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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Querido diário

 

22 de Agosto de 2018

 

O dia ontem correu bem.

 

Ao contrário do que esperava, consegui focar-me no que tinha para fazer e ataquei uma e outra frente. Cada uma na sua vez. Vou novamente mudar de sistema e esperar que, nos dias que faltam até acabar o mês de Agosto, consiga assimilá-lo. Ouvi no outro dia um podcast que falava de sistemas. Cada vez estou mais de acordo com a teoria de que a sistematização de tarefas, ações, rotinas são um dos grandes facilitadores do dia a dia.

 

No final do dia cheguei a casa e segui as recomendações médicas. Pôr as pernas ao alto durante 10 minutos. Sabe bem mas tem um problema… adormeci. Quando me dei conta já tinham passado uns 30 minutos em vez de 10. Paciência. Também me soube bem.

 

Uma das coisas boas destes dias é não andar stressada com tudo o que tenho que fazer. “Small steps” foram as últimas palavras que disse ontem antes de me deitar. Continuo com uma lista comprida de coisas que quero fazer, ideias a pôr em prática, hábitos a adquirir, livros para ler, podcasts para ouvir, missões e desafios. Tudo junto e ficava como uma das frases de uma estação de metro que diz algo do género “estive a ver todos os livros que quero ler e não tenho dias de vida suficientes”. Não é assim, mas é esta a ideia. Aliás, ideias são muitas vezes o meu problema… muitas ideias que se transformam em coisas que quero fazer. Por isso a ideia de não me stressar com elas é a melhor coisa! Caso contrário correria o risco de me sentir mal e frustrada, todo o santo dia.

 

Ou então não aproveitava a vida. Não via o filme favorito da minha amiga, não lia o livro delicioso e elegante que me lembra dias bons com uma outra amiga, não me dedicava a missões como não comer carne nem peixe durante uma semana, não ia a pé de um ponto ao outro, só porque sim, apanhava o autocarro do costume e fazia o caminho do costume.

 

Ontem ainda ouvi um podcast sobre registos de gratidão. Diziam que devemos identificar as coisas pelas quais estamos gratos, eu gosto de registar coisas boas, mas que devíamos ir mais além. Identificar coisas pelas quais estamos gratos é bom mas devemos dizer o porquê e… quando envolva outras pessoas, ou quando outras pessoas contribuem para isso, dizer-lhes. Achei isso o máximo. Difícil, mas o máximo. Abrir o coração é difícil…

 

Hoje vi de relance um post antigo num blog com uma ideia também gira. Quero ler com mais atenção para a perceber bem. Mas dessa leitura ficou esta ideia de registar os dias num diário. Mais uma ideia. Mais uma coisa que quero fazer. Mais um crédito de dias que tenho que pedir à vida. Eu bem digo que quero chegar aos 102 mas se calhar vou precisar de mais tempo.

 

 

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