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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

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Julho - o mês sem plástico

#Plasticfreejuly2018-join-the-challenge  stamp hi

 

Quando falei aqui da questão dos plásticos e do Plastic Free July o Pedro sugeriu que fizesse um post sobre essa iniciativa. Aqui está ele.

A Plastic Free July é uma iniciativa internacional, criada por uma associação Australiana preocupada com a quantidade de desperdícios plásticos que começaram a surgir nos oceanos. Criaram este movimento em 2011 para incentivar a redução do consumo de plásticos de utilização única, por parte dos Australianos, mas rapidamente foi acolhido por pessoas de outros 150 países.

 

A ideia é durante o mês de Julho estarmos atentos a este tipo de plásticos e optar por recusá-los ou escolher opções alternativas. E de que estamos a falar quando dizemos “plásticos de utilização única”? Estamos a falar de:

 

  • Sacos
  • Garrafas
  • Palhinhas
  • Tampas
  • Copos de sumos, cervejas e café
  • Embalagens de takeaway
  • Loiça descartável
  • Talheres descartáveis

 

 

Os organizadores desta iniciativa acreditam que através destas pequenas ações as pessoas ficarão mais atentas ao seu próprio desperdício e farão o possível por reduzi-lo de forma a deixar o mundo um pouco melhor para as gerações futuras.

 

Mas o sucesso destas ações depende maioritariamente da mudança dos nossos comportamentos. E isso é o que o transforma num desafio mais desafiante, ou seja, durante o mês de Julho devemos reduzir o nosso consumo destes materiais, optar por soluções alternativas, recusar sempre que possível qualquer um destes elementos. Parece simples mas acreditem que não é! Contudo, não é impossível! E como dizia no outro dia a uma pessoa com quem falava sobre este assunto, se recusarmos uma palhinha que seja ou se conseguirmos VER o plástico que anda à nossa volta, e por isso ficarmos sensibilizados para esta causa, já é um passo e já valeu a pena. E vão ver que isto é mais ou menos como quando decidimos comprar um carro e de repente toda a gente tem um carro como o nosso, não tem, só que parece que ele salta à vista. Se estiverem atentos vão começar a reparar na presença das garrafas, dos copos, das tampas dos copos, dos sacos e saquinhos.

 

Há ainda uma última coisa que gostava de vos dizer. É incontornável a presença do plástico nas nossas vidas. Mas a ideia não é erradicar o plástico do mundo é sim controlar o seu consumo irresponsável e com consequências elevadas. Reciclar não chega. É um princípio, mas não chega. E volto a dizer que também sei que o facto de eu recusar uma palhinha, um copo ou um saco de plástico não vai, só por si, acabar com o problema mas… juntos somos muitos!

 

 

 

 

2 comentários

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    edicaolimitada 09.07.2018 14:09

    Boa pergunta, obrigada! Há alternativas às palhinhas de plástico quer em papel, quer em inox e até em bambu. Do que tenho visto existem até umas escovinhas para limpar estas duas últimas. Mas também há uns copos com palhinha incorporada ou até mesmo copos com um "bebedouro" (não sei como lhe hei-de chamar), têm uma saliência como muitos copos de criança têm. O meu avô teve um destes. As palhinhas já vi à venda em lojas de produtos a granel (eu vi na www.mariagranel.com) quanto ao copo penso que em fármacias ou lojas que vendam produtos de cuidados de saúde devem ter.

    Contudo, esta questão da recusa destes elementos deve ser, como acredito que tudo na vida, equilibrada. Ou seja, não podemos entrar em extremismos quando esses extremismos têm mais impactos negativos que positivos. Nesta situação trata-se de uma necessidade básica, quando vamos beber um sumo no café ou no restaurante, a palhinha não é fundamental, e aí podemos recusá-la.
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