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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Nunca viajámos num descapotável mas também não era preciso

thesunnysideoflife:“ http://www.pensaoagricola.com/”

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Tive um namorado que dizia “para ti atravessar a estrada é uma festa”. Imaginem então o que são para mim as Roadtrips!

 

A primeira que fiz foi para percorrer a costa alentejana com uns amigos. Fizemos toda a costa vicentina e chegámos até ao Algarve. Uma semana, sete pessoas e uma Toyota Hiace. Mais tarde vieram as roadtrips pelo interior do Alentejo e uma aventura até ao sul de Espanha. E o que é que esta música tem que ver com roadtrips, carrinhas velhas ou o sul de Espanha?! TUDO!

 

Estradas sem fim, o vento quente a entrar pelas janelas e a despentear-nos os cabelos, música a tocar no rádio e nós a cantarmos alternadamente com os silêncios prolongados, conversas sobre a vida, sobre tudo e sobre nada. Apitar e dizer adeus às gentes que à hora marcada se encontram em lugares estratégicos e bem selecionados, de uma tática definida há anos, onde também há silêncios prolongados, conversas sobre a vida, sobre tudo e sobre nada.

 

Parar porque ao longe há três sobreiros que queremos levar connosco para um dia revisitarmos aquela viagem. Abrir as janelas e gritar, e rir, e cantar bem alto e bem  desafinado. Dar nomes às pessoas das terras com os nomes mais curiosos que encontramos, num exercício de criatividade. “Como se chamam as pessoas de Maria Farinha?”

 

Chegar aos destinos, em contagem decrescente, e perdermo-nos na civilização. E voltar a parar num terraço, sob as estrelas, numa noite estrelada, de clima ameno e temperado. E pensar em todo o caminho percorrido, num silêncio prolongado. E conversar sobre a vida, sobre tudo e sobre nada.

 

 

PS: escrevi este post ao som de uma música que me podia levar a muitos lugares. Levou-me às memórias das minhas roadtrips pelo Alentejo. O Alentejo que me foi prometido várias vezes e sempre me deixou feliz e preenchida. Pelas suas paisagens, pela sua calma, pela sua comida, pela sua gente, pelas suas paredes caiadas, pelas noites felizes com amigos, pelo barulho das cigarras, e também pelo seu sotaque, pelos ensinamentos do mestre que, entre outras coisas, é mecânico e “chef” numa cozinha onde se aprendem a fazer migas, das boas!

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