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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Foi sem mais nem menos

 

Sempre que oiço esta música lembro-me de duas coisas: do FIAT 127 de um dos meus chefes dos Escuteiros e das Roadtrips com a minha amiga por esse país fora!

 

Era branco, e eu nem gosto de carros brancos, e pequenino! E nós éramos muitos, mas não tão pequeninos quanto isso. Andávamos sempre juntos, um grupo grande e bem divertido, como praticamente todos os grupos de amigos dessas idades. Íamos para todo o lado, quer em atividades de Escuteiros, quer na qualidade de amigos que éramos. Numa dessas atividades aconteceu esta “cena” da qual me lembro SEMPRE que oiço esta música. Fará muito mais sentido para quem conhecer estes carros, mas para quem não se lembra… pensem nos FIAT 500 da atualidade. É quase a mesma coisa! Nesse dia éramos 7, condutor excluído, dentro daquele carro branco, tão pequenino mas que nos fazia tão felizes. O que nós nos rimos! Parecia que estávamos a participar no concurso para ver quantas pessoas cabem num Mini!

 

A outra lembrança é a das roadtrips. Que saudades! Para saberem mais sobre elas sugiro que leiam o que escrevi há uns tempos... é mesmo verdade que nunca viajámos num descapotável, mas também não era preciso!

 

 

 

Bonito.

A Anabela Mota Ribeiro publicou ontem no instagram o texto que aqui deixo hoje. Publicou-o com uma imagem linda. Uma amiga, que segue mais de perto o trabalho dela, partilhou comigo essa publicação e disse "Bonito". Não precisamos de muitas palavras nestas situações. Sabemos o que a outra pensa em relação a textos destes. E vão ver como é tão simples, que a sua beleza é fácil de identificar. A minha resposta foi "Também li e achei o mesmo. Isso e que afinal ainda há pessoas boas".

 

A cada dia que passa é mais fácil pensar no que nós queremos, no que nós precisamos, no que nos facilita a vida. Nós, nós, nós. Tudo gira à nossa volta. Esquecemo-nos muitas vezes, e uns mais que outros, de pensar nos que estão à nossa volta. No que quererão eles, do que precisarão eles, no que lhes facilitará a vida.

 

Quando o outro passa à nossa frente, no sentido de lhe darmos mais importância a ele do que a nós mesmos, coisas boas acontecem! Não estou a dizer que nos devemos anular, não é isso, estou a dizer que muitas vezes, quando temos um pequeno/grande gesto, e sincero, na direção do outro, estamos a seguir por bons caminhos. Ou pelos caminhos certos. Quanto mais não seja porque hoje são eles, amanhã podemos ser nós. 

 

"Passei os últimos quatro dias a viajar. A viagem que mais gostei de fazer foi entre Vila Real e Braga, de autocarro. O condutor era um homem jovem, com ar patusco. Uma passageira espanhola foi ter com ele, em plena auto-estrada: queria ir para Bragança, estava a caminho de Braga. O condutor desfez-se em diligências para que a "coitada da moça" pudesse voltar atrás o mais rapidamente possível. Fez telefonemas, localizou "um carro" (isto é, uma camioneta) que ia no sentido contrário, fez um desvio curto, esperou /esperámos cinco minutos numa rotunda onde era possível fazer o transbordo. "Hoje é ela, amanhã somos nós." Quando cheguei ao meu destino, dirigi-me a ele. Talvez pensasse que lhe ia pedir contas pelo atraso e começou por pedir desculpa. Respondi: "Não, não, venho só dar-lhe os parabéns e desejar bom ano. Poucas pessoas fariam o que o senhor fez". O altruísmo deste homem enterneceu-me; sendo um pouco piegas, digo tudo: foi um belo presente de Natal. Hoje é ela, amanhã somos nós. 
Na véspera usei a avioneta que liga Tires a Vila Real numa hora. Depois de pousar em Vila Real, segue para Bragança. Nada a declarar, nenhuma moça espanhola a bordo."

 

Presentes de última hora... ou não :)

Ouvia no outro dia algures que sabes que é Natal quando começas a ver decorações de Natal nas lojas. Não posso concordar com isso até porque, se assim fosse, este ano era Natal desde o dia 3/10, o primeiro dia em que vi decorações de Natal numa loja numa grande superfície. 

 

Sou cada vez mais a favor de oferecer pouco mas com significado. Oferecer por oferecer não faz sentido para mim. E também sou cada vez mais a favor de oferecer presentes feitos por pessoas que dedicam a sua vida a dar vida a pequenos, ou grandes, objetos e peças. Não sei se se poderá chamar uma nova forma de artesanato, mas é sem dúvida uma nova forma de vida, para uns, e de consumo, para outros. 

 

Os presentes deste ano foram praticamente todos comprados no Mercado de Natal do Campo Pequeno, na sua maioria a pessoas que costumo encontrar noutros mercados ao longo do ano. O que é ainda mais engraçado é que de tão próximas que são essas situações, passamos a ficar também próximos destas pessoas com quem inclusivamente podemos trocar ideias, impressões, dois dedos de conversa. 

 

Vou deixar-vos aqui os links para poderem ver os trabalhos de alguns deles. Espero que gostem, e quem sabe, ainda encontram aquele presente super indicado para aquela pessoa!

Ah! Uma última nota! Eu gosto de visitar os mercadinhos e comprar mas todos eles têm venda online por isso a localização não será um problema :)

 

O beija-flor

 

Mayumiorigami

 

Feliz é quem diz

 

Alfamarama

 

 

Herbas

 

 

Rua do Mundo

 

Um Barra Um

 

 

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