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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Ainda sobre a temática Setembro

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Fiz uma pesquisa pelos arquivos do blog para encontrar posts relacionados com esta temática do mês de Setembro. Uma das coisas giras de fazer estas pesquisas é que encontramos posts já com algum tempo, muitas vezes que já nem nos lembramos de ter escrito, mas que continuam atuais. Como é o caso.

 

O mais antigo remonta a 2013 onde compilei uma lista de coisas a fazer este mês. Chamei-lhe Checklist para o mês de Setembro mas como podem ver há muitas coisas que podemos fazer vários meses durante o ano. Em 2017 o desafio do mês de Setembro foi Simplificar - 30 dicas para 30 dias. Já passou um ano e mantenho esse desafio. Vou reler novamente as dicas com atenção e ver o que posso melhorar. Já em 2018, bem no início do ano, contei-vos que celebro a passagem do ano quatro vezes.

 

Ver estes posts só veio reforçar uma ideia que tenho tido esta semana. O mês ainda agora está a começar e eu tenho a sensação de que já estamos quase no fim. E claramente isso não é bom! O que demonstra que o ritmo tem que ser reavaliado para que a dança acompanhe a música e que essa música seja das boas! 

 

 

Uma tarde no corte e cola

O que leva uma pessoa adulta a passar uma tarde de Agosto a fazer colagens?!  Em primeiro lugar… o gosto por fazer coisas fora da caixa, só pode. Em segundo lugar… saudades da infância?! Agora que me pergunto isto… não sei bem o que me levou a inscrever no workshop da Margarida Girão… mas acho que foi mais próximo do primeiro motivo. Até me considero uma pessoa criativa, ou pelo menos, criativa q.b., mas sinto que me falta alguma coisa. Talvez alguma dose de loucura, daquela saudável, que faz com que consigamos transformar um prego numa obra de arte. Não pertenço a esse clube. O que às vezes é pena!

 

Fazer coisas fora do nosso normal faz aumentar a elasticidade desta nossa massa, que pode ser cinzenta ou de outra cor qualquer, e obriga-nos a ver as coisas noutras perspetivas. E acho que foi esse mesmo o motivo que me levou a passar uma tarde de Agosto no atelier onde trabalha a Margarida a rasgar e cortar pedaços de papel que no final fizeram uma obra de arte.

 

Durante muito tempo estive “assombrada” pela questão da página em branco. E se quando chegasse a hora eu não conseguisse fazer nada de jeito? E se apenas conseguisse pensar e recriar o óbvio? E se, quando terminasse, visse que o que tinha feito era praticamente igual a outras imagens que já tinha visto antes? E se, e se, sempre os ses.

 

 

O que é certo é que chegou o dia. E não havia como fazer preparação prévia. Não era como estudar para um exame e depois debitar informação. Tudo era novo. Os materiais são comuns e conhecidos: papel, recortes de revistas, tesoura, cola, fitas coloridas, tecidos, pom-pons, marcadores, envelopes… mas… fomos à sorte e dentro de um envelope estavam os recortes que falariam connosco e que nos iriam encaminhar nesse processo criativo.

 

 

Logo no início a Margarida deu “A” dica: pegar na folha que nos fizer borboletas na barriga! Penso nisso tantas vezes e uso essa técnica com tantas coisas na vida… facilitou o meu processo, é verdade! As imagens que falaram comigo ficaram, as outras… seguiram os seus caminhos.

 

E se pensam que fazer recortes e colagens é um processo fácil e que qualquer criança de 5 anos faz isso, desafio-vos a fazê-lo. Fazer colagens numa folha branca A4 e no final contar a história dessa colagem. Porque toda a obra de arte tem a sua história!

 

 

 

 

Problema literário - Verão 2018

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Os livros que queria ler nas férias enchiam uma mala inteira. Tudo o que não consegui ler durante o ano começou a formar um montinho ao lado da estante. Livros dos mais variados temas e com os mais variados tempos de leitura (muito, de uma forma geral).

 

Não sei se vos acontece o mesmo mas a mim, quando chegam as férias, quero fazer sempre uma série de coisas que não consigo fazer ao longo do ano e depois dou por mim a querer meter o Rossio na Rua da Betesga. 

 

Tive de fazer escolhas... cheguei a um compromisso e deixei apenas 6 livros no tal monte das boas intenções. Optei por livros de leitura mais leve, que não precisem de grande exercício mental nem de grande reflexão. Um deles talvez...

 

Pode parecer preguiça, mas não é. Às vezes temos de nos deixar de coisas e fazer o que é possível em vez do que gostaríamos de fazer. E neste caso, fazer o que é possível significa fazer pouco. Porque tudo está a precisar de descanso. E se pensam que seis livros são muitos para quem quer fazer pouco estão muito certos. Os livros vão de passeio mas alguns estarão mesmo de férias.