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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

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“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Cartas e postais nunca são demais

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Quem lê este blog há algum tempo sabe que tenho um fraquinho por cartas e postais. É assumidíssimo. É algo que vem já de há muito tempo… Lembro-me de quando era adolescente trocar cartas com uma amiga que vivia numa terra relativamente perto da minha mas que apenas via de mês a mês, durante os meses de Primavera e Verão. E intercalávamos os encontros presenciais com cartas onde falávamos sobre… esses encontros presenciais. Era quase como uma conversa telefónica, mas muito mais giro. E agora que penso nisso dessa forma… era mesmo engraçado. Depois mantínhamos a escrita durante o Outono e Inverno já com coisas do nosso dia-a-dia.

 

Talvez não haja muito mais que possa dizer sobre o assunto, sobre o porquê de gostar de receber cartas e de as enviar, é algo que tem de ser sentido. Por isso… vou dar mais umas dicas práticas. Pode ser que com estas dicas mais alguém pense em enviar um postalinho durante as férias, ou um postal de aniversário ao próximo amigo que faça anos, ou até aqueles amigos que vivem mais longe e de quem já se sentem saudades.

 

Podem dizer que isto é tudo muito old school e que mantêm o contacto através de todos os meios eletrónicos instantâneos possíveis e imaginários. É verdade. Mas não é, nem de perto, nem de longe, a mesma coisa. Há qualquer coisa mágica que acontece no momento em que se recebe uma carta ou postal na caixa do correio! Quem costuma ter essa sorte concorda comigo, certo?

 

Então cá vão as dicas:

 

  • Ter sempre algum material preparado: um ou outro postal que se vê, se gosta e se traz para casa, envelopes de tamanho regular, simples ou coloridos (atenção que os envelopes de algumas cores e fora do formato podem requerer selos de valores diferentes)

 

  • Comprar selos para ter em casa: eu gosto sempre de ter selos “selos” e de preferência bonitos. Compro 10 ou 20 de cada vez e assim tenho sempre em casa. Não preciso de enfrentar a fila na estação dos correios, nem de ir nos horários de funcionamento. Quando tenho a carta ou postal escrito, passo num marco do correio e pronto. Quando sei que o que envio pode ter um custo diferente, aí sim tenho de passar nos correios. Uma pequena informação adicional, o correio nacional, normalizado e até 20grs leva um selo de 0.50€. Também tenho alguns selos para fora do país mas menos, nestes casos prefiro passar pelos CTT.

 

  • Lista de moradas: este ponto é muito importante. Sem morada… não dá! Eu tenho as minhas numa “lista telefónica” fininha que vinha numa agenda. Escrevo-as a lápis para poder alterar caso as pessoas mudem de casa. Não é muito comum mas… acontece! Há quem tenha as moradas nas notas dos telemóveis, nos contactos, num ficheiro excel, etc… façam o que for mais fácil para cada um. No ínício pode ser um bocadinho mais chato ter que recolher as moradas, mas lá está... recorrendo à maravilha das tecnologias, pedimos as moradas aos amigos, e eles enviam.

 

Para aqueles que acham que isto é tudo muito lindo mas dá trabalho… Enviar e receber cartas ou postais é muito bom, assim como ter e manter amigos. Experimentem!