Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Tudo o que eu não tenho feito

via

Há tanta coisa que eu não tenho feito nestes 60 dias... aquilo que a maioria das pessoas fez nas primeiras semanas desde que fomos "convidados" a vir para casa... passado 60 dias eu ainda não fiz! De algumas tenho pena, de outras... 

Conversava ontem com uma amiga sobre isso mesmo, sobre tudo o que vimos pessoas fazer neste período de tempo enquanto que nós... fomos fazendo. Mas isso não é necessariamente mau.

Muitas vezes o melhor mesmo é parar, aceitar e aproveitar. Quando conseguimos avançar com os nossos projetos, sejam eles quais forem, avançamos, quando precisamos de ir vivendo, vamos. 

Foi um pouco isso que senti no início: horas e mais horas de atividades e conteúdos imperdíveis, diretos cheios de informações interessantes, receitas para fazer, "jantares" virtuais, treinos online, etc. Houve um dias em que pela primeira vez acho que soube verdadeimente o que significa o tal "FOMO" - Fear Of Missing Out. Parecia que tudo me estava a escapar entre os dedos e eu fechada em casa. Como era possível?!

Até que decidi parar, respirar e não pirar. Pensei naquilo que eu gosto e não gosto de fazer, naquilo que me faz sentir tranquila, alegre e preenchida. Dessas coisas, quais eram as que eu podia, conseguia e queria fazer em casa? Foi isso que me fez acalmar e tomar decisões. 

Tenho amigas que se juntam e praticam exercício em conjunto. Eu apoio-as, mas nunca participei... e elas nunca desistiram de me incentivar. Mas, sempre senti que não era uma coisa que me fosse animar e divertir. Seria mais uma obrigação, mais uma coisa que eu "tinha" que fazer em vez de "querer" fazer.

A minha irmã também me incentivou a fazer pão. Ela, que faz uns pães super bonitos e com um ar muito apetitoso, enviou receitas, truques e dicas. Eu, aprendi que o pão que compro na padaria do bairro, daquelas padarias à antiga, dura para uma semana de pequenos almoços. 

A minha casa continua igual a ela própria. Uns dias melhores que outros. Mas no bom caminho. E, apesar de tudo, gosto de olhar para ela e dizer "ainda tenho tanto para fazer" para logo de seguida pensar "Estás no bom caminho! Estás mesmo no caminho certo!".

Não li todos os livros que queria ler, nem testei todas as receitas que queria testar. Depois de iniciar as corridas tive de parar. Agora que vamos poder retomar, penso voltar. Nalguns dos "passeios higiénicos" que fiz tirei fotografias, aproveitei para olhar para as coisas com outros olhos e decidi que quero imprimir esses registos. 

Durante estes 60 dias houve tanta coisa que eu não fiz! Mas houve tantas outras em que avancei! E no final do dia... não é isso mesmo que importa?

 

 

9:12 Estação de Metro do Saldanha

Quem anda de transportes públicos recorrentemente sabe que a probabilidade de se cruzar com as mesmas pessoas, às mesmas horas, nas mesmas paragens, estações ou carruagens, é muito elevada.

Quem anda de transportes públicos recorrentemente também sabe que há dias em que mal nos conseguimos mexer, mal conseguimos tirar a mão do bolso e muito menos segurar um livro que nos faz viajar até outros destinos.

O ritmo dos dias, para quem anda ou não de transportes, faz com que as nossas viagens sejam sempre apressadas, com que raramente aproveitemos o tempo e o espaço que esses minutos nos proporcionam. Andamos apressados, fazemos sprints de um lado para o outro e rebentamos “a bolha” constantemente.

É nessa bolha que eu, que ando de transportes públicos recorrentemente, me cruzo com uma mesma pessoa, mais ou menos à mesma hora, sempre na mesma estação de metro, sempre no mesmo lugar.

É uma rapariga jovem, cabelo comprido, encaracolado, normalmente sentada “à chinesa”, livro nas mãos, sorriso na cara e sem tempo. Não a vejo com pressa de chegar a nenhum lado. Não a vejo com ar cansado de quem vai começar mais um dia. Não a vejo preocupada com absolutamente nada. Está ali a aproveitar a sua bolha e a fazer-me pensar que nunca devo deixar que rebentem a minha!

Um dia destes pensei em parar para lhe agradecer. Mas isso ia fazer com que fosse eu a quebrar aquele momento, e não o fiz. Por isso, aqui fica o meu agradecimento! Quem sabe ela não tem por hábito ler blogs e um dia este post lhe chega “às mãos”.

 

Curiosamente screvi este post ao som de uma música que tem nome de livro. Haverá coincidências?

 

 

Não nasci para ser infeliz!

via

«Quando se acredita que a vida não pode ser resumida às simples acções mecânicas do dia a dia e sabemos que tudo é possível enquanto não tivermos prova do contrário. Quando sorrimos para vida independentemente da natureza dos acontecimentos, quando sabemos que a escuridão não existe sem luz e que esta última está sempre disponível para nós, se quisermos vê-la. Quando entendemos que a vida transforma-se quando aceitamos mudar a nossa forma de pensar, independentemente da idade, da situação social ou geográfica, independentemente do que temos ou somos. Então, tudo pode acontecer. Se muitos estão sempre à espera do pior, eu procuro o que me faz feliz. E se falhar, é para encontrar uma nova forma, mas pertinente e mais assertiva, de construir o meu caminho.»

Jean-Pierre Oliveira no às nove no meu blog

 

No início do ano, e referindo-me à passagem de ano, escrevi: "No dia 1, quando acordei, estava praticamente tudo na mesma. Mudou o último algarismo da data e, de alguma forma, mudei eu. Acordei bem-disposta, de bem com a vida e pronta para o que este ano reserva para mim! Se realmente as coisas que fazemos na passagem de ano tiverem influência no decorrer do ano acho que daqui a 358 dias (mais coisa menos coisa) estarei aqui a dizer “que ano BOM que eu tive!!!”. Na verdade, o que realmente pode mudar somos nós, o resto vem por arrasto!".

Ontem vi um exercício que sugeria que analisássemos os aspetos marcantes da nossa última década. Comecei essa análise e ainda estou a refletir sobre o tema, mas decidi fazer outro, que também fiz no ano passado. No ano passado essa análise terminava com um desejo: "É isto que eu quero para 2019, mesmo que sob outras formas, outros desafios e outras descobertas. Quero viajar, divertir-me, aprender, sair da minha zona de conforto, relacionar-me, continuar a usar baton vermelho, fazer algo pelos outros, mas também fazer coisas por mim. Ainda não foi desta que fiz a playlist da TSF mas… lá chegaremos!".

A playlist da TSF continua em lista de espera mas... relativamente a 2019 já tenho uma página cheia de coisas boas que aconteceram este ano! Hoje quando li no blog da Sofia o texto que deixei no início do post pensei "é mesmo isto!". A vida prega-nos muitas vezes grandes partidas. Muitos pontapés nas canelas, muitas rasteiras. Mas por outro lado também nos dá oportunidades. A cada queda que damos, ou a cada dor que sentimos, corresponde uma oportunidade. Nesses momentos podemos escolher o caminho que preferimos seguir. E normalmente isso passa por decidir ser feliz ou infeliz. Na grande maioria dos casos, a minha opção é sempre a primeira! Não nasci para ser infeliz!

 

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D