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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

E nós, o que podemos fazer?

A exposição do Tadashi Kawamata no MAAT estava na minha lista. Fiz mal as contas e essa já ficou por completar… Queria saber como me sentia “submersa” num mar de plástico. Os resíduos usados na exposição foram recolhidos na nossa costa e isso pode ter ainda mais impacto. Não é uma ilha do outro lado do mundo, num outro continente, é já aqui, mesmo ao nosso lado.

 

É interessante que comecei a despertar para esta situação dos plásticos através de uns podcasts australianos. Talvez o facto dessas tais ilhas de plástico estarem mais próximas os tenha feito acordar primeiro. Lembro-me de ter feito caminhadas na praia e ir apanhando o lixo que encontrava e de ver os “mirones” a olharem-me de lado de cada vez que me baixava para apanhar qualquer coisa (o mais estranho foram uns calções de banho – o que o mar leva, o mar trás). Também me lembro de ter comprado a National Geographic sobre o tema e de ter ouvido o meu pai dizer que estava “obcecada” com o assunto. Não estava, só queria ter noção! E o que é certo é que este assunto chegou à Europa.

 

Ontem cruzei-me o vídeo de duas nadadoras de natação sincronizada que fizeram o seu esquema/rotina (não sei se é assim que se chama…) numa piscina cheia de plásticos. Elas conseguiram, efetivamente, ter uma experiência muito mais aproximada da realidade. Um nível muito acima do que eu esperava ter na exposição do MAAT. A sua performance estava integrada num evento para jovens cientistas e tinha como objetivo aumentar a consciência dos mais novos quanto ao impacto da poluição dos oceanos, sobretudo a provocada pelo plástico. Acho que conseguiram. Aos mais novos e aos mais velhos.

 

 

Também ontem li um artigo da minha revista favorita, a Flow, no qual davam ideias do que podemos fazer para nos mantermos otimistas, mesmo em dias cinzentos, ou mesmo quando as coisas parecem estar a entrar numa espiral decrescente. São ideias simples, que nos podem deixar melhor e que estão alinhadas com aquela ideia de que “juntos somos mais fortes” ou "muitas pequenas ações dão grandes resultados". Ficam aqui de forma resumida: procurar o lado bom nas coisas menos boas (tive alguma dificuldade... mas o vídeo das nadadoras é uma coisa boa!), procurar informação sobre o tema que nos preocupa, ver o que podemos fazer junto da nossa comunidade, identificar o que podemos fazer para fazer a diferença (pequenos gestos individuais), falar de forma positiva sobre os temas em vez de “espalhar veneno”, apreciar as pequenas coisas, como sempre.

 

Se juntarmos tudo (e sobretudo se nos juntarmos todos) vai ser possível mudar mentalidades e ajudar cada um de nós a deixar o mundo melhor do que o encontrámos. Vamos a isso?

 

Neste post fiz um apanhado dos posts onde falei sobre o plástico, fica o link: O plástico provoca-lhe azia (vão ver que há um link com o mesmo título - o post não é repetido, só o título).

 

 

 

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