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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

A felicidade na caixa do correio

via

 

Há uns tempos comentei com uns amigos uma coisa que costumo fazer quando viajo, mesmo que seja indo para fora cá dentro. Por questões logísticas nem sempre consigo concretizar esta brincadeira mas sempre que possível ponho-a em prática.

 

Pois que há pessoas que compram um íman onde quer que vão para depois olharem para o frigorífico e se lembrarem, outros há – neste grupo eu também me enquadro – que compram uma caneta ou algo que possam usar e que os faça lembrar o local onde compraram, e há ainda aqueles como eu, porque sei que também não estou sozinha nisto, que enviam um postal a si próprios.

 

E vocês perguntam: que piada é que tem enviar um postal que já sabemos que vai chegar e vamos receber, que sabemos como é, que selo tem e o que diz?! Por acaso nem é bem assim… porque nós sabemos quando enviamos mas não sabemos quando chega o dito do postal. E a piada está muito para além disso. Quando enviamos um postal para nós podemos escrever nele, dizer onde estamos, o que estamos a fazer, a ver ou como nos sentimos. Podemos dizer se estamos a gostar, se gostaríamos de voltar, como são as pessoas, ou os edifícios, se faz calor ou frio. Quando esse postal chega à nossa caixa do correio é como se fossemos muito rapidamente para aquele lugar onde, muitas vezes, parece que estivemos há anos, e afinal foi só a semana passada. É quase como viver aquela experiência novamente. E depois há a memória. Aquela memória fica documentada. Temos uma imagem, um texto, um selo e um carimbo com uma data específica. Até porque podemos ir muitas vezes ao mesmo lugar mas uma vez nunca é igual à outra!

 

E lembrei-me disto hoje porque soube que, pelo menos, dois amiguinhos foram picados por este bichinho que é a felicidade de receber coisas giras pelo correio. Lembram-se de em Outubro ter falado sobre uma Sociedade Secreta dos Escritores de Cartas?! Soube agora que esses meus amiguinhos foram admitidos na Sociedade… mas não sei muito mais… porque é segredo. Contaram-me os meus informadores que eles ficaram surpresos, contentes e entusiasmados. Já houve uma missão secreta e só o facto de ter havido um primeiro contacto já os motivou e entusiasmou com outras coisas nas suas vidinhas J  (amiguinhos e vidinhas porque eles são pequeninos!).

 

Haverá por aí mais algum membro desta Sociedade Secreta dos Escritores de Cartas?!

E quem envie postais a si próprio quando faz uma viagem?

 

 

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