Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

28 dias a destralhar – primeira semana

 

IMG_E4829[1].JPG

 

Quando a Cláudia me desafiou para participar neste desafio estava longe de imaginar como seria. Não o desafio em si, que já conhecia muito bem, mas tudo o que surgiu à sua volta.

 

Falemos primeiro das coisas práticas. Vamos no dia 11 e até agora tenho cumprido todos os dias. Quando a nossa missão destralhar dura há muito tempo aumenta a nossa necessidade de ser criativo. É verdade que há sempre mais esta ou aquela coisa que passaram numa ou noutra situação e que podem sair mas… quando juntamente com as missões destralhar vamos também mudando os nossos hábitos… até essas começam a escassear.

 

Agora, o que eu mais tenho gostado deste desafio é ver como o mesmo tem entusiasmado outras pessoas a participar. No início foram as suspeitas do costume a aceitar procurar mais umas tralhas lá pela casa, mas depois até as mais reticentes me disseram que estavam a tratar do assunto. E temos ainda as que mais me surpreenderam! Essas sim fizeram os meus dias! Ver pessoas dizer que estavam a destralhar influenciadas por mim, foi muito bom! E saber que outras pessoas com que já tinha falado do assunto também decidiram dar esse passo, foi igualmente motivador.

 

Também falava com uma das minhas amigas, que já anda nesta saga desde o ano passado, sobre o que é “tralha”. Dizia ela que tinha tirado umas molduras de uma parede mas que tinha lá colocado outras peças decorativas. À partida teria tirado “tralha” mas estava a colocar lá mais. Não concordei com ela. Tralha é tudo aquilo que temos mas que não tem utilidade ou significado. Não serve para nada e já nem sequer nos deixa feliz, usando a dica da Marie Kondo. Neste momento as molduras que ela retirou eram tralha mas o que colocou em seu lugar são coisas que a motivam e deixam feliz. Um dia, daqui a uns anos, podem ser destralhadas novamente, mas neste momento têm um papel a desempenhar.

 

Para mim, as próximas semanas serão mais complicadas. O grau de criatividade vai ter de aumentar, ou então vou ter de olhar novamente, com outros olhos, para as coisas que tenho em casa. As revistas têm sido uma boa fonte de tralha, os cds gravados também foram (2 dias totalmente riscados graças a eles), amanhã penso que será a bolsa da maquilhagem, vernizes e afins a dar o seu contributo e a última semana será a altura de dar um twist ao desafio. Veremos!

E por aí, quem aceitou o desafio? Como está a correr?

 

 

Os meus vizinhos

via

 

Cada um terá a sua forma de aprendizagem e fontes de conhecimento, mas muitos teremos tido a sorte de aprender muito do que sabemos com os nossos vizinhos. Eu sou uma dessas sortudas!

 

Cresci numa rua que tinha tudo! Tinha sobretudo um passeio enorme que acompanhava 5 prédios no comprimento e quase que o equivalente à sua sombra na largura. Era um mundo! A minha rua era, sem dúvida, muito melhor que a vossa. Tenho a certeza!

 

Éramos aquilo a que hoje alguns chamariam um gang. Íamos juntos para a escola, apesar de sermos de idades diferentes. Também sabíamos que se algum tivesse um problema, haveria de certeza um vizinho para ajudar.

 

Era no Verão que mais convivíamos, o que é natural. Férias grandes, dias longos… era caso para dizer que andávamos na rua de manhã à noite. No meu prédio tínhamos um código: o primeiro a estar despachado do almoço ou do jantar, assobiava nas escadas e assim os outros sabiam que já podiam sair. Encontrávamo-nos no prédio da Anita. O prédio da Anita era o do meio e tinha dois degraus. Ponto de encontro perfeito. Sentávamo-nos lá e passávamos horas à conversa, qual comadres. Também era na porta ao lado dessas escadas que ficava a peixaria de onde muitas vezes vinham os gelados à noite. O Senhor da peixaria era o máximo! O oposto da sua mulher. Quem também era nosso amigo era o Senhor Silva que tinha um restaurante no meu prédio e o armazém no prédio oposto. Sempre que o Senhor Silva ia ao armazém lá íamos nós ajudar na esperança de uma pastilha no final do trabalho feito.

 

Mas fazíamos muito mais que isto. Jogávamos às escondidas, ao berlinde e às caricas. Horas a fio de Monopólio que deixavam o Tó louco (quando perdia), fazíamos casas de Barbie e suas amigas (quase nenhuma delas Barbie) entre os patamares do prédio da Anita (eu, ela e a Rita) e com isso deixávamos louca a Dona Graciosa que detestava ter o estaminé montado nas escadas, o dia inteiro, todos os Santos dias das férias grandes. Outro vizinho que ficava louco era o pai do João. Tinha o azar de ter a casa dele mesmo por cima da melhor parede para fazer a baliza. E dois canos, mesmo ao lado dessa parede, eram o local onde contávamos quando jogávamos às escondidas e fazíamos aquilo a que hoje se chamaria bulling… O Gonçalo era sempre, ou quase sempre, o último a contar. E nós íamos esconder-nos. Em casa… Gonçalo, se estiveres a ler isto… desculpa!

 

Aprendi a andar de bicicleta agarrada às paredes dos prédios, numa bicicleta vermelha da Betinha. Quando apareceram, os vidrões, claro que houve um na minha rua! Passámos horas a tentar subir para cima dele. Era enorme! Assim como as nossas campainhas eram altíssimas. Eram tão altas que tínhamos de nos empoleirar no lancil da porta para lhes tocar. Jogávamos futebol humano e aos polícias e ladrões. E foi com os meus vizinhos que comecei a sair à noite. Tínhamos autorização para ir à Praça e estar na rua às 22h. Antes dessa idade não tínhamos hora, os pais iam à janela e começavam a chamar, um a um.

 

Éramos muitos, muito diferentes e ao mesmo tempo todos iguais. Aprendemos muito na Escola, nos livros, com a família, mas há coisas que só aprendemos com os amigos. E quando eles são nossos vizinhos, aprendemos muito mais!

 

P.S.: faltam aqui muitos nomes, não me esqueci deles, só não deu para incluir todos.

 

 

Sei o que fizeste no mês passado - Janeiro

via

 

O mês de Janeiro é por regra o “mais comprido” do ano. E embora isso possa parecer muito positivo, porque nos leva a pensar que conseguimos fazer muito mais do que nos outros meses… a verdade é que não é bem por isso que temos a sensação de que nunca mais acaba.

 

Começamos cheios de energia e boa vontade e à medida que os dias vão passando… as boas intenções começam a desvanecer, regressa o ritmo e a rotina, agravadas pelo estado do tempo e… volta tudo ao mesmo. Ou não!! E foi isso que aconteceu comigo desta vez! O meu mês de Janeiro foi muito bom!

 

Tinha definido um conjunto de planos para este mês. Hoje é o dia de fazer um resumo e ver como correram as coisas.

 

  • Queria organizar a agenda de 2019 – este assunto ainda não está fechado, falta incluir umas tarefas mensais recorrentes e depois passar a usar a agenda a 100%.

 

  • Concerto da Mafalda Veiga – Check! Foi muito diferente do último concerto que vi dela, não porque as músicas fossem muito diferentes, mas porque as circunstâncias o eram. Não posso dizer que tenha estado muito confortável durante o concerto já que o passei literalmente toda torta sentada na bancada… mas posso garantir-vos que foi bom e que o dueto que fez com a Ana Bacalhau foi, para mim, O momento da noite! Cantaram o Because the night da Patti Smith e em BOM!

 

  • Tive oportunidade de me encontrar com amigos ao longo do mês, quer para almoços, jantares e inesperadas idas ao cinema.

 

  • Na natação superámos a distância nadada por treino! Chegámos aos 1600m em 45 minutos!!! Muito, muito bom! Sobretudo se tivermos em conta que no ano passado fazíamos em média 1250/1300 metros.

 

  • Da lista das 40 coisas: fui ao Planetário logo no início do mês, registei 16 dias de coisas boas dos 31 que deveria ter registado (não que não houvesse coisas boas, só não as registei… a melhorar) e finalmente cheguei às 5 pessoas que fizeram ou estão a fazer uma destas listas para o seu aniversário.

 

  • Quanto às leituras… Comecei o ano a ler o Regresso a Mandalay, tal como queria só que entretanto recebi no correio dois livros e pronto… desviei! A “culpa” é de quem me emprestou o primeiro e me enviou os outros dois… disse-me que o Regresso a Mandalay é leitura de Verão! Convenceu-me!  

 

 

Planos para o mês de Fevereiro:

 

E desse lado, que tal o mês de Janeiro? E os planos para Fevereiro?

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D