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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Já estamos quase em Março...

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Conversava hoje com uma amiga, durante o caminho para o trabalho, e a dada altura perguntou-me sobre os planos para o meu aniversário. A verdade é que falta pouco mais de um mês e eu, não sei porquê, tenho a sensação que ainda falta imenso tempo para o mês de Março. Sendo que Março começa já esta semana!

 

Dizia-lhe que tenho andado com tanta coisa em mãos, e que tenho tantos planos, que nem me tenho dado conta de como o tempo tem passado a correr. Preciso de dedicar uma parte do meu dia a parar, respirar fundo e deitar para o papel tudo o que anda por aqui a pairar. Acontece que entre as tarefas rotineiras, as aventuras e desafios, os passeios e os raios de sol, esse tempo que eu gosto tanto de parar e descontrair vai sendo adiado. E depois fico assim, meia perdida no tempo, como se ainda estivesse em Janeiro.

 

Algumas das boas práticas de produtividade sugerem que dividamos os nossos dias em blocos de tempo, outras sugerem um exercício giro de definirmos o nosso dia ou semana ideal para depois nos orientarmos por esse “plano”. São essas as duas coisas que tenho que fazer: parar para ver como será a minha semana ideal e depois dividir os meus dias em blocos de tempo que me permitam ir cumprindo tudo o que quero cumprir. Por isso, hoje vou dedicar uma hora do meu dia a essa tarefa. Sei que não vai ficar XPTO mas… feito é melhor que perfeito!

 

Estamos quase em Março, o mês do meu aniversário, e eu não o quero desiludir!

 

 

28 dias a destralhar - 2ª semana

IMG_4829.JPG

 

Na 2ª semana deste desafio #28diasadestralhar voltei a olhar para as revistas com outros olhos. Deixei de comprar revistas como comprava. Mas ainda mantinha umas edições de algumas. Revistas de moda que comprei no Verão e de culinária que fui comprando e que mantinha em casa porque “os olhos também comem”. Mas hoje não quero falar da tralha em si. Hoje quero contar uma coisa que aconteceu com alguma dessa “tralha”.

 

No meu prédio, no mesmo patamar, as minhas vizinhas tinham um hábito que eu sempre achei muito engraçado. Para além de se encontrarem no fim de semana para pôr a conversa em dia, volta e meia, deixavam o jornal ou uma revista na porta uma da outra. Quando uma acabava de ler, dava à vizinha. Dava, porque uma delas faleceu no final do ano passado.

 

Desde essa altura que, sempre que passo pelo patamar delas, me lembro que agora já não há essa partilha tão engraçada das fofocas da semana, nem os encontros de patamar para falar sobre os seus assuntos.

 

Quando juntei as revistas na semana passada, lembrei-me que podiam fazer uma certa companhia à vizinha e deixei-as num saco à porta dela. Deixei também um bilhete a identificar-me, não fosse ela achar aquilo muito estranho.

 

A minha semana passada foi bastante preenchida e cansativa mas, num desses dias, cheguei a casa e abri a caixa do correio como faço todos os dias na esperança de receber uma carta ou postal. Naquele dia tinha lá um pedaço de papel que tem, para mim, um valor incalculável. Era um agradecimento da vizinha pelas revistas!

 

Se não tivesse destralhado mais nada, só por isto já teria valido muito a pena!

 

28 dias a destralhar – primeira semana

 

IMG_E4829[1].JPG

 

Quando a Cláudia me desafiou para participar neste desafio estava longe de imaginar como seria. Não o desafio em si, que já conhecia muito bem, mas tudo o que surgiu à sua volta.

 

Falemos primeiro das coisas práticas. Vamos no dia 11 e até agora tenho cumprido todos os dias. Quando a nossa missão destralhar dura há muito tempo aumenta a nossa necessidade de ser criativo. É verdade que há sempre mais esta ou aquela coisa que passaram numa ou noutra situação e que podem sair mas… quando juntamente com as missões destralhar vamos também mudando os nossos hábitos… até essas começam a escassear.

 

Agora, o que eu mais tenho gostado deste desafio é ver como o mesmo tem entusiasmado outras pessoas a participar. No início foram as suspeitas do costume a aceitar procurar mais umas tralhas lá pela casa, mas depois até as mais reticentes me disseram que estavam a tratar do assunto. E temos ainda as que mais me surpreenderam! Essas sim fizeram os meus dias! Ver pessoas dizer que estavam a destralhar influenciadas por mim, foi muito bom! E saber que outras pessoas com que já tinha falado do assunto também decidiram dar esse passo, foi igualmente motivador.

 

Também falava com uma das minhas amigas, que já anda nesta saga desde o ano passado, sobre o que é “tralha”. Dizia ela que tinha tirado umas molduras de uma parede mas que tinha lá colocado outras peças decorativas. À partida teria tirado “tralha” mas estava a colocar lá mais. Não concordei com ela. Tralha é tudo aquilo que temos mas que não tem utilidade ou significado. Não serve para nada e já nem sequer nos deixa feliz, usando a dica da Marie Kondo. Neste momento as molduras que ela retirou eram tralha mas o que colocou em seu lugar são coisas que a motivam e deixam feliz. Um dia, daqui a uns anos, podem ser destralhadas novamente, mas neste momento têm um papel a desempenhar.

 

Para mim, as próximas semanas serão mais complicadas. O grau de criatividade vai ter de aumentar, ou então vou ter de olhar novamente, com outros olhos, para as coisas que tenho em casa. As revistas têm sido uma boa fonte de tralha, os cds gravados também foram (2 dias totalmente riscados graças a eles), amanhã penso que será a bolsa da maquilhagem, vernizes e afins a dar o seu contributo e a última semana será a altura de dar um twist ao desafio. Veremos!

E por aí, quem aceitou o desafio? Como está a correr?

 

 

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