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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Banda sonora para o dia de hoje

O dia de ontem podia ficar conhecido por uma de duas coisas: o dia aborrecido em que me “melgaram” o juízo ou o dia em que superei mais uma distância e nadei 1800m em cerca de 45 minutos.

 

Há uns tempos atrás uma das minhas amigas disse-me umas palavras sábias: devemos focar as nossas energias nas coisas que podemos controlar e nas que nos trazem felicidade. Ontem essas palavras passaram-me muitas vezes pela cabeça. Nadar mais, melhor e de forma mais focada depende apenas de mim!

 

Claro que isto é tudo muito bonito mas ajuda imenso o facto de termos pessoas ao nosso lado que estão alinhadas na mesma frequência, pessoas que também querem melhorar e “run the extra mile”. E ontem foi isso que aconteceu! Decidimos que íamos aumentar a fasquia e assim fizemos! Às 21h de ontem eu estava tão mas tão feliz que não conseguia parar de sorrir! E hoje quando acordei e me lembrei disso, fiquei novamente ligada à corrente!

 

Hoje, essas coisas que ontem me irritaram, dificilmente vão conseguir superar a minha alegria. Porque eu estou super feliz! E por isso, esta é a banda sonora de hoje! 

 

 

 

A chegada dos pássaros

 

Gosto de ouvir esta música alto. Bem alto! E de preferência onde possa abrir os braços como se também eu fosse um pássaro. Livre! Há muitos anos vi uma coisa espantosa: a viagem migratória de um bando de pássaros. Eram milhares. O céu estava cor de rosa e cheio de pintinhas pretas. Lá iam eles no seu caminho. Foi um espetáculo maravilhoso. Nunca tinha visto nada assim e nunca mais voltei a ver.

 

Há alturas em que precisamos de pôr esta música bem alto para ouvir o bater das asas e o chilrear dos pássaros. E continuar a dançar e a bater as nossas asas. Continuar a voar. Mesmo que não saibamos onde vamos chegar.

 

 

28 dias a destralhar – primeira semana

 

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Quando a Cláudia me desafiou para participar neste desafio estava longe de imaginar como seria. Não o desafio em si, que já conhecia muito bem, mas tudo o que surgiu à sua volta.

 

Falemos primeiro das coisas práticas. Vamos no dia 11 e até agora tenho cumprido todos os dias. Quando a nossa missão destralhar dura há muito tempo aumenta a nossa necessidade de ser criativo. É verdade que há sempre mais esta ou aquela coisa que passaram numa ou noutra situação e que podem sair mas… quando juntamente com as missões destralhar vamos também mudando os nossos hábitos… até essas começam a escassear.

 

Agora, o que eu mais tenho gostado deste desafio é ver como o mesmo tem entusiasmado outras pessoas a participar. No início foram as suspeitas do costume a aceitar procurar mais umas tralhas lá pela casa, mas depois até as mais reticentes me disseram que estavam a tratar do assunto. E temos ainda as que mais me surpreenderam! Essas sim fizeram os meus dias! Ver pessoas dizer que estavam a destralhar influenciadas por mim, foi muito bom! E saber que outras pessoas com que já tinha falado do assunto também decidiram dar esse passo, foi igualmente motivador.

 

Também falava com uma das minhas amigas, que já anda nesta saga desde o ano passado, sobre o que é “tralha”. Dizia ela que tinha tirado umas molduras de uma parede mas que tinha lá colocado outras peças decorativas. À partida teria tirado “tralha” mas estava a colocar lá mais. Não concordei com ela. Tralha é tudo aquilo que temos mas que não tem utilidade ou significado. Não serve para nada e já nem sequer nos deixa feliz, usando a dica da Marie Kondo. Neste momento as molduras que ela retirou eram tralha mas o que colocou em seu lugar são coisas que a motivam e deixam feliz. Um dia, daqui a uns anos, podem ser destralhadas novamente, mas neste momento têm um papel a desempenhar.

 

Para mim, as próximas semanas serão mais complicadas. O grau de criatividade vai ter de aumentar, ou então vou ter de olhar novamente, com outros olhos, para as coisas que tenho em casa. As revistas têm sido uma boa fonte de tralha, os cds gravados também foram (2 dias totalmente riscados graças a eles), amanhã penso que será a bolsa da maquilhagem, vernizes e afins a dar o seu contributo e a última semana será a altura de dar um twist ao desafio. Veremos!

E por aí, quem aceitou o desafio? Como está a correr?

 

 

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