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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Sei o que fizeste o mês passado – Setembro e Outubro

Voltei… muito tempo depois do último post que aqui publiquei, muito longe da frequência com que o gostaria de fazer, e contudo parece que foi ontem. Ontem, precisamente, ouvi uma pessoa dizer que para pessoas com mais idade o tempo passa mesmo num esfregar de olhos. E é isso que eu sinto. Tantas coisas a acontecer ao mesmo tempo e pimbas… o tempo passa! Mas também ouvi um podcast em que sugeriam que não esperássemos pelo dia perfeito, a hora perfeita, o momento perfeito para fazer aquilo que temos/queremos fazer. Porque a perfeição não existe e enquanto andamos à espera dela, as coisas não acontecem.

Por isso, vamos lá recomeçar, sem promessas de regularidade para não falhar! Até porque no final deste post vão perceber que vou “desaparecer” outra vez!

Então que andei eu a fazer durante estes dois meses? Ui… tantas coisas… e ao mesmo tempo, tão poucas…

Durante este tempo descobri uma cantora nova: Agnes Obel. Deixo-vos uma das suas músicas, September Song, para vos acompanhar na leitura. 

 

Setembro

  • Tentei ver a Ivete Sangalo no aniversário do Rock in Rio. Não consegui, mas em compensação descobri uns hambúrgueres bem bons! O restaurante chama-se Sampa e fica na Avenida Torre de Belém, no Restelo.
  • Numa noite de Verão, enquanto os James tocavam junto ao rio, dei um pezinho de dança no Jardim da Estrela ao som dos Real Combo Lisbonense!
  • Fui ver o filme do Downtown Abbey ao cinema. Foi como ver um episódio gigante ou uma temporada de seguida. Uma maratona de Downtown Abbey. Gostei!
  • Passei um fim de semana com amigos em Arouca e fui fazer os Passadiços do Paiva. Recomendo. Iniciei o percurso pela subida dos não sei quantos degraus, muito piores que a escadaria do Bom Jesus de Braga, mas depois disso (que não é assim tão mau...), valeu muito a pena! Recomendo mesmo!
  • Também recomeçou a piscina!

 

Outubro

  • Em Outubro diverti-me!
  • Tive uma viagem que me levou a um destino já bem conhecido, mas desta vez visto com outros olhos.
  • Participei num workshop sobre Minimalismo organizado pela The Minimal Mag, e no mesmo dia pude disfrutar do Jardim do Campo Grande, quando ainda só alguns corajosos por lá passeavam ou corriam, e conhecer um bocadinho do Palácio Pimenta. Que bonito! Ah! Também foi muito giro reencontrar uma pessoa que não via há anos e estava no mesmo workshop, pelo mesmo motivo que eu! Filipa, foi mesmo giro reencontrar-te!
  • Ainda no dia do workshop tive uma surpresa daquelas mesmo, mesmo boas! Uma Amiga que vive no Porto surgiu de surpresa e fomos almoçar! Também foi tão bom!
  • Uma das minhas primas veio passar um fim de semana comigo e corremos esta Lisboa e a outra! Andámos pelas ruas e a descobrir recantos no meio da cidade, almoçámos e jantámos em sítios giros e ainda pudemos ver as coisas giras que se vendem na Feira do Jardim do Príncipe Real e do Lx Factory.
  • E já no final do mês… riscar uma coisa da lista: ver um jogo do Benfica!

 

Novembro já está quase a meio e por isso já posso partilhar algumas das coisas que tenho andado a fazer:

  • Logo no início do mês tivemos um encontro de primos para fazer Broas dos Santos. Qualquer motivo seria bom para nos encontrarmos. E este foi um dia muito bom! Obrigada LC!
  • Na semana passada decidi, a meio do dia, ir ao cinema. O filme escolhido foi o último do Woody Allen.
  • Organizar a viagem aos EUA! Vai ser a segunda aventura deste ano! Parto dentro de dias e por isso… o blog pode ficar silencioso novamente…

 

Há uns tempos vi um exercício semelhante a este, a autora faz uma revisão no final de ano e resume o Ano aos seus factos. Há realmente coisas nos nossos dias, nos nossos meses, nos nossos anos que damos por "garantidas" ou "normais" e por isso desvalorizamos. E no final das contas, na maioria das vezes temos vidas mais preenchidas, no sentido de mais ricas, do que aquilo que pensamos. 

 

Como menos é mais

via

 

Mesmo quem ainda esteja numa fase muito inicial da sua missão destralhar ou quem tenha optado recentemente por mudar alguns dos seus hábitos face às “coisas” sentirá um ou outro destes benefícios. Encontrei uma infografia sobre o “menos é mais” e resolvi adaptá-la para a deixar aqui. Ora vejam:

 

  1. Menos stress – ter muitas coisas provoca stress e ansiedade
  2. Mais espaço – ter apenas o que precisamos e ter espaço para o que é importante
  3. Mais tranquilidade – ter menos coisas a ocupar o espaço visual tranquiliza
  4. Mais tempo – ganhamos todo o tempo que passávamos em arrumações e limpezas do que destralhámos
  5. Mais facilidade em encontrar coisas – menos coisas e cada coisa com o seu lugar são a combinação perfeita
  6. Mais produtividade – não se perde tempo com o que não é importante e ganhamos eficiência
  7. Menos manutenção – mais uma vez: menos coisas e cada coisa com o seu lugar. Só falta mesmo uma ou outra rotina de organização
  8. Menos drama com visitas inesperadas – o stress da “casa desarrumada” quando tocam inesperadamente à campainha deixa de existir
  9. Menos despesas – percebemos a diferença entre querer e precisar e por isso acabamos por comprar menos
  10. Mais qualidade – quando compramos optamos por comprar menos mas melhor
  11. Valorizamos mais – o que temos é muito mais apreciado e valorizado porque não é “mais um…”
  12. Mais presente – guardamos o que realmente é importante e não todo o nosso passado, vivemos no tempo presente e não no “e se…”
  13. Menos e melhor impacto – todas as nossas escolhas serão mais conscientes e isso irá ter um grande impacto positivo em várias áreas da nossa vida e do mundo à nossa volta
  14. Mais alegria – vamos perceber que realmente o que importa não são as “coisas” em si, vamos comparar-nos menos com os outros e vamos ter uma vida mais preenchida.

 

 

Problema Literário - falta de espaço

via

 

Há muitas teorias sobre como "A" estante perfeita, se é que há estantes perfeitas! Refiro-me a estantes de livros! Como os organizar, se por cores das lombadas, por tamanhos, por temas, por ordem alfabética, por autor ou título… enfim, um mundo de possibilidades!

Os meus livros estão organizados maioritariamente por temas e por autores. O que me obriga a fazer alguma ginástica… temos viagens, autores portugueses, autores estrangeiros, livros noutras línguas, técnicos, livros de culinária… (estes… ocupam a maior área).

Como ando a precisar de arranjar mais espaço para os livros estou atenta a sugestões de arquivo bibliográfico, embora ainda não tenha tomado uma decisão sobre como reorganizar os ditos.

Li há dias uma pessoa que dizia ter os seguintes critérios de organização da estante: livros lidos a manter, lidos para dar, livros novos para ler um dia, novos que nunca vai ler e, por isso, vai dar. Este crivo ajudava-a a fazer escolhas e angariar alguns centímetros para as novas aquisições. E eu estou a pensar usar os mesmos critérios.

Por outro lado, numa viagem pela blogosfera, cruzei-me com uma lista do Italo Calvino sobre as secções de uma livraria, algumas que também se podem adaptar à organização das nossas bibliotecas caseiras. Embora, e ao mesmo tempo, as possam complicar!

 

Sections in the bookstore —
– Books You Haven’t Read
– Books You Needn’t Read
– Books Made for Purposes Other Than Reading
– Books Read Even Before You Open Them Since They Belong to the Category of Books Read Before Being Written
– Books That If You Had More Than One Life You Would Certainly Also Read But Unfortunately Your Days Are Numbered
– Books You Mean to Read But There Are Others You Must Read First
– Books Too Expensive Now and You’ll Wait ‘Til They’re Remaindered
– Books ditto When They Come Out in Paperback
– Books You Can Borrow from Somebody
– Books That Everybody’s Read So It’s As If You Had Read Them, Too
– Books You’ve Been Planning to Read for Ages
– Books You’ve Been Hunting for Years Without Success
– Books Dealing with Something You’re Working on at the Moment
– Books You Want to Own So They’ll Be Handy Just in Case
– Books You Could Put Aside Maybe to Read This Summer
– Books You Need to Go with Other Books on Your Shelves
– Books That Fill You with Sudden, Inexplicable Curiosity, Not Easily Justified
– Books Read Long Ago Which It’s Now Time to Re-read
– Books You’ve Always Pretended to Have Read and Now It’s Time to Sit Down and Really Read Them