Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

PODCAST - How to be Awesome

via

 

No fim de semana dediquei-me a um conjunto de tarefas que me permitem pôr a audição de podcasts em dia – e isso é um dos lados bons das tarefas domésticas! De todos os episódios que ouvi, este foi talvez o que gostei mais. Fala sobre o efeito positivo da positividade e dá umas quantas dicas sobre como pequenas alterações no nosso comportamento, ou linguagem, podem ter efeitos tão benéficos nos nossos dias e na nossa vida, e como o mesmo pode ter uma influência nos outros – quer os que vêem o copo meio cheio, como os que o vêem meio vazio.

 

Há quem olhe para as pessoas positivas como alguém que está alheado da realidade. Muitas vezes os “positivos” (vamos chamar assim as pessoas que preferem viver desse lado da vida) são até rotulados de meio loucos porque, numa situação grave, tendem a procurar a alternativa menos grave. Diz a entrevistada neste podcast que esta é uma estratégia para treinar o cérebro a identificar as coisas positivas e portanto a “aliviar” as situações difíceis. Ou seja, os “positivos” não são alheados, nem loucos, são pessoas que têm uma visão realista das situações mas optam por trabalhar no lado das soluções e não dos problemas.

 

Um outro exemplo está intimamente ligado com aquela pergunta típica, que tipicamente tem a resposta “vai-se andando…”: o “Como estás?”. Michelle Gielan, a entrevistada, diz que a forma como respondemos a essa pergunta marca o tom do resto da conversa com essa pessoa. E não é que, se formos a pensar um bocadinho nisso, ela tem mesmo razão? Sugestão – da próxima vez que nos perguntarem como estamos, responder de forma positiva, mesmo que depois apresentemos um problema pelo qual estamos a passar. Basta começar a conversa com um “Estou bem!” e depois partilhar com essa pessoa uma ou outra preocupação que tenhamos.

 

Ainda relacionado com esta questão dos diálogos, sugere que, quando nos cruzamos com uma pessoa negativa (na rua, no trabalho, etc), quando ela nos apresenta os seus desabafos negativos, lhe façamos perguntas que “condicionem” o seu discurso para a positiva, ou seja, e usando um exemplo dela, quando alguém nos diz mal do trabalho, ou do chefe, pedir para nos indicar uma coisa que essa pessoa faça bem, ou que tenha corrido bem no trabalho. E quem diz no trabalho, diz noutras áreas da vida.

 

E ainda no que diz respeito a perguntas… para mim esta foi a dica que me parece que pode ter mais impacto no nosso dia-a-dia. Sugere ela que em vez de perguntarmos “como correu o dia?” quando chegamos a casa, que regra geral leva ao habitual “normal”, façamos as perguntas de outra forma. No caso de quem tem filhos, por exemplo, perguntar o que fizeram de mais divertido na escola, mas de uma forma geral, perguntar qual foi a melhor parte do dia, o que fizemos de diferente, ou divertido, o que aprendemos nesse dia, etc, são tudo perguntas que podem levar a outra pessoa a pensar um bocadinho mais e partilhar algo mais do que o “normal”.

 

O podcast termina com um nota sobre o impacto que as nossas ações podem ter nas outras pessoas. Por vezes nem nos apercebemos como um pequeno gesto, uma atenção, um sorriso têm um impacto enorme no dia do outro. E por acaso é verdade. Quem nunca sentiu o efeito do gesto positivo de outra pessoa?

 

Deixei para o fim uma ideia que achei o máximo! Sugere-nos o seguinte desafio: durante 21 dias seguidos, enviar um email a pessoas diferentes, logo de manhã, a agradecer por alguma coisa ou a elogiar algo que tenham feito. Diz que são dois minutos que terão um impacto muito positivo em quem envia, e eu acredito que também o fará em quem o recebe. Lá está, marcará o tom do dia dessa pessoa. Desafio aceite?

 

Ouvir: “Improved happinness, Improved performance” (41 minutos)

 

 

PODCAST: By the Book – Year of Yes

via

 

Este podcast tem duas coisas que eu gosto: resume livros através da experiência prática das “protagonistas”, que o testam durante duas semanas, e fá-lo de forma divertida.

 

O livro deste episódio é o “Year of Yes” da Shonda Rhimes, mais conhecida pelas suas séries famosas (em Português O Ano do Sim é editado pela Marcador). E porque ainda estamos cheios do espírito do “Ano Novo, Vida Nova” aqui está um mais desafio para pôr em prática e testar alguns dos nossos limites.

 

O que o livro propõe, de uma forma muito resumida, é que durante o ano digamos que sim a um conjunto de coisas, tendo como orientação os seguintes “princípios”:

 

  • Dizer que sim ao que me faz sair da zona de conforto
  • Dizer que sim a mim mesmo e definir as minhas próprias regras
  • Dizer que sim ao meu corpo
  • Dizer que sim a “fazer parte do grupo/clube”
  • Dizer que sim ao jogo, à brincadeira, à diversão
  • Dizer que sim à ajuda dos outros
  • Dizer que sim a dizer que não

 

Não sei se conseguiria dizer que sim a tudo o que me aparece, até porque, de certa forma, já o faço e isso às vezes transforma-se num problema. Problema que também tem solução nestes princípios. Uma coisa que é importante reter, e está relacionada com essa solução, é que quando dizemos que sim a uma coisa estamos a dizer que não a outra. Nestes casos, o que nos ajuda a tomar decisões é saber quais são as nossas prioridades e dizer que sim à situação que as representar.

 

Fiquei especialmente surpreendida por perceber que sem ter lido o livro, e muito antes de ouvir o podcast, já andava a seguir uma série das dicas propostas (como é exemplo a minha lista das X coisas). É aliás por isso que confirmo que o facto de dizer que sim a coisas que habitualmente diríamos que não, muitas vezes, traz-nos surpresas boas e faz-nos crescer.

 

Talvez o ponto que melhor exemplifique isso seja o “dizer que sim a fazer parte do grupo”. Como? Fazer parte de um clube de leitura, participar em eventos de networking, discutir ideias com amigos, fazer parte de um grupo de corrida, organizar jantares com amigos de amigos, etc, são tudo exemplos de coisas que nos tirarão do nosso cantinho protegido e por isso… nos obrigarão a expor-nos aos outros, mostrar as nossas riquezas e deficiências e, com tudo isso, alargar horizontes.

 

Este podcast tem sempre dois episódios sobre o mesmo livro: um onde contam a experiência das duas semanas em que o põem em prática e outro onde lêem e revêem os comentários dos ouvintes. No caso deste livro recomendo que oiçam os dois. Dizem que sim a este desafio?

 

Year of Yes (44 minutos)

Epilogue: Year of Yes (32 minutos)

 

(Para quem acha que não tem tempo para isto: ouvi os dois episódios enquanto arrumava a cozinha, punha uma máquina de roupa a lavar e estendia a roupa lavada)

 

 

Setembro é como Janeiro, podemos sempre começar de novo

via

 

Nessa série de culto que é o Sexo e a Cidade há momentos em que a protagonista, Carrie, vai para um hotel para escrever. Diz que se consegue concentrar melhor. Ontem ouvi um podcast sobre "retiros produtivos" que fala de algo semelhante: 3 dias dedicados a organizar a nossa vida. Registar todas as ideias, olhar para o calendário, planear e pôr em prática.

 

O ano passado falei aqui de uma coisa que tinha feito para conseguir "arrumar as ideias" e passar à ação. Normalmente nas férias tenho "resmas" de ideias novas e boas intenções. Não foi propriamente o caso este ano, mas as ideias continuam a andar por aqui, soltas. 

 

Basicamente, talvez seja por se estar a chegar o mês de Setembro (que para mim é como se fosse Ano Novo outra vez) que está a dar-me novamente o bichinho de parar para pôr tudo no papel, fazer pequenas coisas que já estão na lista de coisas a fazer, etc. Basicamente parar, pensar, planear e pôr em prática.

 

Infelizmente, ou não, ir para um hotel como sugere o convidado do podcast, ou a própria Carrie, não é possível. A alternativa mais desafiante é ficar em casa, onde há sempre distrações. A outra opção é ir para casa de um amigo que esteja a trabalhar. Já testei as duas opções e embora ambas tenham surtido efeito, a que mais impacto teve foi ir passar uma semana em casa de uma amiga. Melhor ainda porque a casa dessa amiga fica junto da praia. Acordava sem despertador, tomava o pequeno almoço e "trabalhava" um bocadinho. Depois saía e ia dar uma volta até à praia. Voltava para casa, almoçava e voltava ao registo de "trabalho". Nesses dias consegui pensar em imensas coisas e passá-las ao papel. Com o benefício de que quando a minha amiga chegava podia partilhar o que tinha feito durante o meu dia de "trabalho".

 

Sou daquelas pessoas para quem o papel e a caneta são um básico. E em situações como esta não consigo funcionar sem estes dois elementos. Parece que as coisas não fluem da mesma maneira. Mindmaps, listas, desenhos, rabiscos de ideias, tudo no papel fica mais fácil. E Setembro tem todo aquele encanto do regresso às aulas. Como disse a Mariana Sabido um destes dias: 

 

Setembro é como Janeiro, podemos sempre começar de novo, e ter mil e um planos para a nossa vida. É como preparar mais uma vez a mochila para voltar à escola. 

 

 

Podcast: Beyond the to do list - Productivity Retreat: Ryan McRae on Taking a 3 Day Productivity Retreat 

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D