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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Com ou sem som?

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A música sempre teve um papel importante nos meus dias. Não que seja pessoa entendida na matéria, grande conhecedora de obras-primas musicais ou que toque algum instrumento. Não é por isso que ela faz parte da minha vida, é só porque me acompanha.

 

Estudava com música, usava a música para continuar as caminhadas quando começavam a faltar as forças e o destino estava longe, oiço música em viagens, também já a usei para me incentivar a correr mais do que pensava aguentar (sem sucesso neste caso), oiço-a em momentos alegres e encontro conforto na repetição de acordes deprimentes em momentos mais tristes. E gosto de ouvir música quando preciso de estar focada nalguma tarefa de trabalho.

 

Há toda uma doutrina sobre ouvir música desde que somos pequeninos e a influência que isso terá na nossa vida. Se distrai ou se ajuda a concentrar. Se nos faz evadir ou se nos prende às letras.

 

Ouvia no outro dia que as músicas que usamos para estar focados não devem ter letra. Que se precisamos de fazer um trabalho criativo devemos ouvir música rock, mas se quisermos ser mais produtivos devemos optar pela música clássica. Não concordo com nenhuma destas considerações! Cada um saberá quais os sons que melhor fazem o seu Tico falar com o seu Teco.

 

Eu gosto de ouvir bandas sonoras de filmes, mas também gosto de criar as minhas playlists. Há dias em que preciso de ouvir a música quase em surdina, mas outros há –e aqui também depende de cada música – em que preciso de a ouvir BEM ALTO! Posso estar em dia de ouvir apenas instrumentais, mas também posso estar em dia de ouvir músicas cheias de letras, cheias de significado e cheias de ritmo. O que é mesmo verdade é que, para mim, ouvir música enquanto trabalho é muito bom sinal: ajuda-me a focar, aumenta a minha capacidade criativa, deixa-me (regra geral) bem disposta e até pode servir como ferramenta de controlo de tempo dedicado a determinada tarefa. Ah! E escusado será dizer que há músicas que me fazem sentir super poderosa e motivada para os desafios que apareçam!

 

E por aí, preferem a companhia da música ou do silêncio?

 

 

Planos para o mês de Janeiro

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No filme Groundhog Day ou em Português, O Feitiço do Tempo a personagem principal passa o filme praticamente todo a viver o mesmo dia. É um pouco estranho, é verdade, mas ao mesmo tempo… todos os dias, ou melhor a cada vez que acorda, tem a oportunidade de melhorar algum aspeto do dia anterior e desta forma conseguir chegar ao seu objetivo. Também é verdade que vive cada dia como se não houvesse amanhã! J

 

Há uns anos encontrei um site no qual o autor faz uma revisão mensal dos seus objetivos. Chama-lhe Groundhog Day Resolutions. Basicamente o que é que faz: define os seus objetivos durante o mês de Janeiro e depois, a partir de dia 02/02, faz revisões mensais de como passou o mês anterior e um ponto de situação face aos objetivos definidos para esse ano, sempre no dia correspondente ao número representativo desse mês: 2 de Fevereiro, 3 de Março, 4 de Abril, e por aí adiante.

 

Sempre achei engraçadas essas revisões e por isso este ano resolvi fazer o mesmo aqui no blog. Ele já vai no 12º ano destas revisões, vamos ver como corre o meu primeiro!

 

Como vai funcionar: durante o mês de Janeiro (já estou a trabalhar nisso) vou alinhar as ideias, rever 2018 e perspetivar 2019. No dia 2 de Fevereiro deixarei aqui a revisão dos planos que fiz para o mês de Janeiro e darei mais pistas sobre os planos para 2019. Em Março, no dia 3, farei a mesma coisa neste caso relativamente ao mês de Fevereiro.

 

Uma vez que vou manter os posts dos “Planos para o mês de…”, no início de cada mês, cá estarão eles. E à revisão desses planos juntar-se-ão outras reflexões. Não tenho o plano ainda 100% desenhado mas vamos afinando com o tempo, tal como no filme, todos os meses uma oportunidade para melhorar.

 

Posto isto, e para já, deixo-vos os planos para o mês de Janeiro:

 

  • Fazer a revisão de 2018 e perspetivar 2019
  • Organizar a minha agenda e prepará-la para o ano: anotar aniversários, planear períodos de férias, ver datas para as próximas consultas, “formatar” páginas para objetivos financeiros, livros lidos e viagens, etc.
  • Programar as tarefas recorrentes de cada mês
  • Ir ao concerto dos 30 Anos da Mafalta Veiga no Campo Pequeno
  • Retomar encontros com amigos
  • Da lista das 40 coisas: Fazer o registo diário das coisas boas; Ir ao Planetário e Convencer 3 pessoas a fazer A Lista (se por acaso fizeram uma digam para eu poder contabilizar!)
  • Manter os treinos de Natação
  • Acabar de ler o livro Regresso a Mandalay

 

Revisão da matéria dada – ou do ano que passou

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A subscrição de blogs que gosto de seguir facilita-me a vida no que diz respeito à leitura dos mesmos. Dependendo do que o autor define recebo um email diário ou semanal, ou a newsletter, com as informações que foram publicadas durante esse tempo.

 

Na semana passada recebi a newsletter do Tim Ferriss onde ele deixou uma ideia que tinha partilhado em 2017 e que, dada a sua relevância, deixava novamente para o final de 2018. Gostei da ideia e por isso partilho-a convosco também.

 

É um exercício que pode demorar 30 – 60 minutos e para o pôr em prática precisamos de papel e caneta (escrever à mão ajuda mais neste processo mas quem preferir pode fazê-lo no computador) e de ter a agenda à mão. Vamos lá!

 

  1. Pegar no bloco de notas ou folha de papel e criar duas colunas: Positivo/Negativo.
  2. Pegar na agenda do ano em causa (neste caso 2018) e o ano em revista (dia a dia; semana a semana)
  3. Em cada semana devemos tomar nota das pessoas com quem estivemos, das atividades que realizámos, compromissos que tivemos e que provocaram emoções, positivas e negativas, e colocar na respetiva coluna.
  4. Depois de revisitar todo o ano devemos identificar os 20% que tiveram mais impacto: os 20% positivos e os 20% negativos.
  5. Quando identificamos os “positivos” descobrimos o que queremos ter mais em 2019 e também o que devemos tratar de marcar na agenda. Encontros com amigos, idas ao cinema ou a concertos, viagens, exercício físico, etc., são exemplos de coisas que fazem parte da minha coluna positiva (apesar de ainda não ter feito o exercício sei que estão nessa coluna). Funcionam, fazem-me feliz e por isso há que agendar! Se não estiverem no calendário… não vão acontecer!
  6. Os “negativos” também têm que ser revistos… também fazem parte da vida… por isso, pegar nos tais 20% mais negativos (dos que podemos controlar) e colocar numa lista “A não repetir”. Esta lista deve estar em lugar visível! Todos sabemos que há situações, pessoas, lugares e hábitos que nos deixam ou fazem infelizes… para quê insistir e repetir?! Desta listinha nada deve ir para o calendário!

 

Quem acompanha o blog há mais tempo, ou me conhece pessoalmente, sabe que sou muito mais de pensar nas coisas positivas do que nas negativas. Há até quem me compare ao Corvo Calamidade, uma personagem de desenho animado que em qualquer desgraça vê uma coisa boa. Mas também tenho os meus dias!

 

Por isso, registar o menos bom é importante, mas é muito mais importante identificar, marcar, agendar as coisas que nos fazem felizes para que sejam elas a dominar os nossos dias, as nossas agendas e as nossas vidas!

 

Que tal aproveitarmos uma hora deste fim de semana para fazer este exercício?

 

PS: Uma dica! Juntamente com a agenda sugiro que revisitemos as fotografias que tirámos durante o ano. Por vezes registamos um momento em fotografia mas ele acaba por não estar refletido na nossa agenda. AH! E o caderno bonito que está na foto é d'O Beija-Flor

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