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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

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“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Recortes da Blogosfera

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Agora que o Outono está instalado aqui estão 15 formas de atacar a depressão dos dias mais pequenos. Quem tem outras sugestões?

 

Anita foi passar uns dias a Paris mas antes deixou umas dicas de como fazer uma mala de viagem de curta duração bem minimalista no Outono/Inverno.

 

E agora um assunto mais sério. Admito que li porque gostei do título, vou até guardá-lo como citação. Depois descobri um texto que fala de um assunto sério mas de uma forma muito bonita. Não vivo com uma espada sobre a cabeça. Na minha cabeça só cabem flores. Obrigada Marine!

 

 

Um dia no SPA

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Quem não gosta de um dia inteiro de cuidados pessoais, com direito a arranjar as unhas, o cabelo, fazer uma massagem, pôr as leituras em dia, relaxar numa piscina com circuito termal...? Eu gosto! E muito! Mas como nem sempre é possível ter um dia destes... temos que fazer o melhor que podemos com tudo o que temos.

 

Há uns anos tinha definido na minha semana que o Domingo era o meu SPA Day. Ao final do dia punha uma música boa, calma e relaxante, e tratava de todos os mimos. Tinha até um creme de corpo da Rituals, que só usava naquela altura, para dar uma sensação de "momento exclusivo e luxuoso".

 

Era uma forma de parar um pouco, relaxar e preparar-me para a semana que aí vinha. Deixei essa prática há algum tempo mas pretendo recomeçar. Às vezes não durava mais de meia hora mas valia quase por um dia inteiro. 

 

Há quem diga que não tem tempo para estas coisas. Eu acho que toda a gente tem. Basta dedicarmo-nos aos nossos cuidados diários com um bocadinho de carinho e atenção, em vez dos habituais movimentos mecânicos. Fazer essas coisas com intenção e dedicação - talvez possa até ser um exercício de mindfulness. E adaptando um anúncio já com algum tempo, se eu não cuidar de mim, quem cuidará? 

 

O meu SPA Day recomeça hoje!

 

 

P.S.: Pensavam que ia aqui descrever um dia passado num sítio maravilhoso não era? Infelizmente não foi desta... prometo que no dia em que isso acontecer, venho aqui contar!  

 

 

O roupeiro e a mala de viagem

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Li há dias um artigo que sugeria que pensassemos no nosso roupeiro como se fosse uma mala de viagem. As malas de viagem têm um conjunto de associações: 

 

  • quer seja em trabalho, quer seja em lazer, são sempre uma conjugação do verbo ir;
  • a sua capacidade é sempre limitada, maior ou mais pequena, mas sempre limitada;
  • normalmente vão cumprir um objetivo e por isso o seu conteúdo tem também objetivos definidos;
  • quando viajamos queremos sempre fazê-lo em BOM, mas confortável;
  • e sem dúvida alguma, quando viajamos escolhemos sempre para levar na mala o que gostamos mais, nos fica melhor e nos faz sentir na nossa melhor versão.

 

É também por isso que não é preciso ter um roupeiro a abarrotar de peças. Quando chegam os momentos chave recorremos quase sempre às mesmas coisas. Aquelas que sabemos que são escolhas acertadas. E por isso, mais vale ter pouco e bom do que muito mas sem utilidade.

 

Nas minhas escolhas sou um bocadinho "básica". Não básica no sentido de insonsa mas no sentido clássico da palavra. Acredito que as chamadas peças básicas, quando de boa qualidade, bem tratadas e sobretudo bem conjugadas, ficam sempre bem. Mas ao longo do tempo também fui percebendo que devemos tentar sair um bocadinho da nossa zona de conforto e arriscar outras coisas, outros estilos. Quando o fazemos de forma conscienciosa descobrimos imensas coisas, até sobre nós próprios. Quem diria há uns anos que euzinha seria pessoa de usar baton vermelho*, por exemplo? Ninguém. Acreditem!

 

E como sou do verbo ir, continuo a fazer as minhas escolhas de roupa de acordo com o príncipio de que um dia elas irão para dentro de uma mala. E nesse dia só lá entram as melhores companhias de viagem!

 

 

*não é uma peça de roupa mas é um exemplo tão bom como calças largas e floridas. Arrisquei e gostei!

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