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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

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“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

O roupeiro e a mala de viagem

via

 

Li há dias um artigo que sugeria que pensassemos no nosso roupeiro como se fosse uma mala de viagem. As malas de viagem têm um conjunto de associações: 

 

  • quer seja em trabalho, quer seja em lazer, são sempre uma conjugação do verbo ir;
  • a sua capacidade é sempre limitada, maior ou mais pequena, mas sempre limitada;
  • normalmente vão cumprir um objetivo e por isso o seu conteúdo tem também objetivos definidos;
  • quando viajamos queremos sempre fazê-lo em BOM, mas confortável;
  • e sem dúvida alguma, quando viajamos escolhemos sempre para levar na mala o que gostamos mais, nos fica melhor e nos faz sentir na nossa melhor versão.

 

É também por isso que não é preciso ter um roupeiro a abarrotar de peças. Quando chegam os momentos chave recorremos quase sempre às mesmas coisas. Aquelas que sabemos que são escolhas acertadas. E por isso, mais vale ter pouco e bom do que muito mas sem utilidade.

 

Nas minhas escolhas sou um bocadinho "básica". Não básica no sentido de insonsa mas no sentido clássico da palavra. Acredito que as chamadas peças básicas, quando de boa qualidade, bem tratadas e sobretudo bem conjugadas, ficam sempre bem. Mas ao longo do tempo também fui percebendo que devemos tentar sair um bocadinho da nossa zona de conforto e arriscar outras coisas, outros estilos. Quando o fazemos de forma conscienciosa descobrimos imensas coisas, até sobre nós próprios. Quem diria há uns anos que euzinha seria pessoa de usar baton vermelho*, por exemplo? Ninguém. Acreditem!

 

E como sou do verbo ir, continuo a fazer as minhas escolhas de roupa de acordo com o príncipio de que um dia elas irão para dentro de uma mala. E nesse dia só lá entram as melhores companhias de viagem!

 

 

*não é uma peça de roupa mas é um exemplo tão bom como calças largas e floridas. Arrisquei e gostei!