar momentos mais difíceis ou sai connosco para celebrar grandes vitórias (como conseguir correr 5 minutos e 43 segundos de seguida).

Esta teve essa dupla capacidade. Especialmente nos últimos 2 minutos!

 

 

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