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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

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“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Missão destralhar: o esforço compensa!

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Durante o tempo que estive "meio" desaparecida por aqui, tirei uma semana de férias. Precisava de parar. Entre outras coisas. E precisava de "reagrupar". Não consigo muito bem explicar o que quero dizer com isso mas acho que já vão perceber. 

 

Com o passar dos dias vamos tendo muitas ideias, muitas solicitações, compromissos, responsabilidades, etc, e há sempre pontas que ficam por atar. Pontas soltas à espera do dia em que finalmente dão o nó e o assunto fica arrumado. E comigo não é diferente. Há muito tempo que andava a dizer que precisava de parar. Parar literalmente mas também parar para fazer aquilo que fiz: atacar a tralha! 

 

Tinha comentado por aqui que tinha iniciado uma missão destralhar, uma não, mais uma. E também referi algures que o ia fazer sem pressões. A base desta missão era o #minsgame dos Minimalistas em que num mês eles retiram de casa 496 coisas. Na minha casa isso ainda é possível, mas já não tão fácil. Isto de andar sempre a destralhar tem destas coisas, mais cedo ou mais tarde, deixamos de ter assim tanta bugiganga a mais. 

 

Mas voltando à minha semana de férias. Decidi que iria atacar os monos que me causavam algum desconforto, sobretudo porque sempre que olhava para eles ouvia a vozinha do diabinho dizer "ahahah ainda não fizeste isto!!!". E essa vozinha começou a falar cada vez mais alto e a deixar-me desconfortável. Ao mesmo tempo, continuava a sentir que estava a ficar meia engolida pelas coisas. E se juntarmos isto a todo um mundo que anda à nossa volta... não sei explicar muito bem, mas não era uma sensação boa. 

 

Aproveitei que estava a começar a mudar o tempo e voltei a pegar na roupa com olhos de ver. Escolher o que não vesti, o que não vou vestir, o que está grande, o que não me faz feliz. Peguei finalmente nas caixas cheias de bijuteria e escolhi os colares e pulseiras que não uso há anos, alguns até que nunca usei, carteiras e malas, casacos, sapatos, livros, mantas, caixas que tinha desde a Universidade, entre outras coisas. Numa semana tirei de casa 178 coisas.

 

Ao longo desta semana fui partilhando com umas amigas os progressos que ia fazendo. Inundei-as com fotos do que ia fazendo, das coisas que ia tirando e que podiam ser úteis para elas. Partilhar este processo foi muito importante por dois motivos: por um lado,  mostrava o caminho que fazia, as coisas que ia destralhando, os espaços que ia ganhando e recebia incentivos a continuar, por outro, o facto de partilhar com elas esta missão, fez com que pelo menos 2 delas se sentissem entusiasmadas e ganhassem coragem de atacar as suas próprias tralhas. 

 

No final dessa semana a casa estava muito diferente. Apesar de ainda ter uns "monstros" na dispensa que precisam de levar um tratamento daqueles, a casa estava muito diferente. Curiosamente, eu não conseguia ver isso. Acho que ainda não tinha o distanciamento necessário para conseguir vê-la com olhos de ver. Apenas via a casa e não o lar. Não sei se me estou a fazer entender... Via algumas diferenças mas não eram significativas do que tinha passado uma semana a fazer. Até que me comprometi a enviar um vídeo com o "house tour" - o resultado final. E depois de lhes enviar o vídeo, e de eu própria o ver, consegui tirar o filtro que tinha e perceber que estava tudo muito mais próximo daquilo que eu queria para a minha casa!

 

Foi cansativo? Foi! Foi uma seca? Também foi! As coisas parecem renascer sabe-se lá de onde? Sim! Continuo a achar que tenho coisas a mais? Também! Custou-me "desfazer-me" das coisas? De algumas... No final soube-me bem? Soube! E ainda sabe! 

 

 

P.S.: Nesta semana superei o tal objetivo das 496 coisas. E defini outro até ao final do ano: 750 coisas. Já vou em 600. E se pensam que tenho a casa a abarrotar de coisas, não é verdade. Não sou acumuladora, só acho que tenho coisas a mais. (vá... de canetas se calhar sou um bocadinho acumuladora... mas estou em processo de desintoxicação :))

 

 

Ainda sobre a temática Setembro

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Fiz uma pesquisa pelos arquivos do blog para encontrar posts relacionados com esta temática do mês de Setembro. Uma das coisas giras de fazer estas pesquisas é que encontramos posts já com algum tempo, muitas vezes que já nem nos lembramos de ter escrito, mas que continuam atuais. Como é o caso.

 

O mais antigo remonta a 2013 onde compilei uma lista de coisas a fazer este mês. Chamei-lhe Checklist para o mês de Setembro mas como podem ver há muitas coisas que podemos fazer vários meses durante o ano. Em 2017 o desafio do mês de Setembro foi Simplificar - 30 dicas para 30 dias. Já passou um ano e mantenho esse desafio. Vou reler novamente as dicas com atenção e ver o que posso melhorar. Já em 2018, bem no início do ano, contei-vos que celebro a passagem do ano quatro vezes.

 

Ver estes posts só veio reforçar uma ideia que tenho tido esta semana. O mês ainda agora está a começar e eu tenho a sensação de que já estamos quase no fim. E claramente isso não é bom! O que demonstra que o ritmo tem que ser reavaliado para que a dança acompanhe a música e que essa música seja das boas! 

 

 

Planos para o mês de Setembro

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O mês de Setembro ainda mal começou e já está cheio de atividades, coisas novas, encontros e reencontros. Ainda não completei a minha planificação mensal mas há coisas que já estão agendadas e que, em princípio, serão os grandes marcos deste mês. Essas e as pequenas coisas que vão acontecendo paralelamente. Vejamos: 

 

  • Festas de aniversário
  • Riscar uma das coisas da minha lista e da lista que o meu pai vai fazer para celebrar o seu aniversário
  • Recomeçar as aulas de natação (finalmente! Já tenho saudades!)
  • Fim de semana numa terra que é como se fosse a minha
  • Jantar de antigos alunos da Universidade - vamos ver como corre :)
  • Ir ao cinema ver "o que de verdade importa
  • Regressar às rotinas boas

E vamos ver que mais nos espera neste mês de regressos e recomeços!