Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Não esquecer: olhar sempre para trás!

via

 

Esta imagem tem muito pouco a ver como que vou contar de seguida. Mas representa coisas bonitas que não quereria deixar para trás. Por isso é adequada.

 

Tenho por hábito olhar para trás sempre que saio do metro, do autocarro, de um táxi, de um café ou restaurante, de um sítio público em geral. E porquê? Porque esse pequeno hábito faz com que eu não perca coisas. Não me esqueço da marmita no autocarro, não perco o passe se ele me tiver caído do bolso, não deixo um livro na mesa do café, ou os óculos de sol, etc. É um hábito.

 

O que acontece é que, mesmo com hábitos que estão mais do que enraizados, quando andamos com a cabeça noutro sítio, ou a alta velocidade, esses gestos mecânicos podem acontecer, ou não. E o não, foi o que me aconteceu a mim...

 

No dia depois de fazer anos apanhei um comboio para casa. Cheguei à estação e estava à espera que me fossem buscar. Como estava a chover abriguei-me dentro da estação e junto da bilheteira. Mala, saco, carteira, telefone. Metade no chão, carteira na prateleira da bilheteira. Chegou a minha boleia, fui para casa. Mal chego a casa pergunto "viste a minha carteira?" E quando digo carteira, é a mala. Aquele objeto onde colocamos tudo e mais um par de botas. Incluindo a carteira onde temos o dinheiro e todos os documentos, a agenda, as canetas, o mini estojo de make up, o tefefone, tudinho! 

 

Nada em casa, nada no carro. 

Lá vamos nós a caminho da estação novamente. 

E nesses longos minutos começamos a pensar em tudo e mais alguma coisa que temos dentro dessa carteira... e o nervoso miudinho começa a passar à frente do nosso optimismo. Começamos a ver aquele baton que nos ofereceram e que apenas usámos uma vez, as nossas canetas favoritas e os documentos... a trabalheira dos documentos!!!! 

 

E como se isso ainda não fosse suficiente... lembramo-nos de uma parte d' O livro  do Likke, mais um sobre felicidade, de uma experiência que fizeram em que deixaram 12 carteiras perdidas em várias cidades europeias. As carteiras tinham identificação do dono com contactos nome, etc. A ideia era ver quantas eram devolvidas ao dono. E sabem quantas foram devolvidas em Lisboa!? Uma! Umazinha! E eu que tinha deixado a minha carteira/mala em cima de uma prateleira numa estação de comboios!!!

 

"Vai estar lá! Vai estar lá! Vai estar lá!"

E estava! Quando cheguei à bilheteira o senhor olha para mim, ri-se e pergunta "de onde é que eu a conheço?". Percebi logo que estava a salvo! E que a minha tinha sido aquela do livro, aquela que foi entregue ao dono! Claro que depois a senhora que me entregou a dita cuja me perguntou como é que eu tinha deixado a minha "vida" para trás. É o que acontece quando temos a cabeça no ar... e não olhamos para trás para ver o que lá ficou!

 

Planos para esta semana

via

 

O blog tem sido reflexo do que se anda a passar por estes lados. Muita coisa ao mesmo tempo e um ligeiro bloqueio. Sabem quando temos tanta coisa para fazer e não sabemos por onde pegar?! É isso. E depois esqueço-me de todas as dicas, todos os livros, todos os podcasts que falam de tudo o que esteja relacionado com gestão de tempo, self care, organização. Tudinho. Ou melhor, eu não me esqueço, mas como parece que tudo é urgente e preocupante... fica difícil definir prioridades.

 

Para esta semana tenho tudo e mais um par de botas para fazer: 

 

  • organizar a ementa semanal, ir ao supermercado, preparar as coisas e ter o frigorífico como aliado
  • ir à piscina - decidi que como não consigo estar em todas e por isso vou passar a ir apenas uma vez por semana
  • estudar espanhol... fazer os trabalhos de casa, ler e ouvir 
  • escolher 3 coisas da enorme lista de tarefas que preciso fazer e dedicar-me a elas
  • escrever no blog 2 vezes esta semana (quando der... escrevo mais)
  • regar as flores que não têm a culpa! E apanhar algumas para colocar numa jarrinha em casa

 

E ficamos por aqui.

Ouvi no outro dia um podcast onde uma das intervenientes dizia "eu não tenho que ser perfeita, eu tenho que ser suficientemente perfeita!". E tem razão. Querer fazer tudo e mais alguma coisa leva-nos muitas vezes a este "tenho tanta coisa para fazer que não consigo fazer nada" e depois disso à sensação de incapacidade que ainda é mais difícil de digerir. 

 

O tempo também não tem ajudado... mas parece que esta semana vai estar sol!!

 

 

O que fazer com o IRS e/ou outros subsídios

via

 

Chega a parecer irónico como eu tinha preparado este texto há umas semanas atrás e agora ele faz ainda mais sentido. O facto de sabermos que mais pessoas estão a ter um mês tão comprido como o nosso, ajuda. Realmente, nada como partilhar algumas coisas para elas ficarem mais leves. 

 

Ora vamos lá então falar sobre o que fazer com o reembolso do IRS, ou com os subsídios, ou até com os prémios (para quem os recebe). O que vos vou contar foi o sistema que encontrei para mim e que me tem ajudado a ultrapassar meses como este, ou situações financeiras inesperadas. Não tenho grandes poupanças, nem posso esticar-me muito mas... este sistema tem sido meu amigo!

 

Por questões de saúde tenho de fazer exames e análises várias vezes ao longo do ano. A primeira vez foi de tal maneira que achava que a senhora se tinha enganado. Mas não tinha. E como sabia que aquele momento se iria repetir várias vezes... tinha de fazer alguma coisa! Foi por causa dessa situação que defini uma estratégia para não ter mais surpresas desagradáveis como a desse dia. Nem ter de ficar ansiosa  naquele silêncio ensurdecedor enquanto o multibanco não começa a fazer o barulhinho que indica que o pagamento foi autorizado. 

 

Então, a partir desse episódio, sempre que recebo um valor além do valor mensal do ordenado divido-o por um conjunto de despesas que sei que vou ter: despesas de saúde, pagamento da piscina, uma formação que queira fazer. Também faço o mesmo para situações menos regulares mas para as quais convém estar preparada como um fim de semana fora ou até umas mini-férias. E também é possível fazer o mesmo para as despesas anuais fixas: IMIs, seguros, revisão do carro, etc. O que importa é que, distribuíndo o valor em causa por várias capelinhas, quando chega a altura de fazer esses pagamentos não tenho que ginasticar ainda mais no orçamento. 

 

Portanto, na prática funciona mais ou menos assim: defino as despesas excepcionais que vou ter, ou que prevejo ter durante o ano, do valor que recebo retiro um X para cada uma delas e ainda conto com uma parte (a mais pequena) para usar no que eu quiser. Chamemos-lhe um mimo. Esse dinheiro pode ficar todo numa poupança única no banco, em poupanças separadas quando isso é possível, em envelopes em casa ou até debaixo do colchão. Cada um pode usar o método que melhor lhe servir. 

 

Seguros, saúde, IMI, férias, formação, reparações, imprevistos, essas coisas, fica tudo mais salvaguardado desta forma. Para mim tem funcionado. E no limite, quando tudo começa a falhar como neste mês... pode ser que haja sempre mais uma moedinha algures!