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Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

Edição Limitada

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”. Clarice Lispector

2017 não foi o melhor ano da minha vida

 

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É verdade, não foi. Comecei o ano doente, cansada e muito desmotivada. E esse estado durou muito tempo. Pelo menos para o meu gosto. E o pior é que parece que as pessoas não percebiam quando lhes dizia que não estava bem, não estava feliz e precisava de paz e sossego. É o que acontece quando, de uma forma geral, andamos de bem com a vida. Quando não andamos… parece que os outros não acreditam.

 

Mas, como fiz de outras vezes, tentei superar isso. Tentei descansar, valorizar mais o que me é mais caro e muitas vezes pôr-me em primeiro lugar em vez de dar prioridade aos outros. Tenho algum receio deste Inverno porque acho que o estado em que me encontrava também era influenciado pelo frio, dias mais curtos, essas coisas típicas. E em parte porque também tenho receio de ter usado um penso rápido em vez de cuidar da ferida… lá para Março vemos como correu.

 

Quando pensei em escrever este post não foi para vir aqui queixar-me dos meus problemas do início do ano e dos que foram aparecendo ao longo dos meses, até mesmo agora. Quando pensei em escrever este post foi para vos contar uma coisa que fez com que, nessa altura difícil, tenha mudado o chip.

 

Estava a almoçar com uma amiga e a lamentar-me qual Kalimero do que se passava na minha vidinha e ela diz-me que devia dedicar-me a alguma coisa minha e que eu controlasse. Algo que me desse gozo fazer e que me animasse. Incentivou-me a voltar a dinamizar o blog e a partilhar as minhas coisas aqui. E foi o que fiz. E foi uma das coisas boas que fiz este ano.

 

Nem sempre corre como eu idealizava, nem sempre consigo escrever como quero, preparar as coisas como e quando gostaria mas, o que é certo é que tenho-me dedicado muito mais a esta causa e isso traz-me mesmo muitas mais alegrias. Tenho aprendido coisas novas, procuro disciplinar-me para que tudo corra bem, tento escrever coisas que acho interessantes e que possam fazer com que o vosso dia fique um pouco melhor.

 

Por vezes, as coisas que penso que não têm interesse para os outros são as que mais impacto têm em quem lê. Uma ideia que para mim é muito simples parece fazer uma grande diferença na vida desta ou daquela pessoa. E depois tenho um retorno, um reforço muito positivo. Como uma mensagem a dizer que naquele dia o que escrevi fez todo o sentido, um comentário de alguém que precisava deste “empurrão” para pôr a vida em ordem, alguém que também teve saudades do avô ou até dizerem que estão a tentar deixar de beber café e por isso quando querem fazer uma pausa vão ver o blog.

 

Entusiasma-me ver o número de visualizações diárias, e o número de subscritores a subir. Gosto de ver de onde são as pessoas que leem o blog e descobrir que, de vez em quando, aparecem leitores em sítios tão distantes como a Tailândia, a Austrália e o Japão. Embora no Japão eu saiba quem lê J. Dá-me uma imensa alegria quando tenho um comentário por aprovar e não consigo explicar a felicidade que sinto quando sou destaque do Sapo. O dia em que o blog foi o destaque dos destaques então… estava tão feliz que não conseguia parar de sorrir!

 

2017 não foi o melhor ano da minha vida (e ainda bem!), mas também teve coisas muito boas! E isso é que importa! Muito obrigada!

 

 

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