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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Não esquecer: olhar sempre para trás!

via

 

Esta imagem tem muito pouco a ver como que vou contar de seguida. Mas representa coisas bonitas que não quereria deixar para trás. Por isso é adequada.

 

Tenho por hábito olhar para trás sempre que saio do metro, do autocarro, de um táxi, de um café ou restaurante, de um sítio público em geral. E porquê? Porque esse pequeno hábito faz com que eu não perca coisas. Não me esqueço da marmita no autocarro, não perco o passe se ele me tiver caído do bolso, não deixo um livro na mesa do café, ou os óculos de sol, etc. É um hábito.

 

O que acontece é que, mesmo com hábitos que estão mais do que enraizados, quando andamos com a cabeça noutro sítio, ou a alta velocidade, esses gestos mecânicos podem acontecer, ou não. E o não, foi o que me aconteceu a mim...

 

No dia depois de fazer anos apanhei um comboio para casa. Cheguei à estação e estava à espera que me fossem buscar. Como estava a chover abriguei-me dentro da estação e junto da bilheteira. Mala, saco, carteira, telefone. Metade no chão, carteira na prateleira da bilheteira. Chegou a minha boleia, fui para casa. Mal chego a casa pergunto "viste a minha carteira?" E quando digo carteira, é a mala. Aquele objeto onde colocamos tudo e mais um par de botas. Incluindo a carteira onde temos o dinheiro e todos os documentos, a agenda, as canetas, o mini estojo de make up, o tefefone, tudinho! 

 

Nada em casa, nada no carro. 

Lá vamos nós a caminho da estação novamente. 

E nesses longos minutos começamos a pensar em tudo e mais alguma coisa que temos dentro dessa carteira... e o nervoso miudinho começa a passar à frente do nosso optimismo. Começamos a ver aquele baton que nos ofereceram e que apenas usámos uma vez, as nossas canetas favoritas e os documentos... a trabalheira dos documentos!!!! 

 

E como se isso ainda não fosse suficiente... lembramo-nos de uma parte d' O livro  do Likke, mais um sobre felicidade, de uma experiência que fizeram em que deixaram 12 carteiras perdidas em várias cidades europeias. As carteiras tinham identificação do dono com contactos nome, etc. A ideia era ver quantas eram devolvidas ao dono. E sabem quantas foram devolvidas em Lisboa!? Uma! Umazinha! E eu que tinha deixado a minha carteira/mala em cima de uma prateleira numa estação de comboios!!!

 

"Vai estar lá! Vai estar lá! Vai estar lá!"

E estava! Quando cheguei à bilheteira o senhor olha para mim, ri-se e pergunta "de onde é que eu a conheço?". Percebi logo que estava a salvo! E que a minha tinha sido aquela do livro, aquela que foi entregue ao dono! Claro que depois a senhora que me entregou a dita cuja me perguntou como é que eu tinha deixado a minha "vida" para trás. É o que acontece quando temos a cabeça no ar... e não olhamos para trás para ver o que lá ficou!

 

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