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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Setembro é como Janeiro, podemos sempre começar de novo

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Nessa série de culto que é o Sexo e a Cidade há momentos em que a protagonista, Carrie, vai para um hotel para escrever. Diz que se consegue concentrar melhor. Ontem ouvi um podcast sobre "retiros produtivos" que fala de algo semelhante: 3 dias dedicados a organizar a nossa vida. Registar todas as ideias, olhar para o calendário, planear e pôr em prática.

 

O ano passado falei aqui de uma coisa que tinha feito para conseguir "arrumar as ideias" e passar à ação. Normalmente nas férias tenho "resmas" de ideias novas e boas intenções. Não foi propriamente o caso este ano, mas as ideias continuam a andar por aqui, soltas. 

 

Basicamente, talvez seja por se estar a chegar o mês de Setembro (que para mim é como se fosse Ano Novo outra vez) que está a dar-me novamente o bichinho de parar para pôr tudo no papel, fazer pequenas coisas que já estão na lista de coisas a fazer, etc. Basicamente parar, pensar, planear e pôr em prática.

 

Infelizmente, ou não, ir para um hotel como sugere o convidado do podcast, ou a própria Carrie, não é possível. A alternativa mais desafiante é ficar em casa, onde há sempre distrações. A outra opção é ir para casa de um amigo que esteja a trabalhar. Já testei as duas opções e embora ambas tenham surtido efeito, a que mais impacto teve foi ir passar uma semana em casa de uma amiga. Melhor ainda porque a casa dessa amiga fica junto da praia. Acordava sem despertador, tomava o pequeno almoço e "trabalhava" um bocadinho. Depois saía e ia dar uma volta até à praia. Voltava para casa, almoçava e voltava ao registo de "trabalho". Nesses dias consegui pensar em imensas coisas e passá-las ao papel. Com o benefício de que quando a minha amiga chegava podia partilhar o que tinha feito durante o meu dia de "trabalho".

 

Sou daquelas pessoas para quem o papel e a caneta são um básico. E em situações como esta não consigo funcionar sem estes dois elementos. Parece que as coisas não fluem da mesma maneira. Mindmaps, listas, desenhos, rabiscos de ideias, tudo no papel fica mais fácil. E Setembro tem todo aquele encanto do regresso às aulas. Como disse a Mariana Sabido um destes dias: 

 

Setembro é como Janeiro, podemos sempre começar de novo, e ter mil e um planos para a nossa vida. É como preparar mais uma vez a mochila para voltar à escola. 

 

 

Podcast: Beyond the to do list - Productivity Retreat: Ryan McRae on Taking a 3 Day Productivity Retreat 

 

Querido diário

 

22 de Agosto de 2018

 

O dia ontem correu bem.

 

Ao contrário do que esperava, consegui focar-me no que tinha para fazer e ataquei uma e outra frente. Cada uma na sua vez. Vou novamente mudar de sistema e esperar que, nos dias que faltam até acabar o mês de Agosto, consiga assimilá-lo. Ouvi no outro dia um podcast que falava de sistemas. Cada vez estou mais de acordo com a teoria de que a sistematização de tarefas, ações, rotinas são um dos grandes facilitadores do dia a dia.

 

No final do dia cheguei a casa e segui as recomendações médicas. Pôr as pernas ao alto durante 10 minutos. Sabe bem mas tem um problema… adormeci. Quando me dei conta já tinham passado uns 30 minutos em vez de 10. Paciência. Também me soube bem.

 

Uma das coisas boas destes dias é não andar stressada com tudo o que tenho que fazer. “Small steps” foram as últimas palavras que disse ontem antes de me deitar. Continuo com uma lista comprida de coisas que quero fazer, ideias a pôr em prática, hábitos a adquirir, livros para ler, podcasts para ouvir, missões e desafios. Tudo junto e ficava como uma das frases de uma estação de metro que diz algo do género “estive a ver todos os livros que quero ler e não tenho dias de vida suficientes”. Não é assim, mas é esta a ideia. Aliás, ideias são muitas vezes o meu problema… muitas ideias que se transformam em coisas que quero fazer. Por isso a ideia de não me stressar com elas é a melhor coisa! Caso contrário correria o risco de me sentir mal e frustrada, todo o santo dia.

 

Ou então não aproveitava a vida. Não via o filme favorito da minha amiga, não lia o livro delicioso e elegante que me lembra dias bons com uma outra amiga, não me dedicava a missões como não comer carne nem peixe durante uma semana, não ia a pé de um ponto ao outro, só porque sim, apanhava o autocarro do costume e fazia o caminho do costume.

 

Ontem ainda ouvi um podcast sobre registos de gratidão. Diziam que devemos identificar as coisas pelas quais estamos gratos, eu gosto de registar coisas boas, mas que devíamos ir mais além. Identificar coisas pelas quais estamos gratos é bom mas devemos dizer o porquê e… quando envolva outras pessoas, ou quando outras pessoas contribuem para isso, dizer-lhes. Achei isso o máximo. Difícil, mas o máximo. Abrir o coração é difícil…

 

Hoje vi de relance um post antigo num blog com uma ideia também gira. Quero ler com mais atenção para a perceber bem. Mas dessa leitura ficou esta ideia de registar os dias num diário. Mais uma ideia. Mais uma coisa que quero fazer. Mais um crédito de dias que tenho que pedir à vida. Eu bem digo que quero chegar aos 102 mas se calhar vou precisar de mais tempo.

 

 

Nem carne, nem peixe

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Na minha lista das 40 coisas há um ponto que diz "passar uma semana sem comer carne nem peixe". Essa semana chegou. 

 

Há uns anos defini na lista que iria passar duas semanas sem beber meias de leite. Desde essa data se bebi 3 acho que foram muitas. Sentia que não me faziam bem e durante as férias preparei-me para perder esse hábito. Desta vez é a carne e o peixe. Mas não tenciono deixar de os comer de vez. Quero fazer a experiência apenas como experiência. Que pratos vou comer, como vou escolher se tiver que fazer alguma refeição fora, que ingredientes vou selecionar para ter uma alimentação variada? Tudo perguntas que nos devem pôr a pensar e fazer-nos sair da zona de conforto. 

 

Há alimentos que não gosto, outros que sei que não são os melhores para mim. Estes estão automaticamente excluídos do cardápio. Depois há outros que embora deva reduzir e evitar, ainda só estou na fase de evitar. Sobretudo quando durante uma semana vou excluir a carne e o peixe. A ajudar a esta festa também quero reduzir os alimentos processados e os enlatados da minha alimentação normal. 

 

São muitas coisas, já sei. Também sei que a probabilidade de estar a cometer erros nutricionais é grande, ou seja, estar a privar-me de proteínas, ingerir mais de um tipo de vegetal que outro, etc. Mas uma semana também não faz mal a ninguém! E eu quero fazer esta experiência. 

 

Como disse, não quero mudar radicalmente a minha alimentação. Até porque eu gosto de carne. Também gosto de peixe mas nessa área sou mais esquisitinha. Contudo, não querendo fazer mudanças radicais, admito voltar a fazer 1 ou mais dias por semana sem carne nem peixe.

 

Para já vamos ver como corre esta semana! 

 

 

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