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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Quando uma pessoa gosta daquilo que faz, isso nota-se!

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No dia seguinte a fazer anos fui à Almedina do Saldanha comprar um presente para mim. Tenho por prática registar numa lista os livros que quero ler, consultar, comprar, ir buscar à biblioteca e por isso… as idas às livrarias, quando tenho intenção de comprar, são relativamente simples. Chego à livraria, vejo se encontro os livros e, se não os encontrar à primeira vista, peço ajuda.

 

Desta vez o processo foi outro. Cheguei e pedi logo ajuda. Tinha uma dúvida e esclarecê-la ia simplificar as coisas. Fiz a minha pergunta e logo aí deu para perceber: estava a ser atendida por alguém que gosta daquilo que faz!

 

Tivesse eu estado ligeiramente mais atenta e teria percebido isso logo pela forma como fui recebida. Mas como por norma sou sempre bem recebida naquela loja… não estranhei. Depois, a loja estava praticamente vazia. Sexta-feira, por volta das 19h00… era mais de ir para a esplanada do que para a livraria.

 

A pessoa que me atendeu disponibilizou-se para recolher todos os livros que eu queria ver, falámos sobre esses e sobre outros autores, e depois de me dar os livros sugeriu-me que me sentasse numa mesa, cheia de livros por arrumar – como ela referiu, e que estivesse à vontade a folhear os livros para decidir quais iria levar. Aceitei a sugestão e quando tinha as minhas decisões tomadas fui ter à caixa para terminarmos o processo da compra. E ela sempre com um sorriso, sempre com o mesmo ar: ar de quem gosta daquilo que faz!

 

Perguntei-lhe isso mesmo, só para confirmar. Respondeu-me que sim! Agradeci-lhe e pedi-lhe que continuasse assim. Quando uma pessoa gosta daquilo que faz, isso nota-se!

 

 

Grande parte da culpa de eu ser como sou é dele! 

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Baden Powell faz hoje anos! Fazia, eu sei! Mas quando as pessoas são muito importantes para nós, devemos sempre celebrá-las com festa e não com tristeza por já não as termos ao nosso lado. 

 

Deixo-vos aqui a sua última mensagem aos Escuteiros e um vídeo para que o conheçam um pouco melhor. Nesta mensagem, conhecida por todos os Escuteiros do mundo e arredores, passa o essencial do que é isso de ser Escuteiro e o motivo pelo qual eu digo que grande parte da culpa de eu ser como sou, é dele!

 

Talvez a mensagem que ele deixou vos toque também. Na verdade, acho que o que ele sugere está ao alcance de qualquer um. Só precisamos querer! 

 

Caros escuteiros:

 

Se já vistes a peça Peter Pan, haveis de recordar-vos de como o chefe dos piratas estava sempre a fazer o seu discurso de despedida, porque receava que, quando lhe chegasse a hora de morrer, talvez não tivesse tempo para o fazer. Acontece-me coisa muito parecida e por isso, embora não esteja precisamente a morrer, morrerei qualquer dia e quero mandar-vos uma palavra de despedida.

 

Lembrai-vos de que é a última palavra que vos dirijo, por isso meditai-a.

 

Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz.

 

Crei que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem simplesmente do êxito de uma carreira, nem dos prazeres. Um passo para a felicidade é serdes saudáveis e fortes enquanto sois rapazes, para poderdes ser úteis e gozar a vida quando fordes homens.

 

O estudo da natureza mostrar-vos-à as coisas belas e maravilhosas de que Deus encheu o mundo para vosso deleite. Contentai-vos com o que tendes e tirai dele o maior proveito que puderdes. Vede sempre o lado melhor das coisas e não o pior.

 

Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem.

 

Estai preparados desta maneira para viver e morrer felizes - apegai-vos sempre à vossa promessa escutista - mesmo depois de já não serdes rapazes e Deus vos ajude a proceder assim.

 

O Vosso Amigo

 

 

28 dias a destralhar - 2ª semana

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Na 2ª semana deste desafio #28diasadestralhar voltei a olhar para as revistas com outros olhos. Deixei de comprar revistas como comprava. Mas ainda mantinha umas edições de algumas. Revistas de moda que comprei no Verão e de culinária que fui comprando e que mantinha em casa porque “os olhos também comem”. Mas hoje não quero falar da tralha em si. Hoje quero contar uma coisa que aconteceu com alguma dessa “tralha”.

 

No meu prédio, no mesmo patamar, as minhas vizinhas tinham um hábito que eu sempre achei muito engraçado. Para além de se encontrarem no fim de semana para pôr a conversa em dia, volta e meia, deixavam o jornal ou uma revista na porta uma da outra. Quando uma acabava de ler, dava à vizinha. Dava, porque uma delas faleceu no final do ano passado.

 

Desde essa altura que, sempre que passo pelo patamar delas, me lembro que agora já não há essa partilha tão engraçada das fofocas da semana, nem os encontros de patamar para falar sobre os seus assuntos.

 

Quando juntei as revistas na semana passada, lembrei-me que podiam fazer uma certa companhia à vizinha e deixei-as num saco à porta dela. Deixei também um bilhete a identificar-me, não fosse ela achar aquilo muito estranho.

 

A minha semana passada foi bastante preenchida e cansativa mas, num desses dias, cheguei a casa e abri a caixa do correio como faço todos os dias na esperança de receber uma carta ou postal. Naquele dia tinha lá um pedaço de papel que tem, para mim, um valor incalculável. Era um agradecimento da vizinha pelas revistas!

 

Se não tivesse destralhado mais nada, só por isto já teria valido muito a pena!