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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Planos para o resto do mês

 

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Os meses começam num instante, chegam a meio num instante e acabam num instante. Tenho a sensação que às vezes passamos por eles e nem damos conta. O que não é necessariamente positivo. Este mês está já a mais de meio e as semanas que se aproximam estão cheias de atividades e compromissos. 

 

Não vou aqui deixar um registo exaustivo, nem os planos para esta semana. Ficam já os planos que tenho até ao final do mês porque o dia 30 está já aí ao virar da esquina. 

 

  • Estreia do filme "A livraria" baseado no livro como mesmo título 
  • Fim de semana para carregar baterias
  • Preparar um pic nic para a família - o picnic dos primos
  • Cuidados pessoais pré-férias
  • Ver os jogos da seleção
  • Pôr a escrita em dia
  • Fazer os possíveis para contrariar a app que diz que eu não vou destralhar 496 coisas até dia 27/06
  • Trocar finalmente a roupa e calçado de Inverno pelo de Verão

 

E por aí, muitos planos, ideias e coisas giras para fazer?

 

Dias para carregar baterias

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Sair da cidade por volta da hora do pôr-do-sol. Passar o rio e logo que possível apanhar a estrada nacional. Começar a notar a mudança da paisagem. Aglomerados de casas, campos verdes, pinheiros, eucaliptos, aglomerados de casas mais pequenas, mais baixas, mais brancas. Sobreiros e campos verdes. Vacas e cegonhas.

 

Continuar sempre em frente. Quando a vontade apertar, encostar e petiscar qualquer coisa no café central. Há sempre um café central. Voltar à estrada. Ouvir música. Alternar entre a conversa e o silêncio. Chegar ao destino.

 

Acordar quando apetecer, sem despertador nem pressas. Tomar o pequeno-almoço, tal como acordámos, sem pressas. Comer tudo o que apetecer, só até apetecer e não porque está ali. Saborear aquilo que normalmente não temos tempo para saborear.

 

Espreguiçar e preguiçar numa cadeira no quintal. Ouvir os pássaros, os burros, as galinhas, as cigarras, se as houver. Ouvir as folhas das árvores. Almoçar. Espreguiçar, preguiçar e dormir a sesta. Ler livros e revistas. Ver o sol a cair outra vez. Cuidar de nós e preparar para o jantar. Jantar sem compromissos e aproveitar tudo o que a gastronomia tem a oferecer.

 

Acordar quando apetecer e tomar o pequeno-almoço. Preparar o regresso pela estrada nacional e ver novas paisagens. Verde, castanho, branco. Passar pelo meio das aldeias e dizer adeus a quem nos vê passar. Cantar, conversar, estar em silêncio. Deixar o braço dançar por entre o vento. Respirar bem fundo!

 

 

Uma vingança das boas!

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No Natal do ano passado comentei com umas amigas que de presentes gostava de receber experiências. Em vez de coisas, momentos que pudesse partilhar com amigos. No Natal não tive muitos desses presentes, mas no meu aniversário sim! E este foi um deles! 

 

Recebi um bilhete para a festa de que tanto se falou esta semana. Uma viagem aos anos 90! Parece uma coisa saudosista, e se calhar até é, mas não faz mal! E não faz mal porque eu me diverti tanto, mas tanto... foi mesmo muito bom! 

 

Primeiro toda a preparação. Era suposto irmos vestidos "à época". Deu para perceber que o que se vestia nos anos 90 é muito parecido com o que se veste hoje. Eu pelo menos. Bem, os sapatos vela já não fazem parte do meu dia a dia... embora tenha de admitir que depois de uma noite inteira a dançar e aos saltos com eles... depois da estranheza inicial, dei por mim a pensar se não os devia voltar a calçar ao fim de semana.

 

Depois de pensar no que vestir lembrei-me de ir ver umas fotos da altura. Tesourinhos! As diferenças são notórias. Uns quilos a mais (muitos), cabelo mais comprido, mas muito melhor hoje do que naquele tempo! 

 

E depois pensamos como vamos aguentar até de madrugada depois de um dia de trabalho. Olhamos para o programa e pensamos "bem, lá para as 4h30 - hora Coca Cola Light - venho embora". Pensava isso... até chegarem as 4h30! É que chegámos à festa e quando começou a música a puxar pelo esqueleto... aquilo é que foi dançar! Eu dancei, eu cantei, eu saltei, eu ri-me, eu joguei matraquilhos! Eu diverti-me como não me divertia há muito tempo! E pronto... lá chegaram as 4h30... mas não chegou a vontade de ir para casa! 

 

As músicas que não ouvia há séculos, algumas delas eu já nem me lembrava, e as músicas ao som das quais fui tão feliz! Houve até alguns momentos em que parecia que estava a viajar no tempo. Umas amigas perguntaram-me que músicas passaram... e eu nem conseguia dizer todas. Passou tudo! Tudo! 

 

Antes de sair de casa lembrei-me daquelas situações em que se diz "se eu tivesse 20 anos e soubesse o que sei hoje...". Não sou muito de usar essa expressão mas... o que é certo é que na 3ª feira eu tive novamente 20 anos e a saber tudo o que sei hoje! Foi mesmo muito bom!