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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

A Biblioteca das Galveias

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A Biblioteca das Galveias fez 87 anos recentemente. É a minha biblioteca atual e eu ainda não a tinha visitado em condições desde as obras que “sofreu” há relativamente pouco tempo. Fui lá buscar um livro para ler nas férias e visitei o primeiro andar. De fugida consegui tirar estas fotos. Espero que vos deixem curiosos e que vos levem a visitá-lá. Eu quero voltar com mais tempo! 

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Tenho andando a pensar nisto...

 via

 

Escrever um diário é como olhar-se num espelho de confiança, adestrado a transformar em beleza a simples boa aparência ou, no pior dos casos, a tornar suportável a máxima fealdade. Ninguém escreve um diário para dizer quem é. Por outras palavras, um diário é um romance com uma só personagem. Por outras palavras ainda, e finais, a questão central sempre suscitada por este tipo de escritos é, assim creio, o da sinceridade."

José Saramago, Cadernos de Lanzarote I

 

 

No Meu Monte

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A Carolina disse “não sigam o GPS”. E nós não seguimos.

No caminho fomos acompanhadas por relâmpagos que mais pareciam fogo-de-artifício. Como quem diz “finalmente chegou o fim de semana!”. Na última rotunda à saída de Évora sair pela primeira saída. Seguir por essa estrada 19 kms até à placa azul. Entrar nesse caminho de terra e seguir SEMPRE pela esquerda. Foi algures aí que apareceu a lebre a saltitar à nossa frente. Como quem diz “Venham! Venham! Estão a chegar!”

 

Acordámos cedo. A Carolina estava à nossa espera para nos servir um pequeno-almoço simples e com tudo o que precisávamos, incluindo pedidos especiais. Sentámo-nos à mesa, cada uma a seu ritmo, e começámos a entrar no ritmo certo. O ritmo das rolas, de aves que não identificamos, do vento a passar por entre as folhas das árvores e até dos sapos.

 

Depois, os mergulhos na piscina, a água aromatizada com carinho e mais mergulhos. Uma salada de tomate e queijo fresco para recuperar energias e preparar o corpo para a sesta. Tudo sempre no mesmo ritmo. Aquele em que devíamos andar sempre!

 

O monte não tem rede. Ou melhor, tem a rede de que precisamos em dias como estes. Aquela que nos permite descansar e usufruir de tudo, que nos permite parar no tempo e não seguir os ponteiros do relógio. Aquela que nos deixa ouvir, e ver, a natureza, para além de apreciar pequenas coisas.

 

O Meu Monte tem essa coisa muito boa, é praticamente como se estivéssemos em casa ou em casa de amigos. Sentamo-nos todos à mesma mesa, podemos andar por onde queremos, dar festinhas na cadela, que não chateia ninguém e passa por nós como quem diz “podes estar aí, eu quero é sombra”, podemos acordar naturalmente, e sem despertador, porque o pequeno-almoço não desaparece. O monte está cheio de pormenores que podem passar despercebidos mas fazem a diferença.

 

Estes dias foram muito bons!

Obrigada à Carolina, ao Tiago, ao Simão e ao João Pedro. À Coi e ao Mr. B.!

 

Quanto à lebre… nunca mais a vimos…

 


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