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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Remédio para dias assim-assim

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Todos temos dias mais fáceis que outros, mais simples que outros, mais animados que outros. Mas no fundo, esses dias menos, têm quase todos coisas que os podem fazer mudar de rumo. São sempre as pequenas coisas. Hoje foi um desses dias. 

 

Tenho a sorte de ter pessoas perto de mim, e algumas que até estão longe, que me ajudam a passar por esses dias como quem passa por entre os pingos da chuva. E também é isso que está na minha checklist de "Como ser uma pessoa feliz".

 

E depois, para além das pessoas que nos estão próximas, temos também aqueles que nem nos são assim tão próximos como isso, de todo, mas que por sorte ou acaso, se cruzam connosco nestes dias. Foi o caso da Anabela Mota Ribeiro e da sua playlist na TSF. Palavras bonitas e músicas bonitas, num dia que podia ser tudo menos isso. Mas muitas vezes está nas nossas mãos mudar o tom dos nossos dias não é?

 

Algures na sua playlist a Anabela Mota Ribeiro usa uma frase do Chico Buarque e diz "saiba que os poetas, como os cegos, sabem ver na escuridão" e isto diz-nos que os poetas não são pessoas quaisquer, têm poderes mágicos". Usando este exemplo eu diria que os meus amigos também são como os poetas, os meus amigos também têm poderes mágicos!

 

Deixo-vos aqui a playlist da Anabela Mota Ribeiro na TSF para ouvirem durante o fim de semana, numa esplanda, no sossego do lar ou numa viagem por essas estradas fora. 

 

 

Onde se esconde a alegria?

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Há uns podcasts que oiço mais que outros. Quer seja pela sua dimensão, quer seja pela minha disponibilidade, alguns ficam para ouvir quando tenho mais tempo, como numa viagem mais longa, por exemplo. Foi o que aconteceu com este! Durante cerca de uma hora, numa viagem de autocarro, ouvi este episódio do TED Radio Hour e fiquei a saber onde se esconde a alegria. Fiquei a saber ou confirmei o que já sabia?

 

Neste episódio são entrevistadas quatro pessoas que vão falar sobre o que, para eles, é necessário para ter uma vida preenchida com alegria e o que é isso de encontrar alegria nas coisas do dia-a-dia. Há uma inventora de máquinas inúteis cuja única utilidade é fazer os outros rir, uma designer que dedica a vida a perceber/encontrar o que faz com que umas coisas nos transmitam mais alegria que outras e o papel que a cor tem na nossa vida… também aparece um perseguidor de eclipses que diz que essa é das experiências mais maravilhosas da natureza e que nos coloca em total perspetiva face ao mundo e ao universo e ainda uma música que fala da importância da sonoridade. A que soará a alegria?

 

São estes pequenos momentos que podem ser tão marcantes como quaisquer outros na nossa vida. Há quem persiga eclipses, há quem observe pássaros, há quem faça coleção de cartas encontradas na rua, tudo exemplos de pequenas coisas que nos podem dar alegria. Mas não é esse momento em si que é importante, o importante mesmo é a pessoa em que nos tornamos depois de viver as pequenas experiências alegres.

 

Estar alegre ou viver uma alegria não quer dizer que se esqueçam os problemas do mundo, estar, ou ser, alegre é apenas usufruir por momentos das coisas boas que vivemos e que vão aparecendo à nossa volta. Como quando uma criança que nos sorri e diz adeus do outro lado da carruagem do metro, ou quando encontramos uma moeda de um cêntimo no chão, como quando conseguimos superar uma barreira mesmo que pequena, ou quando toca uma música que adoramos e não ouvíamos há muito tempo ou ainda quando somos surpreendidos por um postal na caixa do correio. Tudo coisas simples. É aí que ela se esconde.

 

 

Já estamos quase em Março...

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Conversava hoje com uma amiga, durante o caminho para o trabalho, e a dada altura perguntou-me sobre os planos para o meu aniversário. A verdade é que falta pouco mais de um mês e eu, não sei porquê, tenho a sensação que ainda falta imenso tempo para o mês de Março. Sendo que Março começa já esta semana!

 

Dizia-lhe que tenho andado com tanta coisa em mãos, e que tenho tantos planos, que nem me tenho dado conta de como o tempo tem passado a correr. Preciso de dedicar uma parte do meu dia a parar, respirar fundo e deitar para o papel tudo o que anda por aqui a pairar. Acontece que entre as tarefas rotineiras, as aventuras e desafios, os passeios e os raios de sol, esse tempo que eu gosto tanto de parar e descontrair vai sendo adiado. E depois fico assim, meia perdida no tempo, como se ainda estivesse em Janeiro.

 

Algumas das boas práticas de produtividade sugerem que dividamos os nossos dias em blocos de tempo, outras sugerem um exercício giro de definirmos o nosso dia ou semana ideal para depois nos orientarmos por esse “plano”. São essas as duas coisas que tenho que fazer: parar para ver como será a minha semana ideal e depois dividir os meus dias em blocos de tempo que me permitam ir cumprindo tudo o que quero cumprir. Por isso, hoje vou dedicar uma hora do meu dia a essa tarefa. Sei que não vai ficar XPTO mas… feito é melhor que perfeito!

 

Estamos quase em Março, o mês do meu aniversário, e eu não o quero desiludir!