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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Dar sangue é dar vida!

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A primeira vez que dei sangue foi num acto mais egoísta que altruísta. Admito. Estava desempregada há algum tempo e sentia-me inútil. Pensei no que podia fazer para mudar essa sensação, alguma coisa que não me enviasse cartas a dizer “obrigado mas não precisamos de si”, e lembrei-me de ir dar sangue. Infelizmente há sempre alguém a precisar da dádiva de um perfeito estranho.

 

Fui à maternidade Alfredo da Costa e não pude dar, estava fechado. Mas voltei e dei. Passado uns tempos, no local onde trabalhava faziam recolhas regulares e voltei a dar. Depois mudei de trabalho e também de ponto de recolha, passei a ser dadora no Hospital D. Estefânia. E embora seja verdade que da primeira vez o fiz para me sentir útil à sociedade, de todas as outras vezes fi-lo sem qualquer interesse. Apenas e só para poder ajudar alguém que pudesse precisar.

 

Uns anos mais tarde, tive um tio doente que fazia muitas transfusões de sangue e, depois dele, também o meu avô precisou de as fazer. Lembro-me de ter pensado que alguém os tinha ajudado, um dador como eu, alguém que se dispõe a dar um bocadinho de si. Um bocadinho que pode ser tão grande na vida de outra pessoa.

 

Ontem voltei a dar sangue! Fui, como sempre, muito bem tratada. Desta vez não fui sozinha, fui com uma colega de trabalho que já queria fazer isso há muito tempo.

 

E para quem pensa que dar sangue é um processo super difícil e complicado aqui ficam os requisitos:

  • Ser saudável e ter hábitos de vida saudáveis 
  • Ter entre 18 e 65 anos (sendo que a primeira dádiva deve ser antes dos 60)
  • Regularidade: Homens a cada 3 meses, Mulheres a cada 4 meses
  • Tomar uma refeição ligeira e sem gorduras antes de ir dar sangue

 

Antes de dar sangue preenchemos um questionário, depois vamos a uma consulta com um médico que avaliará se estamos aptos, ou não, para fazer a colheita nesse dia (níveis de hemoglobina, tensão arterial, medicação que estejamos a tomar, peso, etc). E depois disto é só esperar pelo tempo da recolha. Embora possa parecer assustador, não é! E no final ainda recebemos um lanche. Ninguém sai dali sem comer qualquer coisinha!

 

Os inconvenientes? Ora bem… nada de exercício físico nesse dia, beber mais líquidos do que o habitual (o que também não é grave) e não fazer esforços, nem carregar pesos. Nada demais!

 

Para aqueles que até gostavam de dar sangue mas andam a adiar essa decisão… sugiro que não pensem muito nisso, pesquisem onde o podem fazer nas vossas zonas de residência, ou trabalho, e vão lá. Se não puderem dar, o médico diz. Se tiverem dúvidas, serão esclarecidas. Se tiverem medo… vão ver que isso depois passa!

 

Para quem quiser mais informações:

Perguntas frequentes do Instituto Português do Sangue e da Transplantação

http://www.dador.pt

 

 

O Frasco das Coisas Boas

frasco coisas boas.png

 

Da minha famosa lista consta um ponto dedicado aos meus primos mais pequenos. O ano passado passámos uns dias de férias juntos e este ano repetimos a dose. Quase que arriscava dizer que iniciámos uma tradição.

 

A ideia desse ponto da lista era fazermos um jogo todos juntos, um jogo de pista pela praia, um conjunto de perguntas e respostas sobre a família, curiosidades e afins. Acontece que, com o aproximar desses dias de férias em conjunto achei que seria melhor registarmos as coisas boas que nos iam acontecendo. Porque os dias passam a correr e as coisas boas podiam ir com as ondas.

 

Peguei num frasco de vidro, em folhas de papel colorido e numa caneta. Disse-lhes o que era e para que servia aquele frasco e incentivei-os a registar as suas coisas boas. Miúdos e graúdos!

 

A primeira a participar foi a mais velha da família, a que agora representa todos os nossos avós. Depois os papelinhos começaram a entrar aos poucos para dentro do frasco. Uns atrás dos outros, uns mais tímidos que outros.

 

Em jeito de brincadeira, sempre que abríamos o frasco, inspirávamos e dizíamos “hummm cheira a coisas boas!”. E era verdade! Havia tanta coisa boa ali dentro. Não vos vou contar o que dizem os papelinhos coloridos, mas posso dizer que a maioria deles regista coisas muito, muito simples. E umas muito, muito importantes.

 

Uma das minhas priminhas disse que ia registar num caderninho as coisas boas dos seus dias. Não sei se mantém essa prática, aliás, não sei se algum deles continua a pensar e a registar as coisas boas que lhes acontecem, mas gostava que isso acontecesse. Sobretudo agora que a escola está a começar. Fica a dica! :)

 

Também ainda não sei o que vai acontecer aos papelinhos que estão no frasco. Já tenho algumas ideias… mas ainda não decidi. Contudo, com esta coisa tão simples, com as brincadeiras que fizemos, com as conversas que tivemos, risquei mais um ponto da minha lista.

 

Já agora, esta ideia não é nova, vejam o que escrevi há uns bons tempos sobre o Pote das Coisas Boas.

 

 

Sobre os amigos

via

 

Uma das publicações que registei esta semana foi da Magda Gomes Dias, a.k.a. Mum´s the Boss. Fez-me lembrar uma amiga que está sempre a dizer que "as misérias dos outros são uma fonte inesgotável de alegria para nós!". É importante referir que por misérias entendemos não as coisas realmente más que nos acontecem na vida, nem os maus momentos pelos que passamos. Misérias para nós é, por exemplo, escorregar em plena Baixa Pombalina, em hora de ponta, e bater com o rabiote no chão, é dizer coisas nos momentos menos apropriados, é ter um ataque de riso num momento solene, entre outras. Eu tenho tantas misérias dessas que agora nem me lembro de mais exemplos (mas todas as que referi são pessoais...).

 

Eu tenho a sorte de me rever nas palavras escritas pela Magda. Tenho amigos de todos os tipos que ela refere e acho que também é essa diversidade que faz com que eu seja a pessoa que sou. Também há amigos que são como família e por isso o seu papel fica reforçado. 

 

Deixo aqui este texto para todos os meus amigos e para os familiares também ;) Penso que cada um deles se irá identificar em determinada palavra ou "categoria". E espero que também eles me reconheçam nesses papéis: mais próxima, mais afastada, silenciosa ou a fazer grande barulheira, da risota ou dos momentos sérios, da brincadeira ou quando é preciso "puxar uma orelha", das secas, das coisas giras, das viagens na maionese e seguramente, das misérias, boas e menos boas. Tudo isto e sempre amiga.

 

Sugiro que depois de lerem este texto o partilhem com os vossos amigos ou então peguem no telefone e liguem, mandem mensagem, escrevam um postal, enviem um pombo correio, marquem um jantar ou um café ao final da tarde. Qualquer coisa! Ou então, pura e simplesmente, da próxima vez que estiverem juntos, lhes dêem um abraço daqueles bons! 

 

"Este é o Martin Seligman e aquele que é considerado o pai da Psicologia Positiva. E hoje dizem que é o dia internacional do amigo. E o Martin diz que são os amigos o factor que maior felicidade nos traz na vida. Será?

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Diz ele que não é o dinheiro (que ajuda, claro!), não é o status social, nem mesmo a saúde ou a família. São os amigos. Os bons amigos, os que nos deixam ser e os que respeitam quem somos. Os que estão lá para celebrarem os nossos sucessos e também aqueles que estão lá nos momentos mais difíceis. Aqueles que nos acompanham e fazem o caminho connosco, de mãos dadas e em silêncio, se for preciso. Tudo se torna menos difícil quando podemos caminhar acompanhados, nem que essa companhia seja uma sombra que está discretamente presente.

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E, como tudo, os amigos podem também ser motivos de problemas e de discórdia. Valham-nos os bons amigos para nos ajudarem a equilibrar esses momentos mais difíceis. 

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Há amigos para tudo - para as brincadeiras e saídas divertidas. Para as conversas boas e sérias. Para falar de projectos. Os amigos das corridas, dos copos e das leituras. Os amigos do trabalho e os pais dos amigos dos nossos filhos. Ou os amigos dos nossos pais. E há aqueles amigos que estão lá longe mas que parece que sempre estiveram perto, mesmo quando já não os vemos ou falámos há 7 anos. ⠀

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E para ti, o que é a amizade? Estás de acordo com o Martin?"

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