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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

A de ASSOBIAR

 

A minha Avó Rosário dizia que não devíamos assobiar. As meninas. Era feio. O meu Avô Luís assobiava. E eu aprendi com ele. Até acho que já aqui falei nisso. Pois bem, o meu Avô Luís assobiava e eu aprendi com ele. E gosto tanto! E esta música puxa sempre pelo meu assobio. É uma música das que eu chamo “música bem disposta”. Para além do som, a letra é efetivamente bem disposta. É como que uma lição de vida!

 

Numa altura em que se fala, se pensa e se escreve sobre reflexões, resoluções e mudanças para o Ano Novo, deixo aqui na letra A o verbo Assobiar. Assobiar ao som de uma música bem disposta e que nos pode deixar de bem com a vida. Basta ouvir a letra com atenção e perceber como é verdade. Há dias em que não somos/estamos felizes, há dias de chuva, cinzentos e dias em que só apetece chorar. Nesses dias temos que fazer um esforço para pensar que a chuva vai passar. Temos que acreditar que é preciso sim senhora apanhar aquela chuva toda para depois podermos sentir os raios de sol. E nesse dia vamos voltar a sorrir. Nesses dias recomenda-se ouvir esta música, num volume ligeiramente mais alto, e Assobiar ao som destas palavras:

 

Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz
Sentirá o ar sem se mexer
Sem desejar como antes sempre quis
Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar

Lembrará os dias
que você deixou passar sem ver a luz
Se chorar, chorar é vão
porque os dias vão pra nunca mais

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar em que o sol brilha pra você
Chorar, sorrir também e depois dançar
Na chuva quando a chuva vem

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar em que o sol brilha pra você
Chorar, sorrir também e dançar
Dançar na chuva quando a chuva vem

Tem vez que as coisas pesam mais
Do que a gente acha que pode aguentar
Nessa hora fique firme
Pois tudo isso logo vai passar

Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar em que o sol brilha pra você
Chorar, sorrir também e depois dançar
Na chuva quando a chuva vem

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar em que o sol brilha pra você
Chorar, sorrir também e dançar
Dançar na chuva quando a chuva vem

Dançar na chuva quando a chuva vem
Dançar na chuva quando a chuva
Dançar na chuva quando a chuva vem

JANTAR DE REIS DOS AMIGOS

via

Quando há muitos anos atrás vivia numa outra cidade, uns dias antes do Natal, e antes de todos irmos para junto das nossas famílias, celebrávamos o Jantar de Natal dos Amigos. Era a nossa ceia de Natal antecipada para partilhar com aqueles que de alguma forma eram a nossa família. Convidávamos poucas pessoas, só os que realmente faziam diferença nas nossas vidas. Desde há uns anos para cá, já a viver em Lisboa, revisitei essa ideia e comecei a ter o Jantar de Reis dos Amigos.  

 

No final do ano passado, no final de um jantar com o grupo que normalmente participa nessa celebração, uma amiga comentou que o próximo encontro seria no tradicional Jantar de Reis dos Amigos, na minha casa. Assim foi. Foi ontem! 

 

Ontem estivemos novamente à mesa, ou a brincar às mercearias - coisas que as crianças nos trazem de volta. Partilhámos alegrias e preocupações. Num desses momentos a pessoa que partilhou uma preocupação pediu desculpa por estar a "estragar" o jantar. Não estragou, só demonstrou que eramos as pessoas certas para estar a jantar ontem. Os amigos são para isto mesmo, partilhar alegrias e preocupações, ajudar a dar a sopa e brincar às mercearias, dividir as tarefas de um banquete e os fardos de um caminho. Um banquete simples e ao mesmo tempo tão rico, digno de (só alguns) Reis.