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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

9:12 Estação de Metro do Saldanha

Quem anda de transportes públicos recorrentemente sabe que a probabilidade de se cruzar com as mesmas pessoas, às mesmas horas, nas mesmas paragens, estações ou carruagens, é muito elevada.

Quem anda de transportes públicos recorrentemente também sabe que há dias em que mal nos conseguimos mexer, mal conseguimos tirar a mão do bolso e muito menos segurar um livro que nos faz viajar até outros destinos.

O ritmo dos dias, para quem anda ou não de transportes, faz com que as nossas viagens sejam sempre apressadas, com que raramente aproveitemos o tempo e o espaço que esses minutos nos proporcionam. Andamos apressados, fazemos sprints de um lado para o outro e rebentamos “a bolha” constantemente.

É nessa bolha que eu, que ando de transportes públicos recorrentemente, me cruzo com uma mesma pessoa, mais ou menos à mesma hora, sempre na mesma estação de metro, sempre no mesmo lugar.

É uma rapariga jovem, cabelo comprido, encaracolado, normalmente sentada “à chinesa”, livro nas mãos, sorriso na cara e sem tempo. Não a vejo com pressa de chegar a nenhum lado. Não a vejo com ar cansado de quem vai começar mais um dia. Não a vejo preocupada com absolutamente nada. Está ali a aproveitar a sua bolha e a fazer-me pensar que nunca devo deixar que rebentem a minha!

Um dia destes pensei em parar para lhe agradecer. Mas isso ia fazer com que fosse eu a quebrar aquele momento, e não o fiz. Por isso, aqui fica o meu agradecimento! Quem sabe ela não tem por hábito ler blogs e um dia este post lhe chega “às mãos”.

 

Curiosamente screvi este post ao som de uma música que tem nome de livro. Haverá coincidências?

 

 

Não nasci para ser infeliz!

via

«Quando se acredita que a vida não pode ser resumida às simples acções mecânicas do dia a dia e sabemos que tudo é possível enquanto não tivermos prova do contrário. Quando sorrimos para vida independentemente da natureza dos acontecimentos, quando sabemos que a escuridão não existe sem luz e que esta última está sempre disponível para nós, se quisermos vê-la. Quando entendemos que a vida transforma-se quando aceitamos mudar a nossa forma de pensar, independentemente da idade, da situação social ou geográfica, independentemente do que temos ou somos. Então, tudo pode acontecer. Se muitos estão sempre à espera do pior, eu procuro o que me faz feliz. E se falhar, é para encontrar uma nova forma, mas pertinente e mais assertiva, de construir o meu caminho.»

Jean-Pierre Oliveira no às nove no meu blog

 

No início do ano, e referindo-me à passagem de ano, escrevi: "No dia 1, quando acordei, estava praticamente tudo na mesma. Mudou o último algarismo da data e, de alguma forma, mudei eu. Acordei bem-disposta, de bem com a vida e pronta para o que este ano reserva para mim! Se realmente as coisas que fazemos na passagem de ano tiverem influência no decorrer do ano acho que daqui a 358 dias (mais coisa menos coisa) estarei aqui a dizer “que ano BOM que eu tive!!!”. Na verdade, o que realmente pode mudar somos nós, o resto vem por arrasto!".

Ontem vi um exercício que sugeria que analisássemos os aspetos marcantes da nossa última década. Comecei essa análise e ainda estou a refletir sobre o tema, mas decidi fazer outro, que também fiz no ano passado. No ano passado essa análise terminava com um desejo: "É isto que eu quero para 2019, mesmo que sob outras formas, outros desafios e outras descobertas. Quero viajar, divertir-me, aprender, sair da minha zona de conforto, relacionar-me, continuar a usar baton vermelho, fazer algo pelos outros, mas também fazer coisas por mim. Ainda não foi desta que fiz a playlist da TSF mas… lá chegaremos!".

A playlist da TSF continua em lista de espera mas... relativamente a 2019 já tenho uma página cheia de coisas boas que aconteceram este ano! Hoje quando li no blog da Sofia o texto que deixei no início do post pensei "é mesmo isto!". A vida prega-nos muitas vezes grandes partidas. Muitos pontapés nas canelas, muitas rasteiras. Mas por outro lado também nos dá oportunidades. A cada queda que damos, ou a cada dor que sentimos, corresponde uma oportunidade. Nesses momentos podemos escolher o caminho que preferimos seguir. E normalmente isso passa por decidir ser feliz ou infeliz. Na grande maioria dos casos, a minha opção é sempre a primeira! Não nasci para ser infeliz!

 

 

Sei o que fizeste o mês passado – Setembro e Outubro

Voltei… muito tempo depois do último post que aqui publiquei, muito longe da frequência com que o gostaria de fazer, e contudo parece que foi ontem. Ontem, precisamente, ouvi uma pessoa dizer que para pessoas com mais idade o tempo passa mesmo num esfregar de olhos. E é isso que eu sinto. Tantas coisas a acontecer ao mesmo tempo e pimbas… o tempo passa! Mas também ouvi um podcast em que sugeriam que não esperássemos pelo dia perfeito, a hora perfeita, o momento perfeito para fazer aquilo que temos/queremos fazer. Porque a perfeição não existe e enquanto andamos à espera dela, as coisas não acontecem.

Por isso, vamos lá recomeçar, sem promessas de regularidade para não falhar! Até porque no final deste post vão perceber que vou “desaparecer” outra vez!

Então que andei eu a fazer durante estes dois meses? Ui… tantas coisas… e ao mesmo tempo, tão poucas…

Durante este tempo descobri uma cantora nova: Agnes Obel. Deixo-vos uma das suas músicas, September Song, para vos acompanhar na leitura. 

 

Setembro

  • Tentei ver a Ivete Sangalo no aniversário do Rock in Rio. Não consegui, mas em compensação descobri uns hambúrgueres bem bons! O restaurante chama-se Sampa e fica na Avenida Torre de Belém, no Restelo.
  • Numa noite de Verão, enquanto os James tocavam junto ao rio, dei um pezinho de dança no Jardim da Estrela ao som dos Real Combo Lisbonense!
  • Fui ver o filme do Downtown Abbey ao cinema. Foi como ver um episódio gigante ou uma temporada de seguida. Uma maratona de Downtown Abbey. Gostei!
  • Passei um fim de semana com amigos em Arouca e fui fazer os Passadiços do Paiva. Recomendo. Iniciei o percurso pela subida dos não sei quantos degraus, muito piores que a escadaria do Bom Jesus de Braga, mas depois disso (que não é assim tão mau...), valeu muito a pena! Recomendo mesmo!
  • Também recomeçou a piscina!

 

Outubro

  • Em Outubro diverti-me!
  • Tive uma viagem que me levou a um destino já bem conhecido, mas desta vez visto com outros olhos.
  • Participei num workshop sobre Minimalismo organizado pela The Minimal Mag, e no mesmo dia pude disfrutar do Jardim do Campo Grande, quando ainda só alguns corajosos por lá passeavam ou corriam, e conhecer um bocadinho do Palácio Pimenta. Que bonito! Ah! Também foi muito giro reencontrar uma pessoa que não via há anos e estava no mesmo workshop, pelo mesmo motivo que eu! Filipa, foi mesmo giro reencontrar-te!
  • Ainda no dia do workshop tive uma surpresa daquelas mesmo, mesmo boas! Uma Amiga que vive no Porto surgiu de surpresa e fomos almoçar! Também foi tão bom!
  • Uma das minhas primas veio passar um fim de semana comigo e corremos esta Lisboa e a outra! Andámos pelas ruas e a descobrir recantos no meio da cidade, almoçámos e jantámos em sítios giros e ainda pudemos ver as coisas giras que se vendem na Feira do Jardim do Príncipe Real e do Lx Factory.
  • E já no final do mês… riscar uma coisa da lista: ver um jogo do Benfica!

 

Novembro já está quase a meio e por isso já posso partilhar algumas das coisas que tenho andado a fazer:

  • Logo no início do mês tivemos um encontro de primos para fazer Broas dos Santos. Qualquer motivo seria bom para nos encontrarmos. E este foi um dia muito bom! Obrigada LC!
  • Na semana passada decidi, a meio do dia, ir ao cinema. O filme escolhido foi o último do Woody Allen.
  • Organizar a viagem aos EUA! Vai ser a segunda aventura deste ano! Parto dentro de dias e por isso… o blog pode ficar silencioso novamente…

 

Há uns tempos vi um exercício semelhante a este, a autora faz uma revisão no final de ano e resume o Ano aos seus factos. Há realmente coisas nos nossos dias, nos nossos meses, nos nossos anos que damos por "garantidas" ou "normais" e por isso desvalorizamos. E no final das contas, na maioria das vezes temos vidas mais preenchidas, no sentido de mais ricas, do que aquilo que pensamos. 

 

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