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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

BANDA SONORA PARA O DIA DE HOJE

 

A música de hoje é bonita. Mas triste. Nunca a tinha ouvido, até ontem à noite quando a Katia Guerreiro a cantou numa praça da cidade, emoldurada pelo edifício da Câmara Municipal. Não conheço o trabalho dela, é verdade, mas esta música ficou. E ficou não só pela música em si mas sobretudo pelo que vou contar de seguida.

 

A praça estava muito composta. O público era maioritariamente adulto, portugueses e estrangeiros. Uns sentados, uns de pé, uns na esplanada e outros à janela do hotel (chique não é? Estar no quarto do hotel e ter um concerto neste enquadramento). Mas adiante. A Katia Guerreiro apresentou a música que ia cantar de seguida, disse que tinha letra do Vasco Graça Moura e música do Tiago Bettencourt.

 

Tocaram os primeiros acordes e ao meu lado apareceu um rapaz com os seus 19/20 anos, começou a filmar, declamou a letra muito baixinho e quando a música acabou, desligou o telemóvel, pô-lo no bolso e foi-se embora.

 

Apeteceu-me dar-lhe um abraço e dizer “vai ficar tudo bem”.

 

Hoje, enquanto ouvia a música repetidamente (porque quando as músicas são bonitas, sejam elas tristes ou alegres, eu gosto de as ouvir repetidamente) lembrei-me dele e pensei que, o que quer que seja que o faz gostar desta música, é coisa que deixa marcas. A saudade só por si é uma marca. Mas vai tudo ficar bem.

 

 

Este concerto fez parte do Programa Lisboa na Rua.

 

 

Uma tarde no corte e cola

O que leva uma pessoa adulta a passar uma tarde de Agosto a fazer colagens?!  Em primeiro lugar… o gosto por fazer coisas fora da caixa, só pode. Em segundo lugar… saudades da infância?! Agora que me pergunto isto… não sei bem o que me levou a inscrever no workshop da Margarida Girão… mas acho que foi mais próximo do primeiro motivo. Até me considero uma pessoa criativa, ou pelo menos, criativa q.b., mas sinto que me falta alguma coisa. Talvez alguma dose de loucura, daquela saudável, que faz com que consigamos transformar um prego numa obra de arte. Não pertenço a esse clube. O que às vezes é pena!

 

Fazer coisas fora do nosso normal faz aumentar a elasticidade desta nossa massa, que pode ser cinzenta ou de outra cor qualquer, e obriga-nos a ver as coisas noutras perspetivas. E acho que foi esse mesmo o motivo que me levou a passar uma tarde de Agosto no atelier onde trabalha a Margarida a rasgar e cortar pedaços de papel que no final fizeram uma obra de arte.

 

Durante muito tempo estive “assombrada” pela questão da página em branco. E se quando chegasse a hora eu não conseguisse fazer nada de jeito? E se apenas conseguisse pensar e recriar o óbvio? E se, quando terminasse, visse que o que tinha feito era praticamente igual a outras imagens que já tinha visto antes? E se, e se, sempre os ses.

 

 

O que é certo é que chegou o dia. E não havia como fazer preparação prévia. Não era como estudar para um exame e depois debitar informação. Tudo era novo. Os materiais são comuns e conhecidos: papel, recortes de revistas, tesoura, cola, fitas coloridas, tecidos, pom-pons, marcadores, envelopes… mas… fomos à sorte e dentro de um envelope estavam os recortes que falariam connosco e que nos iriam encaminhar nesse processo criativo.

 

 

Logo no início a Margarida deu “A” dica: pegar na folha que nos fizer borboletas na barriga! Penso nisso tantas vezes e uso essa técnica com tantas coisas na vida… facilitou o meu processo, é verdade! As imagens que falaram comigo ficaram, as outras… seguiram os seus caminhos.

 

E se pensam que fazer recortes e colagens é um processo fácil e que qualquer criança de 5 anos faz isso, desafio-vos a fazê-lo. Fazer colagens numa folha branca A4 e no final contar a história dessa colagem. Porque toda a obra de arte tem a sua história!

 

 

 

 

A Biblioteca das Galveias

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A Biblioteca das Galveias fez 87 anos recentemente. É a minha biblioteca atual e eu ainda não a tinha visitado em condições desde as obras que “sofreu” há relativamente pouco tempo. Fui lá buscar um livro para ler nas férias e visitei o primeiro andar. De fugida consegui tirar estas fotos. Espero que vos deixem curiosos e que vos levem a visitá-lá. Eu quero voltar com mais tempo! 

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