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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Há sempre duas opções!

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Uma pessoa chega ao trabalho e irrita-se. E depois disso tem uma de duas opções, como sempre: ou alimenta essa irritação e deixa-se levar nessa espiral decrescente que só nos leva por caminhos tenebrosos, ou pensa, como diz a minha amiga A. “isto daqui a 5 anos não vale nada!” e por isso desfoca-se dessa ligeira urticária e foca-se nas coisas boas que tem pela frente.

 

E depois de um desabafo decidi que o melhor que tinha a fazer era mesmo valorizar todas as coisas boas que tenho pela frente! Hoje vesti umas calças que, pelo modelo e tecido, podem ser controversas (calças curtas, largas e de bombazine larga têm tudo para ser controversas!) mas de que eu gosto muito e estou a adorar tê-las vestidas, ainda hoje vou ter direito a um momento só para mim, ontem consegui fazer uma série de coisas que queria ter feito antes de me deitar, amanhã tenho um almoço com um amigo que não vejo desde os dias quentes de Verão, para a semana tenho uns dias de férias, ainda esta semana devem chegar os fatos de banho que comprei na Scullings (giros!!!), amanhã e quinta-feira é dia de piscina, no próximo fim de semana conto ir em busca dos presentes certos, algures no tempo vou ver as iluminações de Natal, tradição que não pode faltar na minha época festiva, e os postais de Natal que também já estão “no forno”!

 

Pensei nestas coisas todas antes do almoço. Quando cheguei do almoço… tinha uma encomenda à minha espera! Não, não eram os fatos de banho, era a minha agenda de trabalho para 2019, personalizada com o meu nome. Chique de doer!, como diziam numa novela há uns tempos.

 

Por tudo isto, parece-me que a escolha que fiz, mal me cruzei com a irritação pela manhã, foi uma escolha acertada!

 

Para terminar, deixo aqui uma frase que li hoje no blog da Sofia: “Raras são as vezes em que nos apercebemos da felicidade no instante em que somos felizes”. Disse o José Eduardo Agualusa e disse muito bem. Esta frase é das tais, daquelas a imprimir ou colocar em lugar bem visível! Para ver se, assim como quem não quer a coisa, nos apercebemos de como somos felizes com mais regularidade.

 

PS: longe de mim ser um blog de moda, apesar de os meus serviços de fashion adviser já terem sido requisitados várias vezes, mas achei que a foto das calças podia ilustrar o post de hoje. Até agora só tenho coisas boas a dizer :)

 

 

Dar sangue é dar vida!

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A primeira vez que dei sangue foi num acto mais egoísta que altruísta. Admito. Estava desempregada há algum tempo e sentia-me inútil. Pensei no que podia fazer para mudar essa sensação, alguma coisa que não me enviasse cartas a dizer “obrigado mas não precisamos de si”, e lembrei-me de ir dar sangue. Infelizmente há sempre alguém a precisar da dádiva de um perfeito estranho.

 

Fui à maternidade Alfredo da Costa e não pude dar, estava fechado. Mas voltei e dei. Passado uns tempos, no local onde trabalhava faziam recolhas regulares e voltei a dar. Depois mudei de trabalho e também de ponto de recolha, passei a ser dadora no Hospital D. Estefânia. E embora seja verdade que da primeira vez o fiz para me sentir útil à sociedade, de todas as outras vezes fi-lo sem qualquer interesse. Apenas e só para poder ajudar alguém que pudesse precisar.

 

Uns anos mais tarde, tive um tio doente que fazia muitas transfusões de sangue e, depois dele, também o meu avô precisou de as fazer. Lembro-me de ter pensado que alguém os tinha ajudado, um dador como eu, alguém que se dispõe a dar um bocadinho de si. Um bocadinho que pode ser tão grande na vida de outra pessoa.

 

Ontem voltei a dar sangue! Fui, como sempre, muito bem tratada. Desta vez não fui sozinha, fui com uma colega de trabalho que já queria fazer isso há muito tempo.

 

E para quem pensa que dar sangue é um processo super difícil e complicado aqui ficam os requisitos:

  • Ser saudável e ter hábitos de vida saudáveis 
  • Ter entre 18 e 65 anos (sendo que a primeira dádiva deve ser antes dos 60)
  • Regularidade: Homens a cada 3 meses, Mulheres a cada 4 meses
  • Tomar uma refeição ligeira e sem gorduras antes de ir dar sangue

 

Antes de dar sangue preenchemos um questionário, depois vamos a uma consulta com um médico que avaliará se estamos aptos, ou não, para fazer a colheita nesse dia (níveis de hemoglobina, tensão arterial, medicação que estejamos a tomar, peso, etc). E depois disto é só esperar pelo tempo da recolha. Embora possa parecer assustador, não é! E no final ainda recebemos um lanche. Ninguém sai dali sem comer qualquer coisinha!

 

Os inconvenientes? Ora bem… nada de exercício físico nesse dia, beber mais líquidos do que o habitual (o que também não é grave) e não fazer esforços, nem carregar pesos. Nada demais!

 

Para aqueles que até gostavam de dar sangue mas andam a adiar essa decisão… sugiro que não pensem muito nisso, pesquisem onde o podem fazer nas vossas zonas de residência, ou trabalho, e vão lá. Se não puderem dar, o médico diz. Se tiverem dúvidas, serão esclarecidas. Se tiverem medo… vão ver que isso depois passa!

 

Para quem quiser mais informações:

Perguntas frequentes do Instituto Português do Sangue e da Transplantação

http://www.dador.pt

 

 

Hoje vai ser um dia bom!

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Acordei a meio da noite e depois lembro-me de ter ouvido um som, que afinal era o despertador, e me ter virado para o lado. Continuei a dormir absolutamente sem compromisso nenhum, num dia de semana. Acordei quase na hora que devia estar a sair de casa, mas acordei bem. E toda a gente sabe o valor de uma noite bem dormida! 

 

Arranjei-me sem pressas, vesti e calcei exatamente o que me apetecia, mesmo que isso implicasse trazer uns sapatos num saco. Escolhi esse saco por me fazer lembrar um lugar que eu gosto muito! Saí de casa nas calmas, fui apanhar o autocarro e consegui um lugar sentada. A motorista esperou por uma senhora que ainda vinha distante mas precisava de apanhar aquele autocarro. Quando chegou a altura de mudar para o metro, ele apareceu logo 2 minutos depois. E mais uma vez, tive lugar para sentar. Estava sol quando saí do metro. A meio da manhã saí e quando voltei tinha uma encomenda à minha espera. Consegui estar focada numa tarefa tempo suficiente para a terminar - e isso é tão raro! À hora de almoço fomos a uma esplanada. Também é muito raro isto acontecer, mas essa tendência tem de mudar. Voltei a conseguir focar-me noutro assunto e pensar apenas e só no que estava a fazer. Quando terminei essa tarefa disse a uma amiga que hoje viria aqui fazer uma coisa que ela me está sempre a recordar que não posso deixar ficar para trás. E o dia ainda não acabou!

 

Nem todos os dias nos últimos tempos têm sido bons. E por isso as coisas por aqui foram ficando para trás. Mas neste tempo de ausência do blog nem tudo foi mau. Hoje voltei a dar o primeiro passo. Ouvia ontem num podcast que devíamos pensar no que gostamos de fazer e em qual o primeiro passo para ficarmos mais próximos desse destino. Neste caso, era pegar em mim e vir aqui escrever. E por isso aqui está. Hoje decidi que ia ser um dia bom, e nada melhor que um dia bom para voltar a dar notícias por estas bandas!

 

Aos que perguntaram pelos emails que deixaram de receber de manhã, aos que pediram para voltar a escrever, aos que me lembraram que o blog é meu e existe, aos que continuaram a visitar todos os dias na esperança de ver algo novo, aos que me disseram que ficavam à espera, muito obrigada! Deram-me tempo e espaço e com isso ajudaram a que hoje viesse aqui escrever!