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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Sonhar alto!

No Verão fui passar uma tarde com a Margarida Girão e a sua Santa das Colagens. O objetivo era passar uma tarde bem passada, divertir-me um bocadinho e estimular a criatividade. Objetivo mais que cumprido!

 

No próximo Domingo a Margarida volta a desafiar um grupo de corajosos e desta vez não é para falar de férias de sonho, viagens, retratos e auto-retratos, personagens e decoração. Desta vez a aposta está mais alta, está ao nível dos sonhos!

 

A ideia é juntar tudo o que paira nas nossas cabeças, as wishlists todas, e juntá-las a um tema que se está a aproximar a passos largos: as resoluções de Ano Novo. Mesmo os mais cépticos pensam no que gostavam de conseguir realizar no próximo ano, ou ao longo da vida, e a visualização da coisa ajuda imenso na sua concretização. Se fizerem uma pequena pesquisa vão encontrar imensas coisas sobre inspiration ou vision boards, e sobre os mais variados temas. Penso que a ideia aqui vai ser criar uma dessas ferramentas e deixar sair todos os nossos desejos para a tela com a ajuda de recortes e colagens.

 

Estou para aqui a falar e nem sei se ainda há vagas para o workshop… mas se não houver, e se houver muita procura, do pouco que conheço a Margarida, acho que ela vai encontrar mais umas horinhas só para poder deixar sair todos esses sonhos das nossas/vossas cabeças e ajudar a dar o primeiro passo para realizarmos os nossos sonhos.

 

Como sou uma naba nesta coisa das fotos, não consegui colocar aqui a que queria... por isso ... tenho que pedir que vão espreitar o Instagram da Margarida (com o link também não é assim tão difícil). Caso queiram participar no Dream Big VisionBoard enviem email para vouaprendercolagem@gmail.com .

 

 

O Frasco das Coisas Boas

frasco coisas boas.png

 

Da minha famosa lista consta um ponto dedicado aos meus primos mais pequenos. O ano passado passámos uns dias de férias juntos e este ano repetimos a dose. Quase que arriscava dizer que iniciámos uma tradição.

 

A ideia desse ponto da lista era fazermos um jogo todos juntos, um jogo de pista pela praia, um conjunto de perguntas e respostas sobre a família, curiosidades e afins. Acontece que, com o aproximar desses dias de férias em conjunto achei que seria melhor registarmos as coisas boas que nos iam acontecendo. Porque os dias passam a correr e as coisas boas podiam ir com as ondas.

 

Peguei num frasco de vidro, em folhas de papel colorido e numa caneta. Disse-lhes o que era e para que servia aquele frasco e incentivei-os a registar as suas coisas boas. Miúdos e graúdos!

 

A primeira a participar foi a mais velha da família, a que agora representa todos os nossos avós. Depois os papelinhos começaram a entrar aos poucos para dentro do frasco. Uns atrás dos outros, uns mais tímidos que outros.

 

Em jeito de brincadeira, sempre que abríamos o frasco, inspirávamos e dizíamos “hummm cheira a coisas boas!”. E era verdade! Havia tanta coisa boa ali dentro. Não vos vou contar o que dizem os papelinhos coloridos, mas posso dizer que a maioria deles regista coisas muito, muito simples. E umas muito, muito importantes.

 

Uma das minhas priminhas disse que ia registar num caderninho as coisas boas dos seus dias. Não sei se mantém essa prática, aliás, não sei se algum deles continua a pensar e a registar as coisas boas que lhes acontecem, mas gostava que isso acontecesse. Sobretudo agora que a escola está a começar. Fica a dica! :)

 

Também ainda não sei o que vai acontecer aos papelinhos que estão no frasco. Já tenho algumas ideias… mas ainda não decidi. Contudo, com esta coisa tão simples, com as brincadeiras que fizemos, com as conversas que tivemos, risquei mais um ponto da minha lista.

 

Já agora, esta ideia não é nova, vejam o que escrevi há uns bons tempos sobre o Pote das Coisas Boas.

 

 

Uma tarde no corte e cola

O que leva uma pessoa adulta a passar uma tarde de Agosto a fazer colagens?!  Em primeiro lugar… o gosto por fazer coisas fora da caixa, só pode. Em segundo lugar… saudades da infância?! Agora que me pergunto isto… não sei bem o que me levou a inscrever no workshop da Margarida Girão… mas acho que foi mais próximo do primeiro motivo. Até me considero uma pessoa criativa, ou pelo menos, criativa q.b., mas sinto que me falta alguma coisa. Talvez alguma dose de loucura, daquela saudável, que faz com que consigamos transformar um prego numa obra de arte. Não pertenço a esse clube. O que às vezes é pena!

 

Fazer coisas fora do nosso normal faz aumentar a elasticidade desta nossa massa, que pode ser cinzenta ou de outra cor qualquer, e obriga-nos a ver as coisas noutras perspetivas. E acho que foi esse mesmo o motivo que me levou a passar uma tarde de Agosto no atelier onde trabalha a Margarida a rasgar e cortar pedaços de papel que no final fizeram uma obra de arte.

 

Durante muito tempo estive “assombrada” pela questão da página em branco. E se quando chegasse a hora eu não conseguisse fazer nada de jeito? E se apenas conseguisse pensar e recriar o óbvio? E se, quando terminasse, visse que o que tinha feito era praticamente igual a outras imagens que já tinha visto antes? E se, e se, sempre os ses.

 

 

O que é certo é que chegou o dia. E não havia como fazer preparação prévia. Não era como estudar para um exame e depois debitar informação. Tudo era novo. Os materiais são comuns e conhecidos: papel, recortes de revistas, tesoura, cola, fitas coloridas, tecidos, pom-pons, marcadores, envelopes… mas… fomos à sorte e dentro de um envelope estavam os recortes que falariam connosco e que nos iriam encaminhar nesse processo criativo.

 

 

Logo no início a Margarida deu “A” dica: pegar na folha que nos fizer borboletas na barriga! Penso nisso tantas vezes e uso essa técnica com tantas coisas na vida… facilitou o meu processo, é verdade! As imagens que falaram comigo ficaram, as outras… seguiram os seus caminhos.

 

E se pensam que fazer recortes e colagens é um processo fácil e que qualquer criança de 5 anos faz isso, desafio-vos a fazê-lo. Fazer colagens numa folha branca A4 e no final contar a história dessa colagem. Porque toda a obra de arte tem a sua história!