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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Inspiração é uma coisa

Na conferência a que assisti a semana passada, a determinada altura, uma senhora revelou que numa anterior experiência profissional tinha sido Professora. Contou que, quando os seus alunos faziam queixinhas de que um colega estava a copiar, lhes dizia que não era copiar, esse colega estava a inspirar-se. Depois completou o pensamento com “é que por vezes nós até sabemos qual é a resposta, mas precisamos daquela segurançazinha de que mais alguém pensa como nós”.

 

Depois de contar isto, disse-nos que durante o tempo em que foi Professora tinha sempre na sala de aula duas imagens: As Meninas de Vélazquez e As Meninas de Picasso. E tinha sempre essas duas imagens para demostrar que ambos os quadros tinham o mesmo nome, tinham inclusivamente semelhanças, mas não eram a mesma coisa. Um não era cópia do outro.

 

Na minha cabeça visualizei o quadro do Vélazquez e um outro do Picasso, que erradamente pensava ser aquele ao qual se estava a referir. É que podia um ter sido a inspiração do outro… mas realmente não tinham muito a ver. Ontem, quando fui pesquisar para escrever este texto, vi os dois quadros. E aí fez muito mais sentido!

 

Efetivamente há o quadro do Vélazquez, com as suas características particulares, e há o quadro do Picasso onde podemos encontrar os mesmos elementos, mas que nada têm que ver um com o outro. Efetivamente, o Picasso olhou para o lado e poderá até ter ganho alguma confiança, ou segurança, mas não copiou. Inspirou-se no trabalho de outro grande artista e interpretou-o à sua maneira.

 

A inspiração é uma coisa boa. Inspirar alguém no seu trabalho é um dos maiores reconhecimentos que se pode ter. Inspiração é uma coisa, outra coisa é outra coisa!   

 

Vélazquez 

Picasso

 

 

 

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