Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Música com poderes

Hoje estava a ouvir a Playlist do Tiago Rodrigues na TSF e voltei a ouvir aquele momento em que ele diz "é como se eu fosse música e nesse dia estivesse a tocar muito baixinho". Nunca me canso da beleza dessa frase. Mas não era dela que eu ia falar, era da música, ou do cantor, sobre o qual ele a diz - o Eddie Vedder dos Pearl Jam. E quando o ouvi falar nele lembrei-me de uma música dos Pearl Jam que gosto muito, acho que é mesmo a minha favorita.

 

A música é daquelas coisas que têm o poder de nos deixar igualmente tristes ou alegres dependendo da altura em que a ouvimos. O Black dos Pearl Jam faz parte de uma altura muito boa da minha vida. Sempre que a oiço lembro-me da sala da casa de uns amigos em Aveiro onde passei tantas noites e onde a ouvi pela primeira vez. Mas nem sempre foi assim. Alturas houve em que ouvia essa música quando estava bem no fundinho de um dia triste, deitada na cama de uma das minhas amigas, no quarto onde estava a aparelhagem. E pior, punha a música em repeat para sofrer um bocadinho mais. Era jovem... fazia parte! (embora haja dias em que ainda me apetece fazer isso :)) 

 

Houve mais músicas nessa categoria: as músicas da fossa! Mas hoje quando as oiço elas têm outros poderes. Quer dizer, continuam a ser músicas da fossa às quais posso recorrer em caso de emergência, mas agora uso-as de outra forma! Uso-as quando quero ganhar energia, quando me quero recordar das coisas boas que elas representam, quando preciso de ânimo para dar mais uns passos (em tempos, para correr mais uns metros), quando quero ouvir música bem alto, quando quero assobiar alegremente... acho que já perceberam. Basicamente dão-me energia! Era até por algumas delas que queria ir este ano ao Rock in Rio e ao NOS Alive. 

 

 

 

 

 

 

Por falar em piquenique

No próximo fim de semana vou riscar mais um item da minha lista: organizar um piquenique. Na realidade, quase parece um casamento, o que torna as coisas ligeiramente mais "desafiantes". 

 

Para organizar um piquenique precisamos de ter em conta alguns aspetos. Escolher a data, um local e depois ver o que vamos levar. Há coisas que aparecem sempre. Mas também há aquilo que falha sempre. É nessas coisas que me tenho focado... o pior é que não me lembro de muitas... Sacos do lixo, balde e gelo para colocar bebidas, guardanapos, um marcador para identificar as caixas que trazem as comidas (sobra sempre uma ou outra). As mantas também já estão na lista. Com tanta gente suponho que vai ser mesmo um piquenique à antiga! 

 

Há uns anos bons, recebi um desafio de uma pessoa que eu não conhecia mas que fazia parte de um grupo do qual eu pertencia. Ela desafiou-nos para um Piquenique nas Estrelas. E foi super giro! A ideia dela foi tirar-nos do ram-ram do dia-a-dia e levar-nos ao Jardim da Estrela no final da tarde. Cada um levava qualquer coisa para partilhar e boa disposição. Eu passei pelo supermercado perto do trabalho e levei pão e vinho. Vinho, curiosamente, é coisa que nunca falha num piquenique... Quando cheguei ao Jardim foi quase como se nos conhecessemos todos há imenso tempo. Só que não. E ali passámos um final de tarde bastante animado. 

 

Para o meu piquenique ainda não sei o que cada um vai levar... só sei de uma pessoa... mas na realidade nem estou muito preocupada. Tudo se resolverá desde que todos levem a boa disposição. 

 

O meu objetivo está cumprido: juntar todos para fazermos um piquenique! 

 

 

Pág. 1/5