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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Fazer e não fazer

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Volta e meia procuro aplicações de produtividade e gestão de tarefas. Sou totalmente pessoa do papel e caneta e às vezes até me pergunto porque me dou a esse trabalho, mas que hei-de eu fazer… Acho que de alguma forma essas aplicações até me ajudam a melhorar o meu sistema “analógico”.

Pois bem, a minha última descoberta veio através do livro Não leias este livro. O autor criou uma aplicação baseada no que fala no livro e que nos obriga a escolher o que vamos fazer. Chama-se To don’t list e só nos permite ter 3 coisas na lista de tarefas enquanto todas as outras vão sendo registadas na lista de coisas a não fazer. Parece complicado mas não é.

A questão é que, na maioria das vezes, a nossa lista de coisas a fazer começa a crescer de tal maneira que perdemos o foco. As três coisas mais importantes desaparecem nessa imensidão de linhas escritas e acabamos por, muitas vezes, cumprir as menos importantes.

No outro dia dei por mim a pensar em como ficaria a lista das coisas que quero fazer nas férias se a colocasse nesta app. Quais seriam as 3 coisas mais importantes e quais ficariam na to don’t list

 

Os Durrell

via

 

Ainda estará para nascer aquele que poderá apregoar “a minha família é perfeita!”. Por isso, a dos Durrell também não é! Quem são os Durrell? São uma família inglesa que me faz companhia ao Domingo à noite, na RTP2. Neste momento, a par dos Imposters (que é todo um outro campeonato) são a minha série favorita.

A história passa-se em 1930. Uma família inglesa (mãe viúva, 4 filhos e um cão) decide seguir os “rumores” de uma vida melhor e mudam-se para Corfu, ilha grega. Só por isso já podem imaginar… ingleses e gregos… tudo a ver!

A mãe andará por volta dos 50. Nunca saberemos a sua idade real. Os filhos têm entre 20 e 11. Um pseudo-escritor (que afinal foi mais que pseudo), outro que gosta é de armas, a filha em plena adolescência e tudo o que ela traz e Gerry, o amante da natureza e protetor dos animais.

A história é divertida e leve, o que se quer para começar a semana tranquilamente. As paisagens são bonitas e tenho que admitir que sinto um piquinho de inveja da localização da casa onde moram.

Esta série é baseada na Trilogia de Corfu do naturalista inglês Gerald Durrell (o filho mais novo), que inclui "A Minha Família e Outros Animais", sobre os quatro anos da vida desta família na ilha grega. É por causa deles que um dos livros que vou levar de férias é este. Apesar de andar a seguir a série, acho que será um daqueles casos quase raros em que não fará mal nenhum ler o livro depois de ver o filme.

 

Julho é o mês de quê?!

 

Começámos logo mal… 1º dia do plastic free July e eu fui buscar o almoço com uma caixa descartável… mea culpa!

Como sabem os seguidores mais antigos do blog, o plástico de utilização única é uma causa à qual sou sensível. Nem sempre me consigo manter fiel à não utilização de algumas dessas coisas mas há outras que deixaram de fazer totalmente parte da minha vida. As palhinhas desapareceram. As escovas de dentes vão alternando entre plástico e bambu.

Todos temos aspetos onde podemos melhorar mas… como feito é melhor que perfeito, também neste caso, algumas mudanças são melhores que nenhumas. E não fui só eu que fiz ajustamentos. Algumas destas “pequenas” mudanças são mais visíveis mesmo em termos de convívio social – para mim o melhor exemplo são os copos reutilizáveis e com uma caução que se podem ver em várias esplanadas e cafés e também em festas populares.

É em Julho que me dedico mais a este “sindicato”. Nas férias dedico algum tempo à recolha dos plásticos que encontro na praia, um deixado por veraneantes, outro que o mar apanhou, levou e decidiu entretanto devolver à areia, como quem quer chamar à atenção.

Em Agosto com os meus priminhos também fazemos disso um jogo. Incentivar pelo jogo e sensibilizar para que não se juntem ao grupo dos que acham que não faz mal, que alguém irá apanhar, que “é só um saco, uma palhinha, uma tampinha…”. Só um, vezes milhões! Assim, incentivados pelo #take3forthesea damos o nosso contributo duplamente: tentamos reduzir e recolhemos, cada um, três ou mais plásticos que encontramos. 

Na newsletter que recebi por email a Plastic Free July deixa as seguintes dicas:

  • Ter sempre à mão os nossos “reutilizáveis”: saco para compras, copo ou garrafa
  • Planear as refeições e lanches para não sermos apanhados desprevenidos (como eu…)
  • Fazer compras a granel e perto de casa
  • Incentivar familiares, amigos e colegas de trabalho a participar neste desafio

 

Segundo uma publicação da Plastic Free July no Instagram, já mais de 120 milhões se inscreveram no site e declararam aceitar este desafio. Quem se junta a nós? Que plástico vão recusar ou deixar de usar? Não se esqueçam: sozinhos somos uma gota, juntos somos um oceano!

 

(mais posts sobre Julho - O mês sem plástico)