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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Sei o que fizeste o mês passado – Junho

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O mês passado não se quis distinguir dos anteriores e por isso fez o favor de passar a correr. Quando agora penso no que aconteceu parece que foram acontecimentos que já passaram há eu séculos! Só que não!

Tinha dito que queria ir jantar a uma das festas dos Santos. Pois bem… não fui a uma, nem a duas, mas sim a três festas! Mais do que cumprido este ponto! E muito bem cumprido porque me diverti bem!

Dei-me conta de que a maioria dos eventos onde eu costumo ir no Verão (o Cineconchas, a Feira Internacional do Artesanato e o Festival ao Largo, por exemplo) já estão a passar, ou já aconteceram, e eu quase nem dei conta que tenham começado. Continuo a culpar as alterações climáticas e o facto de parecer que ainda estamos lá para o início de Maio e não no Verão.

A Feira do Livro também foi uma das “vítimas”. Este ano fui lá três vezes… e comprei dois livros: O Homem mais rico do mundo e Marco Polo - Viagens, este último já está no grupo que integrará o Problema Literário de 2019 e as leituras de Verão.

No mês passado disse que estava com algumas condicionantes físicas… fiz uma ruptura de ligamentos, não lhe dei a devida atenção, e quando resolvi ir ao médico… já não fui a tempo de recuperar para a Corrida das Fogueiras… aliás… correr, ainda nem para apanhar o autocarro…

Falta falar do concerto do Eddie Vedder! Que foi um concertaço! Muito bom! Gostava de Pearl Jam mas nunca fui “FÔ. Uma das minhas amigas na adolescência era super fã e uma outra amiga, dos tempos da universidade, também. Foi com ela que fui ao concerto. Eu gostei muito! Surpreendeu-me até! A minha amiga A-DO-ROU! E eu fiquei muito feliz por ela e contente por termos ido juntas!

Ainda na onda da música, tenho andado a ouvir umas quantas músicas em repeat. Já é quase um ritual: saio do trabalho, ponho uma ou outra música, som bem alto e lá vou eu a “córtir” o meu final de dia!

O final de Junho e início de Julho tem sido uma correria e sinto que tenho andado em piloto automático. As férias estão a aproximar-se mas na minha cabeça ainda falta IMENSO tempo… mais uma vez… só que não!

 

Por isso… os planos para Julho são muito simples:

 

Só mais duas coisas! Uma é deixar aqui escrito, para ter forma de desejo, que também quero em Julho usar sandálias e roupa de verão durante uma semana seguida, sem precisar de um "casaquinho". Nem preciso de dizer porquê não é? A outra... uma sugestão musical: Eddie Vedder, por motivos óbvios, e Just Breathe só porque sim!

 

33. Deixar um livro por aí

“Pegou no livro, sorriu, mostrou à amiga, sorriu mais um bocadinho, abraçou-o e levou-o ao colo.” Este foi o final da história! Vamos começar pelo princípio e sem o “Era uma vez”.

 

Convenci uns dos meus colegas a participar nesta missão: deixar um livro num lugar público e esperar que alguém o leve! Na hora do almoço lá fomos os três, com cara de quem vai tramar alguma, direitinhos ao local mais movimentado da zona.

 

A sensação de ir deixar um segredo à vista de toda a gente, na hora de almoço de um dos locais mais agitados da cidade, é muito engraçada. Parece que estamos a fazer algo ilícito. Quando na verdade… era apenas um livro.

 

Este era o plano:

  1. Sentarmo-nos na esplanada mais próxima;
  2. Analisarmos o melhor banco onde deixar o livro;
  3. Sorrateiramente deixá-lo lá como se nada fosse;
  4. Ficar na esplanada à espera até alguém pegar nele.

 

Decidimos deixar o livro num dos bancos perto da paragem do autocarro. Como há sempre gente à espera do autocarro… pareceu-nos ter potencial. Lá fui eu, sentei-me no banco, deixei-o, levantei-me e voltei para a esplanada, como se não fosse nada comigo. NADA! Nem uma alminha olhou para o dito…

 

Como em todos os projetos, quando a coisa não está a funcionar, avalia-se e definem-se novas estratégias! Assim foi. Mudámos de banco. Desta vez num local de passagem, entre um quiosque de revistas, o metro e um quiosque de cafés.

 

Passa a primeira pessoa. Sustemos a respiração. Olha para o livro e… segue o seu caminho. Voltamos a respirar. Aproximam-se duas raparigas, abrandam o passo, uma delas olha de lado para o banco, nós sustemos a respiração e elas param! Uma delas pega no livro, a outra mantém-se desconfiada. Leva? Não leva? Começamos quase a fazer apostas. Mexe no livro, folheia-o, sorri, abraça-o e segue com um sorriso de orelha a orelha! Ela e nós!

 

Ia mesmo com um ar feliz quando passou pela esplanada. Mal ela sabia que estávamos a observá-la desde que se aproximou do banco e o fizemos até que deixou de estar no nosso campo de visão. Foi uma experiência mesmo engraçada! E ela ia mesmo feliz!

 

O que falta aqui contar é que na capa do livro estava um autocolante do booksharing.pt e uma fita vermelha. Afinal de contas era um presente!

 

booksharing.jpg

 

 

Música para os meus ouvidos

A D. Celeste, minha professora de música, confirmaria esta declaração: eu até gosto de música mas não dou uma prá caixa. Contudo! Há quem considere que eu tenho cultura musical. Eu, que não distingo um sol de um ré menor.

 

A questão é que, na verdade, gosto de ouvir música. Gosto de descobrir coisas novas e criar playlists para momentos específicos. Sejam eles alegres ou tristes.

 

Numa das minhas leituras das férias fiquei a conhecer um senhor cuja vida se dedica a isso mesmo: criar playlists! Chama-se Levy Gasparian (se pesquisarem pelo nome dele, curiosamente aparece um município no Brasil…) e trabalha em Marketing Sensorial. Na empresa Mufyn (Music For Your Needs) criam-se “bandas sonoras” para que a nossa experiência em lojas, empresas, aeroportos, etc, seja mais agradável. Giro não acham?

 

Deixou-me o bichinho de voltar a criar uma playlist. Vou começar por listar as músicas que de alguma forma me marcam durante 2019. Quem sabe não é este ano que a TSF me chama para divulgar uma playlist… 

 

Hoje deixo aqui uma música que descobri com uns amigos, uns anos depois passou a fazer-me lembrar uma viagem boa mas num momento difícil e agora, lembra-me um sítio que eu gosto muito e uns dias muito bem passados!