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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

5 Sentidos no mês de Outubro

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Lembrei-me de resumir o mês de Outubro através dos 5 sentidos. O que vi e me cativou, sons que ouvi, algo em que toquei e cuja textura ficou registada, os cheiros que marcaram o mês e os sabores que o meu paladar provou. Uma espécie de memória sensorial.

 

Depois de me meter nisto é que percebi como nem sempre registamos esse tipo de memórias, e só mais tarde, quando novamente em contacto com experiência semelhante, viajamos rapidamente no tempo e no espaço e estamos em determinado lugar, a determinada hora, a viver determinada situação.

 

Vou tentar estar mais atenta no mês de Novembro. Se conseguir repetir este exercício volto a deixar aqui o registo. Então cá vai:

 

Visão

Bem, este mês começou uma série nova… também conta! Comecei a acompanhar The Good Doctor. Também vi estrelas quando vi o meu post destacadíssimo pela equipa dos blogs da Sapo. Muito obrigada! Não sabem como o meu dia foi tão mais feliz!

 

Audição

Nouvelle Vague na Aula Magna, uma das coisas que decidi na reflexão do mês de Setembro foi ir a mais concertos. Também aproveitei os dias do Aderente da FNAC e comprei um CD de Billie Holiday. Queria ouvi-la melhor e nos últimos dias tem sido uma companhia.

 

Tacto

Este é o mais difícil… acho que vou selecionar a barriga dos meus gatos. Adoram festas na barriga e têm um pelo tão fofinho… nos dias em que estive doente andaram de volta de mim como que a dar mimos.

 

Olfato

Cheiro a broas quentinhas acabadas de sair do forno. Sobre isto, sugiro que leiam o post “Bolinho, bolinho para o seu santinho”. Lá também explico porque é que não sou fã do Dia das Bruxas.

 

Paladar

Para além das broas de que falei acima, a minha última descoberta: o Tagliatelle Carbonara da ZeroZero. Que maravilha! A Carbonara da Ursa é boa mas esta… agora, o mais engraçado é que a descobri numa daquelas coincidências. No dia em que deixei aqui a receita acabei por ter um jantar inesperado e onde acabei por fazer esta descoberta. Afinal, há ou não há coincidências?

 

 

“Como é que Buda ensinaria Introdução à Economia?”

Descobri o 10% Happier há muito pouco tempo. Primeiro ouvi o episódio com o Dalai Lama. Achei piada e fui ouvir outro. Não associamos muito o Buda à Economia mas, como tudo na vida, muitas vezes é tudo uma questão de perspetiva. Clair Brown diz que a Economia Budista se baseia em dois princípios: a natureza humana e o que é a felicidade. No Budismo, pelo que percebi, acredita-se que a natureza humana é ser bom e altruísta e que a felicidade dos outros é também a tua felicidade. E é daqui que vem a grande mudança. Foi a partir daqui que desenvolveu a sua teoria.

 

No podcast fala sobre o desapego aos bens materiais, sobre sustentabilidade, sobre qual o impacto das nossas compras e hábitos, sobre comer carne e andar de avião, sobre o uso da eletricidade ou de uma manta quentinha, sobre qual o nosso contributo para a sociedade em que vivemos.

 

Diz ainda que precisamos de apreciar a vida e que, basicamente, nascemos para ser felizes. E daí a “definição” do que é ser economista budista: focarmo-nos no que é importante para nós e encontrar espaço na nossa vida para isso.

 

E tudo isto parece muito filosófico e sério, mas a conversa entre os dois (Clair Brown e Dan Harris, o entrevistador) é tão fluída que a determinada altura até parece que podia ser uma conversa entre dois amigos, em que um tenta convencer o outro de uma teoria que desenvolveu recentemente. Uma daquelas teorias fora da caixa.

 

Podcast: 10% happier – #70 Clair Brown, Economist, Author of "Buddist Economics"

Duração: 41 minutos

(não consegui o link direto para o episódio... eu oiço num leitor de podcasts...)

Um dia no SPA

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Quem não gosta de um dia inteiro de cuidados pessoais, com direito a arranjar as unhas, o cabelo, fazer uma massagem, pôr as leituras em dia, relaxar numa piscina com circuito termal...? Eu gosto! E muito! Mas como nem sempre é possível ter um dia destes... temos que fazer o melhor que podemos com tudo o que temos.

 

Há uns anos tinha definido na minha semana que o Domingo era o meu SPA Day. Ao final do dia punha uma música boa, calma e relaxante, e tratava de todos os mimos. Tinha até um creme de corpo da Rituals, que só usava naquela altura, para dar uma sensação de "momento exclusivo e luxuoso".

 

Era uma forma de parar um pouco, relaxar e preparar-me para a semana que aí vinha. Deixei essa prática há algum tempo mas pretendo recomeçar. Às vezes não durava mais de meia hora mas valia quase por um dia inteiro. 

 

Há quem diga que não tem tempo para estas coisas. Eu acho que toda a gente tem. Basta dedicarmo-nos aos nossos cuidados diários com um bocadinho de carinho e atenção, em vez dos habituais movimentos mecânicos. Fazer essas coisas com intenção e dedicação - talvez possa até ser um exercício de mindfulness. E adaptando um anúncio já com algum tempo, se eu não cuidar de mim, quem cuidará? 

 

O meu SPA Day recomeça hoje!

 

 

P.S.: Pensavam que ia aqui descrever um dia passado num sítio maravilhoso não era? Infelizmente não foi desta... prometo que no dia em que isso acontecer, venho aqui contar!  

 

 

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