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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

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“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

O que fazer com o IRS e/ou outros subsídios

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Chega a parecer irónico como eu tinha preparado este texto há umas semanas atrás e agora ele faz ainda mais sentido. O facto de sabermos que mais pessoas estão a ter um mês tão comprido como o nosso, ajuda. Realmente, nada como partilhar algumas coisas para elas ficarem mais leves. 

 

Ora vamos lá então falar sobre o que fazer com o reembolso do IRS, ou com os subsídios, ou até com os prémios (para quem os recebe). O que vos vou contar foi o sistema que encontrei para mim e que me tem ajudado a ultrapassar meses como este, ou situações financeiras inesperadas. Não tenho grandes poupanças, nem posso esticar-me muito mas... este sistema tem sido meu amigo!

 

Por questões de saúde tenho de fazer exames e análises várias vezes ao longo do ano. A primeira vez foi de tal maneira que achava que a senhora se tinha enganado. Mas não tinha. E como sabia que aquele momento se iria repetir várias vezes... tinha de fazer alguma coisa! Foi por causa dessa situação que defini uma estratégia para não ter mais surpresas desagradáveis como a desse dia. Nem ter de ficar ansiosa  naquele silêncio ensurdecedor enquanto o multibanco não começa a fazer o barulhinho que indica que o pagamento foi autorizado. 

 

Então, a partir desse episódio, sempre que recebo um valor além do valor mensal do ordenado divido-o por um conjunto de despesas que sei que vou ter: despesas de saúde, pagamento da piscina, uma formação que queira fazer. Também faço o mesmo para situações menos regulares mas para as quais convém estar preparada como um fim de semana fora ou até umas mini-férias. E também é possível fazer o mesmo para as despesas anuais fixas: IMIs, seguros, revisão do carro, etc. O que importa é que, distribuíndo o valor em causa por várias capelinhas, quando chega a altura de fazer esses pagamentos não tenho que ginasticar ainda mais no orçamento. 

 

Portanto, na prática funciona mais ou menos assim: defino as despesas excepcionais que vou ter, ou que prevejo ter durante o ano, do valor que recebo retiro um X para cada uma delas e ainda conto com uma parte (a mais pequena) para usar no que eu quiser. Chamemos-lhe um mimo. Esse dinheiro pode ficar todo numa poupança única no banco, em poupanças separadas quando isso é possível, em envelopes em casa ou até debaixo do colchão. Cada um pode usar o método que melhor lhe servir. 

 

Seguros, saúde, IMI, férias, formação, reparações, imprevistos, essas coisas, fica tudo mais salvaguardado desta forma. Para mim tem funcionado. E no limite, quando tudo começa a falhar como neste mês... pode ser que haja sempre mais uma moedinha algures!