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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Missão destralhar: frascos, frasquinhos e pacotinhos de amostras

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No outro dia uma das minhas amigas chegava a uma conclusão à qual eu já cheguei há muito tempo, e da qual até já falei aqui. Dizia ela, mais ou menos, que eu tinha um armazém de produtos de higiene. E é verdade. Entre cremes, sabonetes, champôs, pastas de dentes… não preciso de comprar nada!

 

Já ando nisto de não comprar nenhum destes produtos há algum tempo (disso irei falar daqui a uns dias) e vou continuar. Até porque há sempre um presente que recebemos, uma oferta num evento, uma estadia num hotel, enfim, acabamos sempre por voltar a repor o stock.

 

E hoje, numa situação que nada tinha que ver com este tipo de produtos, tive uma ideia! Ou melhor, não tem a ver com os produtos em si mas sim com a minha missão destralhar. Faltam atualmente 277 coisas para cumprir o objetivo das 496 e reparei que muitas das coisas que posso reduzir são, lá está, frascos, frasquinhos e pacotinhos de amostras de champô, máscaras e cremes. Por isso, a juntar ao facto de estar a usar essas amostrinhas na piscina, decidi tomar outra medida!

 

Com o aproximar das férias, altura em que lavo o cabelo mais vezes que o normal, vou juntar todas essas amostras, tamanhos de viagem, máscara de cabelo que não gosto tanto, e afins e colocar numa bolsa que irá comigo nas férias. Assim irei reduzir uma quantidade substancial de coisas numa velocidade muito maior do que a do costume.

 

Depois disto há outras medidas a manter e reforçar: não aceitar amostras de produtos que sei que não vou usar e continuar na saga de usar tudo até acabar! Já vejo resultados por isso é manter!

 

Ainda não tive oportunidade de ler, com a atenção devida, a revista deste mês da National Geographic, a que tem uma capa dedicada ao “mar de plástico”, mas já li que nalguns países estes pacotinhos de amostras estão ao nível da “praga” porque são a única coisa que essas pessoas podem comprar. E isso fez-me pensar ainda mais. Para nós estas amostras são gratuitas e muitas vezes acabam por ir parar ao lixo, para elas… e por respeito a essas pessoas, até mais do que pelo ambiente – admito – vou equacionar as amostras que peço e que aceito. E já sei que sozinha não mudo o mundo e que elas não vão passar a poder comprar frascos de champô só por isso mas…  

 

 

O contrário de desperdício

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Acredite-se ou não, o que é certo é que por vezes há coisas que acontecem que parecem puras coincidências, mas serão? Hoje aconteceu-me uma dessas situações. Um conjunto de astros alinhados todos ao mesmo tempo e todos em sintonia com um conjunto de coisas nas quais tinha pensado. Vejamos.

 

Tenho aquele fraquinho conhecido pela Feira do Livro. Mas também tenho aquela questão com "não comprar mais livros". Ainda podemos contar com o facto de ter decidido reduzir o número dos meus pertences. E depois tenho uma lista de coisas que quero fazer durante um ano. Hoje de manhã essas quatro coisinhas foram todas metidas dentro de um saco, chocalhadas e deram um resultado incrível! E não foi de propósito, mas umas foram trazendo as outras até que chegámos a um resultado final.

 

O meu fraquinho pela Feira do livro faz com que todos os dias consulte a lista dos livros do dia. Vá que está lá um dos livros que quero muito comprar mas que estão sempre à espera de boas oportunidades!? E hoje estava um que eu gostava de ler. O desconto era bom, por isso podia comprá-lo. Mas iria contra os meus compromissos: não comprar livros, reduzir o número de livros e coisas em casa e sobretudo contra o propósito do próprio livro - desperdício zero.

 

Quem se interessa por estas coisas dos minimalismos, destralhes, simplificações, ambientes, etc., saberá quem é a Bea Johnson e já terá ouvido falar no seu livro. Eu já ouvi uns quantos podcasts com ela, já li umas entrevistas e tinha curiosidade de ler o livro. Podemos sempre aprender mais qualquer coisa não é? 

 

Pois bem, peguei em mim, pesquisei se a biblioteca onde eu estou registada tinha o dito cujo, que tinha, e na hora do almoço fui lá para reativar o meu cartão de leitor e trazer o livro. E ... com isto risquei mais um item da minha lista das 40 coisas.

 

Por conseguinte, como diria uma das minhas professoras de Português, numa só ação não comprei mais um livro, poupei 10 euros, fiz uma pequena caminhada na hora do almoço e risquei mais uma coisa da minha lista! Estavam ou não estavam alinhados?

 

 

A Missão Destralhar volta a atacar!

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Nesta coisa da vontade de mudar voltei a ter vontade de começar uma missão destralhar novamente. No ano passado fiz o desafio em Fevereiro por ter menos dias e por isso ser “mais” fácil. A meio deste mês decidi que estava na altura de fazer um novo desafio mas com um twist.

 

O objetivo é o mesmo de sempre: reduzir a quantidade de coisas que tenho em casa! Mas em vez de fazer dia 1 – 1 coisa, dia 16 – 16 coisas, porque nem sempre a vida corre como nós planeamos, decidi somar todos os dias, ver qual é o resultado e assim definir o meu objetivo.

 

Não vou tirar X coisas só porque é o dia X, vou sim escolher coisas e descontar nesse somatório. E o número pode parecer um bocadinho assustador… ou motivador. Mais uma vez depende como vemos o copo. São 496 coisas!

 

Eu acho motivador. Se calhar porque como sinto este bichinho da mudança… e tenho de o aproveitar! Já comecei esta missão na semana passada e entre roupa, canetas, produtos de higiene, e bugigangas… o meu número já reduziu bastante! Faltam-me apenas 387 coisas!!!

 

Fazer isto desta forma dá mais liberdade para podermos decidir quando nos dá mais jeito tratar do assunto. Imaginem que num sábado vos dá uma imensa vontade de pegar nas coisas e começar a destralhar sem parar, não é melhor tratar logo do assunto do que esperar pelos dias e continar a ver as coisas por ali? Ou então, no final de um dia de trabalho chegam a casa e decidem dedicar 5 minutos a essa causa. Será feito ao ritmo de cada um. Pode demorar um mês ou apenas 5 dias. Cada um verá o que é melhor para si. O que importa é fazer!

 

Ouvi num podcast uma sugestão para arrumações rápidas que se pode aplicar perfeitamente a este tipo de missão: pegar num cesto, ir passando pelas divisões da casa e ver o que não está no sítio, colocar no cesto e no final arrumar tudo. No caso da missão destralhar pode muito bem ser: pegar num cesto (eu tenho um saco daqueles do supermercado), ir passando pelas divisões da casa, abrir uma e outra gaveta e ver o que já não faz sentido ter em casa, colocar no cesto/saco e depois dar o seguimento que escolhemos para essas coisas. Também ajuda ter um saco para colocar lixo, porque apercebemo-nos que algumas coisas não passam disso.

 

No final é tirar as coisas de casa e pronto! E se tiverem ainda aquele receio de que podem precisar ou podem arrepender-se… normalmente as pessoas que fazem este tipo de destralhanço têm uma coisa em comum: há eventualmente uma coisa da qual se lembram passado algum tempo, mas de uma forma geral… essas coisas que são destralhadas não deixam saudades.